terça-feira, 1 de março de 2011

O ciúme entre irmãos


O nascimento de um bebê causa um forte impacto no irmão primogênito, que tem de aprender a partilhar a atenção dos pais, da qual, até então, usufruía com exclusividade. É importante que os pais identifiquem precocemente o problema e atuem de forma a dar à criança a segurança afetiva que ela precisa. A integração da criança nos preparativos e nas rotinas do recém-nascido é o meio mais eficaz de reprimir o ciúme, já que ela se sente importante e necessária nessas tarefas. O ciúme é uma reação normal ao afastamento provocado pela chegada inexplicável de um “intruso”, pois este passará a compartilhar com a criança o amor e a atenção dos pais.
O modo como a criança manifesta e exterioriza o ciúme é muito variável, dependendo da idade da criança e das reações dos pais. O comportamento regressivo é a forma mais comum e caracteriza-se pela retomada de comportamentos que já tinham sido abandonados, como a regressão na linguagem, voltar a querer chupeta, enurese noturna, entre outras. No entanto, a exigência constante de atenção, ou pelo contrário, mau comportamento sistemático para chamar a si as atenções, pode ser um modo de manifestação.
A criança pode até ter atitudes de hostilidade dirigidas ao irmão ou à mãe. Uma outra forma de reagir é a atenção e preocupação constantes com o irmão, rodeando a mãe e o bebê de cuidados excessivos, com o desejo de agradar e recuperar o “amor perdido” da mãe. É nesta altura que a criança se questiona constantemente sobre: “Se os meus pais me amam, porque querem outro filho?”, “Será que vão continuar a gostar de mim?”.
A atitude dos pais é determinante, pois o modo como tratam cada filho poderá estar na origem das relações conflituosas - a base de toda esta rivalidade/hostilidade assenta no desejo de a criança ter o amor dos pais.
À medida que o tempo vai passando e o irmão mais novo cresce, o mais velho assume o papel de “irmão mais velho”. É nesta altura que a atitude dos pais é fundamental, pois, se demonstrarem compreensão e atitudes positivas, a criança supera o ciúme inicial, caso contrário, pode gerar-se um ciclo vicioso e “traumatizante” para a criança.
Para se estabelecerem relações adequadas entre irmãos e para prevenir o ciúme entre eles, há algumas recomendações a ter em conta:
1) Deve evitar-se que o nascimento de um irmão coincida com outras mudanças importantes na vida da criança (por exemplo, a entrada no jardim de infância). Após o nascimento do bebê, não se deve reduzir a quantidade, nem a qualidade da atenção, que a mãe e o pai dispensam à criança mais velha, tentando manter a rotina anterior ao nascimento do irmão.
2) Ajudar o irmão mais velho a assumir o novo papel, ressaltando a sua importância e prevenindo o ciúme que aparece com frequência quando a mãe ou o pai estão absorvidos no cuidado do bebê. Convém estimular a sua participação nesses cuidados, de forma que o filho se sinta importante e útil.
3) Evitar comparações, bem como a distribuição de papéis entre irmãos. Os pais devem colocar em evidência os progressos de cada criança e as suas qualidades em diferentes áreas, sobretudo nas atividades que constituem as suas especializações, e sempre tomando a própria criança como referência. Pretende-se com isto valorizar o seu progresso em determinada situação, aumentando a sua auto-estima.
O amor de uma criança pelos seus pais é extremamente intenso e incondicional, portanto, há o desejo da exclusividade. O sentimento de ciúme deve ser encarado de forma natural. É próprio do ser humano… Se os pais fizerem um esforço contínuo para ajudar os seus filhos nas suas angústias, as crianças terão oportunidade de aprender, a cada dia, a adaptar-se às novidades e a abrir mão do egocentrismo próprio da primeira infância.
É muito importante que os pais estejam em sintonia com os sentimentos das crianças e ajudem-nas a manifestar-se.
Autora: Sandra Costa, com a colaboração de Íris Maia, Pediatra do Hospital de São Marcos de Braga.

Como lidar com as birras?


Entre os 18 meses e os 3/4 anos, quase todas as crianças passam, com menor ou maior intensidade, por momentos de birras, o que deixa frequentemente os pais irritados, e sem saber como reagir.
As birras são um sinal de crescimento e é uma característica da fase em que a criança procura afirmar-se.
Apesar de ser difícil lidar com este tipo de comportamento, eles podem tornar-se ótimas oportunidades de ajudar a criança a aprender a conviver com sentimentos como a frustração e a zanga, e a desenvolver a capacidade de autocontrole.
A tarefa dos pais é ensinar à criança outras formas de expressar as suas necessidades e a aceitar o fato de que nem sempre lhe fazem a vontade, em vez de fazer birra.
É necessário que os pais não tenham receio de dizer não, explicando a razão de o fazerem. Cabe-lhes ensinar aos filhos que as birras não os farão mudar a sua opinião, bem como que o seu amor pelo filho não se alterará.
Se mesmo assim não resultar, procure distraí-lo ou não lhe dê atenção por alguns minutos. Muitas birras terminam quando deixam de lhes dar atenção.
Após a criança controlar-se, felicite-a por ter optado pelo bom comportamento e procure falar com ela sobre alternativas de se expressar, em vez de usar birras.
Os pais têm que ser firmes e fazerem respeitar as suas regras. As crianças assim aprendem que tudo tem limites e aprendem a viver em sociedade.
Apesar disso, não pense que esta será a última birra…
FONTE: AUTOR DESCONHECIDO.

A ADAPTAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

  • A vinda da criança para o Berçário deve ser preparada;
  • A separação, apesar de necessária, é um processo doloroso tanto para a criança quanto para a mãe, mas é superada em relativamente pouco tempo;
  • Devem-se procurar evitar grandes alterações durante esse período de adaptação: mudança de residência; retirada do bico ou das fraldas; mudança das mobílias do quarto da criança; etc.;
  • O fato da criança chorar na hora da separação é frequente e nem sempre significa que ela não queira ficar na escola;
  • A ausência do choro não significa que a criança não sinta a separação. Não é necessário encarar esse fato com ansiedade, pode até ser um bom sinal;
  • Sempre que possível, é benéfico que seja a mãe a entregar a criança à educadora, colocando-a no chão e incentivando-a a ficar na Instituição. Não é recomendável deixar a educadora com o encargo de retirar a criança do colo da mãe;
  • Nunca saia “escondida” do seu filho. Despeça-se naturalmente.
  • A sala do Berçário é um espaço que deve ser respeitado e a sua presença nela, além de dificultar a compreensão da separação, fará com que as outras crianças “reclamem” a presença das respectivas mães;
  • Lembre-se que a equipe do Berçário trabalha com crianças em grupo, procurando distribuir a sua atenção pelos diferentes bebés;
  • Se os pais confiarem na Instituição e nos seus trabalhadores, sentirão segurança no momento da separação e, esse sentimento, será transmitido ao bebê, que suportará melhor a nova situação;
  • O período de adaptação varia de criança para criança, é único e deverá ser respeitado;
  • Poderão ocorrer algumas regressões de comportamento durante o período de adaptação, assim como alguns sintomas psicossomáticos (febre, vômitos etc.);
  • Nesta fase, é comum verificar-se, por parte do bebê, uma ambivalência de sentimentos: o desejo de autonomia e a sua necessidade de proteção ocorrem simultaneamente.
  • Aqui estão algumas sugestões, para os pais ajudarem os seus filhos a adaptarem-se ao Jardim de Infância;
  • Os pais não devem demonstrar a sua ansiedade ao filho e, sim, tratar com naturalidade o primeiro contato com a escola.
  • Converse bastante com a criança, explicando-lhe o que vai ocorrer com ela, sem ocultar dados ou inventar histórias.
  • Não crie grandes expectativas na criança quanto ao universo escolar. Dê a ela autonomia e liberdade necessárias para descobrir o que a escola pode lhe oferecer.
  • Leve a criança à escola antes do começo do ano letivo. Esta iniciativa faz com que ela comece a familiarizar-se com o ambiente escolar.
  • Ao deixar o seu filho, na porta da escola, não use “artifícios” para distraí-lo e poder ir embora. Mesmo que “abra um berreiro”, é melhor que veja você indo embora, do que pense que você sumiu de repente.
  • É fundamental que os pais não se atrasem para irem buscar os filhos, para que eles não tenham a terrível sensação de que não voltarão para casa. Os filhos sentem-se mais seguros ao ver os pais à porta da escola.
  • No período de adaptação escolar da criança, não deixe de levá-la à escola.
  • Não mude os hábitos da criança durante o período de adaptação, tais como: deixar de usar fraldas ou a chupeta, por exemplo.
    FONTE: Beatriz Santomauro, de Vitória, ES, e Luiza Andrade, colaboraram Bianca Bibiano; Denise Pellegrini, de Curitiba, PR; Julia Browne, de Belo Horizonte, MG; Marina Simeoni, de Poços de Caldas, MG; Thais Gurgel, de Sobral, CE; e Vilmar Oliveira, de São José dos Campos, SP.

DAS FRALDAS PARA O PENICO.


Por volta dos 2 anos a criança costuma dar sinais de que deseja largar a fralda. Mas, para que o uso do peniquinho seja coroado de sucesso, é preciso realizar um treino de maneira tranquila, natural e divertida. A criança dá demonstrações de que quer começar a sair das fraldas. Basta ficar bem atenta a seus gestos e atitudes. Ela mostra que está preparada quando:
. A fralda permanece seca por determinado período, indicando que a criança consegue ficar sem fazer xixi ou defecar por algum tempo. Ou seja, por cerca de uma hora e meia a duas, ela não fica “apertada”.
. Por conta própria, quer tirar a fralda, reclamando que está “apertada” ou “molhada”.
. Pára o que está fazendo, aponta para a fralda ou faz algum barulho, tentando demonstrar que está prestes a urinar ou defecar, ou até dizer que já fez.
. Vê os pais ou o irmãozinho mais velho usando o vaso sanitário e diz que quer fazer igual.
Apresentando o peniquinho
. Arrume um penico bonitinho e deixe a criança explorá-lo, como se fosse um brinquedo. Tenha um bate-papo descontraído, dizendo que nesse penico ela deverá fazer o xixi e o cocô. Para ela ir se acostumando à novidade, deixe-a ficar apenas o tempo que quiser. Durante esse período, dê atenção a ela, estimulando-a. Vale conversar, contar historinha, cantar , ler um livro... Sempre explique o que se deseja ali, até imitando o barulho do xixi. Se nas primeiras vezes o pequeno não tiver paciência para ficar sentado ou não fizer nada no tempo em que estiver no troninho, não desanime. Forçar pode levar a criança a associar o penico a algo ruim.
O Passo-a-passo do treino
Criar uma nova rotina e ter muita paciência é fundamental para que a criança entenda o uso do troninho.
Após as refeições, devido à tendência natural para evacuar, ou se houver um horário em que ela faça isso com mais frequência, aproveite para dar continuidade ao treino. Se ela pedir para ir ao banheiro antes de você sugerir, melhor ainda.
No início, tire a fralda no período diurno, por cerca de duas horas. Em seguida, ofereça o troninho. Aumente esse tempo gradativamente. Deixe seu filho no peniquinho por 10 ou 15 minutos. Não o force a fazer nada, mas estimule.
Explique que, para não precisar colocar mais fralda, ele deve fazer suas necessidades ali. Elogie, bata palmas, dê parabéns, abrace, beije, se ele conseguir ficar sentado por alguns instantes no troninho e, principalmente, se fizer suas necessidades. Aos poucos, o pequeno avisará a você ou ao pai que quer fazer ou que já fez o xixi ou cocô. Mantenha o peniquinho por perto nessa fase de treinamento. Fica mais fácil quando a criança pedir. Depois que ela estiver familiarizada com o troninho, leve-a ao vaso sanitário. Use um adaptador, para que a criança se sinta mais segura. Muitas crianças usam pouco o penico, por preferirem o vaso. Importante: esteja sempre por perto para auxiliar seu filho na segurança e na higiene. Os meninos começam a fazer xixi sentados, até porque não têm altura para ficar de pé diante do vaso. Quando a criança conseguir finalmente usar o troninho ou o vaso corretamente, mantenha o horário e a rotina, para fixar o hábito. Não se esqueça de limpar a criança com o papel higiênico, explicando que faz parte. Para não passar por situações difíceis durante o período de treino, previna-se. Se você ainda não tem total segurança de que a criança vai pedir para fazer xixi, quando sair para ir ao um shopping ou a uma festa, leve uma peça de roupa e até fralda.

Para não atrapalhar

. Procure não passar sua ansiedade para a criança. Às vezes ela fica sentada no troninho um bom tempo e, ao sair dali, relaxa e faz xixi ou cocô. Não brigue. O melhor nessa hora é limpá-la minimizando o ocorrido. Não a obrigue a ficar sentada e muito menos a fazer as necessidades na hora que você quer. Bater, então, nem pensar.
Diga:
“Tudo bem se não fizer xixi ou cocô desta fez, mas tente. Eu fico aqui do seu lado” “Como é o barulho do xixi? Vamos imitar?” “ Parabéns, você conseguiu!” “Agora você já pode usar calcinha como a mamãe ( ou cuequinha como o papai)”
A fralda Noturna
. Está “na hora” quando ela passa a amanhecer com a fralda sequinha. Para não ter de acordar no meio da noite, com o pequeno chorando por estar molhado, leve-o ao banheiro e estimule-o a fazer um “último xixi” antes de dormir. Se acontecer de “escapar o xixi” durante o sono, não brigue. Troque o que for necessário coloque a criança de volta na cama. Logo que ela acordar, ofereça o peniquinho ou leve-a ao banheiro. Não se esqueça de elogiar.

Fonte: Revista Especial meu nenê - nº. 27

Proposta de interações e brincadeiras: Caça ao tesouro sensorial

Campos de experiências: * Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: * Classi...