Sejam bem vindos!

Um dos requisitos necessários ao professor da atualidade é manter-se atualizado em sua área, inovar sempre e demonstrar criatividade e disposição para modificar e melhorar a sua prática pedagógica.

Portanto, este blog foi criado para auxiliar nesta tarefa, contribuindo para a troca de experiências, com novas ideias, sugestões, textos teóricos, mensagens reflexivas, vídeos e muito mais.

Espero que todos apreciem, dê a sua sugestão do que gostaria de ver postado aqui e deixe o seu recado, ficarei muito satisfeita em atender as solicitações sempre que possível.

Bom passeio a todos!



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A importância do limite

Saber dizer “não” é, segundo os especialistas, um dos aspectos importantes e saudáveis da educação de crianças e adolescentes. Uma das maiores dificuldades na educação de uma criança consiste na tarefa de saber dosar amor e permissividade com limite e autoridade.
 Todos têm consciência da importância de impor limites, mas o fato de saber disso não é suficiente para fazer desta uma tarefa fácil. Os pais frequentemente se deparam com muitas dúvidas: Estou agindo certo? Onde eu errei? Por que ele não me obedece? É importante analisar como a noção do proibido vai se constituindo ao longo do desenvolvimento infantil para compreender melhor o comportamento da criança.
 Ela, até o fim do primeiro ano de vida, obedece ao princípio primordial da vida humana: o princípio do prazer. Por isso procura apenas fazer o que lhe causa satisfação e tenta fugir do que é vivido como algo desprazeroso. Nesse estágio, ela age por impulso instintivo. Esse é o primeiro sistema de funcionamento mental, o mais primitivo e existente desde o nascimento do indivíduo, que é denominado pela psicologia de id. O id é essencialmente impulsivo – age primeiro e pensa depois. É imperioso, intolerante, egoísta e amoral; é agressivo, destrutivo, ciumento, enfim, é tudo que existe de selvagem em nossa natureza.
 Assim, a criança quer fazer tudo o que lhe vem à mente: deseja o que vê, imita o que fazem ao seu redor e tem permanentemente insaciável e ativa a sua curiosidade que, frequentemente, aborrece, preocupa e constrange as pessoas. Ao mesmo tempo, essa impulsividade é uma das necessidades mais prementes em seu desenvolvimento, que, quando reprimida, gera crianças sem brilho, apáticas, desinteressadas e rigidamente bem comportadas. A necessidade de tocar, apalpar, mexer, demonstrar, destruir, desfazer e tentar reconstruir objetos são atividades importantíssimas e fazem parte de sua forma de entrar em contato com o mundo externo.
A partir dos 18 meses, a criança começa a se opor para afirmar-se e existir por si mesma. É o início da fase do não, tão temida pelos pais, e que termina, na melhor das hipóteses, por volta dos três ou quatro anos. Nessa fase, trata-se de uma oposição sistemática, porém necessária à estruturação e organização de sua personalidade. Basta substituir o "não" por "eu" para se ter a chave do problema. Para uma criança, dizer "não" significa apenas: "Eu acho que não! E você?" Ela quer simplesmente uma resposta dos pais que, favorável ou não, terá, pelo menos, o mérito de indicar os limites. A partir dos três ou quatro anos, a criança passa, pouco a pouco, do "não" sistemático – modo de comunicação arcaico, mas necessário ao seu desenvolvimento – para o "não" refletido, que afirma seus gostos e escolhas.

FILHOS SÃO COMO NAVIOS

Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza reserva para ele, poderá ter de desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS.
Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto dos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr os próprios riscos e viver as próprias aventuras.
Certos de que levarão os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola – mas a principal provisão, além da material, estará no interior de cada um: A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro em que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam ser o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar adentro e encontrar o próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, esse porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que, na bagagem, eles devem levar VALORES herdados, como HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL E NA CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos, e nem devem estes, descansar no que os pais conquistaram.
Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto e, como os navios, partir para as próprias conquistas e aventuras.

Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:
“QUEM AMA EDUCA” (Içami Tiba)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Proposta de atividade de articulação entre a educação infantil e o ensino fundamental.

              Objetivos:

v     Propor momentos de socialização e brincadeiras entre as crianças de cinco anos da educação infantil e as do primeiro e segundo ano do ensino fundamental;
v     Contribuir para a familiarização das crianças de cinco anos ao ambiente de algumas escolas de ensino fundamental da região;
v     Favorecer o conhecimento dos professores do ensino fundamental a respeito da aprendizagem e desenvolvimento das crianças da educação infantil.

Procedimentos:
  • Conhecendo as escolas do ensino fundamental da região:
- Primeiramente, a coordenação da instituição de educação infantil entrará em contato com algumas escolas da região para agendar visitas das crianças da educação infantil nestes estabelecimentos.
- Antes dos passeios iremos confeccionar com as crianças de cinco anos, brinquedos construídos com material reciclável para presentear as crianças do primeiro e segundo ano do ensino fundamental.
- Então, realizaremos a visita a uma escola da região, sendo que a cada quinze dias ou a cada mês será visitada uma escola da região.
- Na ocasião do passeio, a professora, junto com as crianças de 5 anos, irão caminhando até a escola e neste espaço conhecerão os seus diferentes ambientes, o pátio, as salas de aula, a secretaria, o refeitório e outros.
- Depois deste primeiro momento, as crianças do CEI irão fazer uma socialização com as crianças do primeiro e segundo ano, realizando uma roda de conversa em que as crianças da educação infantil possam fazer perguntas às crianças do ensino fundamental sobre a escola. Depois, serão entregues a elas os brinquedos confeccionados pelas crianças da educação infantil e serão realizadas algumas brincadeiras coletivas como de roda ou outras.
- Para finalizar as crianças do CEI convidam as crianças do ensino fundamental a visitarem a instituição de educação infantil para brincarem neste espaço e conhecer a instituição.

  • Troca de correspondências:
- Pode ser realizada depois da primeira socialização com todas as crianças, sendo que a turma de educação infantil irá escrever uma carta para as crianças do primeiro e segundo ano receberem e estas responderem as crianças da educação infantil, trocando correspondências ao longo do ano letivo.

  • Continuidade do processo avaliativo da educação infantil:
- Outra proposta é a continuidade do processo avaliativo da educação infantil para o ensino fundamental, visto que a cada semestre, na educação infantil é feito um registro avaliativo de cada criança, que é entregue uma cópia para os pais e a outra é arquivada na ficha de anamnese da criança, sendo que na conclusão da educação infantil, estes documentos são todos entregues para os pais. A sugestão é que as escolas do ensino fundamental que acolhem estas crianças recebam estes documentos para que os professores do ensino fundamental tenham a descrição da aprendizagem e desenvolvimento das crianças durante todo o período da educação infantil.

Síntese do texto: O medir de crianças pré-escolares.


O presente texto teve como objetivo estudar as ações de medir das crianças pré-escolares em situações interativas de ensino. A população pesquisada era composta de duas turmas de uma creche da rede pública de educação do estado de São Paulo. Uma das classes era composta de crianças de quatro anos e seis meses a cinco anos e seis meses e a outra tinha crianças de cinco anos e seis meses a seis anos e seis meses. As atividades foram realizadas de setembro a novembro de 1993, com frequência de cinco encontros semanais.
Os autores levantam algumas questões sobre o método de pesquisa a ser utilizado, no caso deste estudo foi optado por uma pesquisa qualitativa, em que o pesquisador é parte integrante da realidade que investiga, assim como ele analisa o que observa de acordo com sua própria visão de mundo.
Nesta pesquisa foi concebido o ensino como um processo interativo, sendo utilizados os pressupostos teóricos sócio-interacionistas que consideram as relações entre ensino, aprendizagem e desenvolvimento intrinsecamente ligadas, impossíveis de serem separadas.
Foram utilizados alguns fundamentos de Leontiev (1988) e Moura (1992) que consideram a atividade como o resultado de ações planejadas, coletivas e com um objetivo comum, orientando os autores da pesquisa a considerarem a orientação de conceber a medida como uma necessidade real para a criança, partindo dos seus conhecimentos prévios e contribuindo para o avanço dos seus conhecimentos de forma mais elaborada.
Para a realização desta pesquisa, os pesquisadores criaram o “Jogo de medir”, em que as crianças eram provocadas a realizar ações relacionadas aos aspectos de medida destacados por Caraça (1975) que são a seleção da unidade, a comparação da unidade com a grandeza e a expressão numérica da comparação.
Foram analisadas as ações das crianças em três categorias: aspectos matemáticos, educacionais e culturais. Os pesquisadores também participaram da elaboração do planejamento dos professores em reuniões semanais, desenvolvendo as atividades elaboradas com as crianças junto com os professores da turma.
Um dos episódios escolhidos pelos autores deste artigo foi o desenvolvimento da atividade “O Curupira”, que tinha como objetivo a reconstrução da unidade com que foi medida uma distância cujo valor está definido.
Primeiramente, as crianças foram incentivadas a discutirem a possível causa de dois amigos, o gigante e o anão, não terem chegado à casa do Curupira.
As primeiras hipóteses de algumas crianças da turma foi que os personagens da história chegariam juntos ao local estipulado, somente se eles andassem com passos de igual comprimento, sendo que a ideia da solução do problema é a dos personagens chegarem juntos a casa do Curupira, não envolvendo nesta solução o pensamento de medida.
A próxima solução encontrada pelo grupo foi a de que o passo que se deve dar para chegar à casa do Curupira é o médio, apresentando a tendência de completar a sequência: pequeno-médio-grande, não compreendendo o passo médio como uma unidade de medida.
Nas observações e hipóteses das turmas é possível observar a grande influência do lúdico no pensamento abstrato, pois uma das crianças afirma que para se chegar a solução do problema é necessário que o próprio Curupira venha mostrar o tamanho do seu passo, ou seja, para o André, que fez a sugestão desta solução, o imaginário e o real se fundem em um mesmo contexto, assim a criança, ao alternar o real e o imaginário vai construindo o conhecimento do real.
Caraça afirma que na maioria das comparações de objetos não é suficiente apenas avaliar que eles são maiores ou menores do que outros, mas é preciso saber quanto eles medem. Nas situações problema de medir é necessário considerar a escolha da unidade, a comparação com a unidade e a expressão numérica do resultado dessa comparação por um número.
Vigotski considera que a organização social da instrução é a única forma de cooperação entre a criança e o adulto, é um processo interativo que tem como objetivo transferir conhecimento à criança. Ensinar, para este autor, significa oferecer ajuda à criança em seus possíveis avanços, desta forma, a escola irá orientar a criança no que ela ainda não é capaz de fazer, ampliando a sua capacidade de desenvolvimento.
Também foi analisada outra atividade: “Salto em distância”, que tinha como objetivo medir a distância saltada com um instrumento não convencional. Esta atividade foi realizada nas aulas de educação física, ao ar livre. As crianças foram organizadas em duplas, receberam uma prancheta com papel e lápis para registrar o valor da distância do salto de cada um, foram disponibilizados canudos pretos de plástico e canudos cinzas de papelão, sendo estes com diâmetro e comprimento maiores do que os de plástico e a professora propôs que eles medissem a distância do salto com estes materiais.
Neste episódio, foi determinante a interação entre os participantes para a solução da situação problema. Uma das crianças se viu frente a dois problemas, o primeiro sobre como posicionar os canudos para medir a distância saltada e como contar o último canudo, que representava uma fração de canudo. Com a intervenção do colega Gui, ele conseguiu reelaborar as suas organizações e soluções para o problema, sendo que ao final, ele demonstrou com suas atitudes a satisfação de ter chegado a uma solução satisfatória.
Para os autores Caraça (1975) e Alexandrov (1988) para realizar a medição do comprimento de um objeto é necessário considerar dois tipos de operação: um de caráter geométrico, que aplica a unidade ao longo da grandeza a ser medida e o outro de caráter aritmético, que calcula quantas vezes é possível repetir a ação anterior.
Na proposta da atividade “Salto a distância”, o grupo de crianças está diante do desafio de ler numericamente a fileira de canudos, por esta não representar um número inteiro de vezes a unidade, ou seja, o desafio requer o salto da contagem do discreto para o contínuo e a ampliação dos números naturais para os racionais.
A grandeza contínua consiste na possibilidade da divisão ilimitada de uma grandeza, sem que esta perca seu caráter essencial de uma grandeza contínua.
Alguns vieses a respeito da concepção numérica da realidade podem surgir da tendência de considerar o numeral sempre pelo número natural nas relações cotidianas do dia-a-dia, dentre as quais o arredondamento de todos os valores para os números inteiros, considerando que isto não irá afetar o resultado. Outro viés é o desenvolvimento da percepção apenas sob o aspecto discreto, não ficando claro para a criança o aspecto contínuo da realidade.
Quando o professor discute com a criança sobre a questão de como se mede o comprimento de determinada distância, ele está contribuindo para o salto do conceito cotidiano em direção ao conceito cientifico.
Caso que não acontece quando a criança aprende a medir apenas por meio da leitura mecânica da régua, da balança ou outra tecnologia, formando na criança um pensamento de medir tecnologicamente e restrito à indicação de um número.
Porém, quando a criança pode aprender os aspectos mais simples que constituem o conceito, ela estará aprendendo modos de pensar a realidade internamente e não de forma fragmentada, seu movimento criativo será mais intenso, utilizando a imaginação, que é uma forma humana de apreensão do real.
Decorre deste fato, a grande importância de ampliar as experiências da criança, contribuindo para a formação de bases sólidas para a sua atividade criadora. Quando a criança desenvolve a sua linguagem atrelada ao exercício da imaginação, é oportunizada a liberação das suas impressões imediatas, criando além do real, contribuindo para o desenvolvimento da sua capacidade de abstração.
Outro aspecto a ser analisado decorre do fato de que a imaginação é acompanhada pelo emocional. Na resolução das situações problema que foram propostas, as crianças manifestaram expressões de satisfação, alegria ou até frustração pela solução encontrada não ser satisfatória. Todas estas manifestações afetivas colocam em movimento muitas outras funções psicológicas que contribuem junto com a função cognitiva, para uma aprendizagem significativa dos conceitos científicos.
Os autores do artigo destacam que o primeiro conhecimento manifestado pelo grupo de crianças pesquisado foi a utilização do modo de contar objetos discretos para a contagem de grandezas contínuas, considerando a unidade um objeto discreto, sem relação com a natureza do espaço que está sendo contado.
Conforme as intervenções entre as crianças, a professora e a pesquisadora, este conhecimento foi sendo reelaborado pelo grupo.
Ao se analisar a segunda atividade proposta “Salto em distância”, foi possível perceber que algumas crianças do grupo representaram perceptivelmente as partes da unidade, criando uma representação cuja grafia imita a realidade contada em unidades inteiras e partes da unidade.
Os pesquisadores consideram as manifestações das crianças no processo de medir como elaborações aproximadas deste conceito, não generalizáveis para qualquer situação, portanto não apresentando a operacionalidade do conceito científico, sendo assim as crianças estão em crescimento gradativo do conceito cotidiano em direção ao científico.
Concluindo, os autores do artigo afirmam que o referencial teórico contribui para o esclarecimento das qualidades matemáticas das ações das crianças, variando de acordo com a interdependência das relações que se estabelecem entre a intencionalidade pedagógica da atividade de ensino e a atividade da criança.

Autora da síntese: Jaquinha.
Texto original de Anna Regina Lanner de Moura e Sergio Lorenzato, localizado em: ZETETIKÉ – CEMPEM – FE/UNICAMP – v.9 – n. 15/16, - Jan/Dez. de 2001.http://www.fe.unicamp.br/revista/index.php/zetetike/article/view/2496/2256

Sugestão para trabalhar a grandeza de comprimento.

História Virtual: Depois do Felizes para Sempre.

Conteúdos: Grandezas (comprimento).

Objetivos:
- Levantar hipóteses para resolver situações problema;
- Explorar a grandeza de comprimento.

Forma como pode ser organizada:
Leitura da história virtual: Depois do Felizes para Sempre.
            Era uma vez uma linda princesa chamada Florisbela, que havia acabado de se casar com o Ferdinando, rei do reino de Especula.
            Como a princesa havia acabado de se mudar para o castelo e achou que a decoração deste lugar estava um pouco ultrapassada, precisando de uma repaginada para alegrá-lo, ela resolveu redecorá-lo, começando com a troca das cortinas de veludo azul escuro do salão de festas, por outras mais coloridas.
            Então, Florisbela mediu as janelas e pediu para o Esputinik, duende e criado do castelo, para ir até o vilarejo e comprar 10 braçadas de seda bege, 5 de voal vermelho e 15 de linho amarelo.
            Quando Esputinik chegou com a encomenda, a princesa foi logo costurá-la, ansiosa para ver como ficaria a nova decoração, mas grande foi a sua surpresa ao colocar a cortina nas janelas do salão de festas, estas ficaram muito curtas, não cobrindo todo o vão da janela.
O que será que aconteceu?
Como a princesa pode medir os tamanhos das janelas para que o duende possa comprar a metragem correta de tecido?
            Você pode ajudá-la?

            Inicialmente, a história virtual será contada para a turma e o professor instigará o grupo a descobrirem porque a metragem do tecido comprada foi insuficiente, conduzindo para a constatação de que o comprimento da braçada da princesa e do duende são diferentes. Em seguida, o professor pedirá que as crianças comparem o tamanho dos seus braços com o dos colegas e da professora, imaginando que o tamanho do braço da princesa é o mesmo que o da professora e o dos colegas é o mesmo que o do duende. Caso, as crianças façam esta suposição, a professora questionará o grupo sobre como poderemos medir o tamanho dos braços dos colegas, que materiais poderão ser utilizados (caso a turma não aponte os materiais, podem ser sugeridos tiras de papel, barbante e fios diversos).
            Dando continuidade, a professora terá o comprimento do braço da princesa e do duende com o barbante e as tiras de papel, então ela desafiará o grupo a perceber quantas medidas do comprimento do braço do duende cabem dentro do comprimento do braço da princesa. Ao chegar à conclusão que cabem duas vezes o comprimento do braço do duende, a professora pedirá para que o grupo calcule então, quantas braçadas de tecido são necessárias para cobrir todo o vão da janela, ou seja, o duende deve comprar o dobro do tecido, 20 braçadas de seda bege, 10 de voal vermelho e 30 de linho amarelo.
            O professor após este momento, também poderá desafiar a turma sobre a forma que o tecido poderia ser adquirido, caso o duende não pudesse comprar esta mercadoria e outra pessoa fosse realizar esta tarefa. O professor procurará conduzir as crianças para o comprimento do braço da princesa, utilizando diversos materiais para fazer esta metragem. Para a solução do problema é necessário que a pessoa que irá fazer a compra leve a medida do braço da princesa.

Esta é apenas uma proposta de encaminhamento, mas é importante que o professor instigue as crianças a resolverem o problema apontado na história coletivamente, sendo que o professor vai interagir apenas nas situações que forem necessárias.

domingo, 30 de outubro de 2011

Sugestão de livro para leitura...

Vygotsky atualmente é considerado um dos mais importantes psicólogos do nosso século. Seus escritos, elaborados há aproximadamente sessenta anos, ainda hoje têm o efeito do impacto, da ousadia, da fidelidade à investigação acerca de pontos obscuros e polêmicos no campo científico. Apesar do conhecimento tardio de sua obra, é com relativa rapidez que suas ideias vêm sendo disseminadas, discutidas e valorizadas. É significativa a influência e repercussão que seus postulados vêm provando na psicologia e educação, não só no Brasil como em outros países ocidentais.

A obra de Vygostky pode significar uma grande contribuição para a área da educação, na medida em que traz importantes reflexões sobre o processo de formação das características psicológicas tipicamente humanas e sobre as relações entre ensino, aprendizagem e desenvolvimento. Como consequência, suscita questionamentos, aponta diretrizes, instiga a formulação de alternativas no plano pedagógico e, principalmente, sugere uma reavaliação de aspectos já consagrados no campo educacional.

Vygostky: uma perspectiva histórico-cultural da educação de Teresa Cristina Rego pretende oferecer uma interpretação sobre alguns aspectos da vida e obra do autor, assim como uma reflexão de possíveis implicações de seu pensamento na educação. A intenção é possibilitar ao leitor uma análise geral e necessariamente introdutória que estimule a consulta, o estudo e o aprofundamento de teses e descobertas deste estudioso inquieto e obstinado, que dedicou sua vida ao esforço de romper, transformar e ultrapassar o estado de conhecimento e reflexão de seu tempo.

A autora Teresa Cristina Rego é professsora da graduação, licenciatura e pós-graduação da Faculdade de Educação da USP e coeditora da Revista Educação e Pesquisa (FEUSP). É mestre e doutora em educação pela USP e pós- doutora pela Universidad Antónoma de Madrid. É pesquisadora do CNPQ e autora, entre outros, de Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação (Vozes, 21. ed., 2010), Memórias de escola: cultura escolar e constituição de singularidades (Vozes, 2003) e coautora de Psicologia, educação e as temáticas da vida contemporânea (Moderna, 3. ed., 2008).

Bibliografia deste livro: REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. Coleção: Educação e conhecimento. Petrópolis, Vozes, 2011. 22.ed.

Este livro é maravilhoso e contribui muito para a reflexão sobre a prática pedagógica realizada nas escolas.
Vale a pena ler.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Brincar ao ar livre: nada mais gostoso

Em meio a tantos brinquedos eletrônicos atraentes aos olhos das crianças, um tipo de diversão nunca pode ser esquecido na infância: as brincadeiras ao ar livre. Inconscientemente, associamos essas atividades à liberdade, apesar da crescente violência urbana.

É correndo, pulando ou subindo em árvores que as crianças se desenvolvem tanto no aspecto quanto no conhecimento do mundo. Sem contar que as peripécias de quem corre pra lá e pra cá acabam por si só sendo instrumentos importantes para o raciocínio, reflexo, aumentando a autoconfiança e, mais do que isso, contribuindo para a socialização. Quem de nós será que não se divertia brincando de pega-pega? Impossível achar um que não gostasse.

“A presença de espaço onde a criança possa descobrir, criar, experimentar é um bom caminho para o desenvolvimento da aprendizagem perceptivo-motora, da inteligência, das habilidades da leitura e da escrita e da formação de conceitos através de suas próprias experiências”, afirma o educador físico Thales Ribeiro.
Um pátio, parquinho ou um gramado podem ser um bom espaço para brincar. Além de árvores, da caixa de areia e dos brinquedos tradicionais, como escorregador, balanço, gangorra e trepa-trepa, brincadeiras com bolas, bambolês e cordas são importantes, principalmente pela liberdade de movimento e contato com a natureza.

Nenês também devem se divertir -

Brincar ao livre é um grande estímulo para o bebê, principalmente se for acompanhado de um animal de estimação ou de outras crianças. Por que é tão legal que o nenê saia de casa para brincar? Simples. Porque é fundamental que a mãe mostre os sons e imite para que ele aprenda a conhecer o mundo real e não o mundo que é passado somente pela TV. Quer uma dica? Faça com que o bebê tenha contato com diferentes texturas como grama, areia e água, sempre conversando e contando histórias a ele.

Brinque com seu filho ao ar livre, faça-o conhecer os mais diversos sons e os diferentes ambientes, deixando o seu bebê conhecer o mundo.

“É na brincadeira que a criança dá vazão à sua energia, ao senso crítico e à criação. Usando sua criatividade, a criança descobre o seu eu e pode utilizar sua personalidade. Aprende a dirigir suas ações, agir cooperativamente, trabalhar em conjunto e sozinho”, revela Thales.

Bruno Thadeu

Engatinhar: uma conquista do bebê

Perigos de acidente, chão "sujo" com possibilidade de contágio de doenças, somado à maior demanda de atenção dos pais, vovós ou babás. Isso tudo está fazendo com que o engatinhar fique para trás. As crianças de hoje estão engatinhando menos do que as crianças de antigamente. O que é um retrocesso.

E para aumentar essa estatística nada boa, existem hoje no mercado várias cadeirinhas, cadeirões, chiqueirinhos, bebê conforto e carrinhos que deixam as crianças sentadas, enquanto os pais podem fazer o que quiser, pois o pimpolho estará lá, sempre sentadinho.

Agora o problema: Sally Blythe, especialista em desenvolvimento infantil, coordenou um estudo em que relacionou a falta de engatinhar com dificuldades em aprender a ler e escrever.

A especialista estudou 70 crianças de 8 a 10 anos divididas em dois grupos, um com crianças apresentando dificuldades na leitura e escrita, e o outro sem queixas no aprendizado.

Ao fim do estudo, percebeu uma diferença significativa: as crianças que não engatinharam ou engatinharam menos também andaram mais tarde e eram as crianças do grupo que apresentavam dificuldades no aprendizado.

De uma maneira sucinta, o engatinhar representa um marco no desenvolvimento da criança e é um exercício motor importante.

A tentativa de “balançar o esqueleto”, mesmo que desordenadamente, estimula a coordenação visual para os movimentos que mais tarde a criança vai usar para ler e escrever, explica Sally.

Deixe o bebê “se virar” - Engatinhando a criança desloca os olhos similarmente ao momento de leitura e escrita. Dessa forma, o bebê é estimulado a construir novas ligações neurológicas envolvidas nessas funções, ajudando mais tarde na escola.

O uso excessivo dos artigos modernos que auxiliam os pais a tomar conta dos bebês são um dos vilões do engatinhar. Eles deixam a criança sentadinha impedindo que se movimentem e brinquem livremente com o corpo.

No chão, a criança aumenta o seu campo de visão e o seu equilíbrio, sendo mais fácil descobrir o mundo. Aprende a ter noção de espaço e distância. É uma ação ativa e não passiva como as crianças que ficam nas cadeirinhas. Além de tudo, ajuda alinhar a coluna, preparando a criança para ficar em pé e andar.

Precisamos saber também que o não engatinhar não é fator determinante para que a criança tenha dificuldades na escola. "Alguns bebês que não engatinharam acabam não tendo problemas, enquanto alguns que engatinharam poderão apresentar dificuldades", afirma à especialista.

Dicas
Pense na seguinte situação: seu bebê está em uma cadeirinha de rodinha e deixa cair um brinquedo no chão. Ele não terá a mínima chance de pegar o objeto, pois está preso. Ficará totalmente dependente, à espera de alguém para pegar o brinquedo. Péssimo para quem está na fase de descobrimento da vida e aprendizado.

Deixe brinquedos de diferentes cores, texturas e materiais no chão ao lado do seu bebê para que descubra as diferenças.

Não se preocupe se seu bebê não engatinhar. Cada bebê se desenvolve de maneiras diferentes e muitos não passam pela fase do engatinhar, mas precisamos estimulá-los.

Autor Desconhecido.

Se sujar faz bem?

A “sujeirinha” que pode ser útil à criança
Higiene é essencial, mas em excesso pode prejudicar a saúde dos pequenos. Pode parecer papo de louco, mas tem fundamento. Isso é que indica um estudo americano publicado pela revista online Nature Medicine.

Pesquisadores da School of Medicine da University of California, em San Diego, descobriram que uma bactéria que vive constantemente na nossa pele pode impedir que a inflamação após um ferimento seja muito grande.
 
O problema é que essas bactérias são eliminadas por produtos de limpeza, como sabonetes, sabão e desinfetante. Neste caso, o excesso de limpeza poderia acabar com esses organismos na pele das crianças, podendo fazer que um simples ferimento inflame mais do que se essas bactérias tivessem atuado.
Mas é lógico que não é por essas e outras que o personagem Cascão, da Turma da Mônica, virará referência às crianças da noite para o dia. Longe disso. Banho é fundamental. Mas muito banho no mesmo dia pode ser desaconselhável, principalmente se a pessoa insistir no uso de esponja.
Segundo Richard Gallo, um dos coordenadores da pesquisa, diz que os estafilococos (as bactérias presentes na pele) podem causar infecções se entrarem no organismo das pessoas, mas se ficarem somente na pele são benéficas para os ferimentos mais leves.
Esse estudo embasa a “hipótese da higiene” que relata a importância do contato com germes na primeira infância para que as crianças fortaleçam seu corpo contra alergias.
Há cada vez mais evidências que o excesso de limpeza que se vê hoje nas sociedades modernas está levando a um grande número de pessoas alérgicas no mundo.
Ainda são poucos os estudos feitos nessa área, mas levam a indicar que contatos com os germes são necessários para a saúde do nosso organismo. Mais pesquisas devem ser feitas para concluir de vez essa questão.
Por isso, papais e mamães não devem ficar tão preocupados quando a criança engatinha no chão que não está tão bem limpinho ou quando, sem querer, a criança coloca a mão suja de areia na boca na hora que está brincando na praia.
Bruno Rodrigues


Pais superprotetores.

Meu filho precisa de carinho e não de superproteção.

Proteger os filhos é obrigação dos pais, mas quando essa proteção se torna excessiva, às vezes doentia, o desenvolvimento e crescimento dos pequenos podem ser seriamente comprometidos, mesmo que os pais não consigam enxergar.
Não deixar a criança ir ao chão para brincar em um lugar sujo é bem diferente de não deixar a criança engatinhar na sala de casa ou da madrinha.
Um lugar sujo pode transmitir doenças para seu filho e os pais têm a obrigação de protegê-lo, mas o chão da casa de quem se conhece não é proteção e sim uma proibição de que a criança explore o ambiente e se desenvolva motora e cognitivamente.
Pais que tiveram seus filhos com idade mais avançada, com filhos temporãos, que tiveram alguma dificuldade com gravidez ou parto ou que trabalham excessivamente são pais mais propensos a superproteger seus filhos.
Os pais superprotetores pensam que estão fazendo tudo de melhor para a sua criança e é claro que não querem o mal dos filhos, mas acabam facilitando demais a vida dos pequenos quando fazem tudo por ele ou o privam de alguma situação que acham perigosa.
Alguns “sintomas” são facilmente notados por quem recebe blindagem excessiva dos pais. A criança que demora a andar, já que os pais não a colocam no chão para estimulá-la com medo de que caia e se machuque ou receosa de que ela leve a mão à boca depois que a colocou no chão.
A criança “preguiçosa” para falar também pode ser consequência de superproteção: o pequeno mal aponta para a jarra de água e o copo com água já está na mão. A criança nem teve tempo de tentar falar e o que queria já estava na mão.

Tem como quebrar essa redoma? - Mudanças são sempre difíceis e é só pensar em nós, adultos. Mesmo querendo mudar de casa nosso coração aperta ao deixar um pedacinho da nossa vida na casa que ficou para trás. A criança também.
Andar e falar são mudanças difíceis, e se os pais fizerem tudo por ela ficará mais fácil e não precisará enfrentar as dificuldades como a frustração de cair ao tentar andar e falar errado e não ser entendida. Sabe aquela coisa do “só aprendendo errando”?
Com essa atitude superprotetora, os pais vão educando filhos que só pensam no seu próprio umbigo e vontades, sentindo-se o centro do mundo. Além disso, não há quem aguente uma criancinha mimada, com exceção dos pais e das sempre “doces” avós.
“Hoje é difícil dizer um não e ter paciência com o crescimento dos filhos. Muitas vezes, é mais simples interferir para resolver um problema do que permitir que a criança o analise por inteiro e demonstre suas condições de transpô-lo”, relata à psicóloga Marlucia Pessoa.
Caso algo não aconteça do jeito que essa criança quer, ela chora e recua, não conseguindo enfrentar os desafios sem ao menos tentar a possibilidade de desafiar seus limites e viver novas possibilidades.
Assim, as crianças tendem a crescer tiranas com os pais, avós e babás e tentam ser assim com as professoras e amiguinhos, mostrando a dificuldade de se relacionar e enfrentar os obstáculos longe das rédeas dos pais. A criança pode se tornar um adulto mimado, o que se torna mais desagradável ainda.
Ocorre que na fase adulta nem sempre pai e mãe poderão resolver as situações mais embaraçosas.

Dicas
Manter seu filho sob sua vigilância 100% do tempo é motivo para que se torne um adulto inseguro.
Não faça todas as vontades de seu filho só porque não tem muito tempo com ele. Qualidade é melhor do que quantidade de tempo. Um passeio “da hora” em parques ou praias pode valer mais do que um videogame novo.
Use o bom senso e o equilíbrio. Se tiver alguma dúvida, consulte um especialista.
Bruno Rodrigues

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sequência de atividades sobre o elemento natural terra

        
         Objetivos de Ensino:
        Propiciar a aprendizagem sobre algumas características da terra, incentivando a busca por novas descobertas;
        Oportunizar momentos de exploração da imaginação e das brincadeiras de faz de conta;
        Contribuir para a ampliação do repertório de músicas conhecidas pela turma;

         Objetivos de Aprendizagem:
        Conhecer algumas características do elemento natural Terra;
        Pesquisar em outras fontes informações sobre o tema;
        Perceber as transformações deste elemento natural;
        Explorar as brincadeiras de faz de conta e a imaginação;
        Ampliar o repertório de músicas conhecidas.

1º Dia:
        Primeiramente, iremos questionar o grupo sobre o que eles conhecem sobre o elemento Terra, o que querem conhecer e o que precisam aprender, fazendo uma lista destas informações, sendo que o professor fará o papel de escriba.
        Em seguida, a professora irá disponibilizar diversas fontes de pesquisa, como jornais, revistas e livros. O grupo será incentivado a pesquisar nestes materiais informações sobre as suas dúvidas levantadas na roda de conversa. A professora irá lendo as informações coletadas pelo grupo, escrevendo em outro cartaz as características do elemento natural terra.

2º Dia:
        Iremos relembrar com o grupo, em uma roda de conversa, as diversas informações coletadas no dia anterior, sendo que a professora irá trazer algumas imagens sobre este elemento e outras informações para complementar a pesquisa do dia anterior.
        Em seguida, iremos propor uma brincadeira com este elemento. Será disponibilizada a terra seca, água, panelinhas e outros objetos para que as crianças explorem este elemento e brinquem de faz de conta.

3º Dia:
        Plantar com o grupo uma planta em um vaso e em outro vaso será colocado apenas terra, explicando que um dos recipientes será regado e o outro não, para percebermos a transformação da terra ao longo do tempo.
        Diariamente, iremos observar com a turma as transformações ocorridas nas plantas e na terra, realizando registros destas através de desenhos e relatos, tendo como escriba a professora.

4º Dia:
        A professora irá conversar com o dono de uma empresa que extrai barro de morros, para verificar a possibilidade de uma visita a este local.
        Durante a visita, as crianças serão incentivadas a observar as diversas cores da terra que está sendo retirada do morro. Iremos coletar um pouco de terra para utilizarmos posteriormente.

5º Dia:
        Neste dia iremos propor realizar uma atividade de modelagem com argila, que será amolecida com água.
        No término da atividade, iremos questionar o grupo sobre a dificuldade ou facilidade de explorar este material.

6º Dia:
        Neste dia, iremos realizar outra proposta de modelagem com argila, mas agora ela estará um pouco mais seca.
        Após o término da proposta, a turma será questionada novamente sobre a dificuldade ou facilidade da proposta, sendo que os comentários sobre a modelagem com argila amolecida e seca serão agrupados em uma tabela, para que as crianças possam perceber as diferenças dos estados deste elemento.

7º Dia:
        Iremos apresentar um documentário sobre a seca no Brasil, mostrando as transformações da terra sem as chuvas.
        Após a sessão de vídeo, faremos uma roda de conversa para discutirmos as informações coletadas e escrever mais dados no cartaz sobre as características do elemento natural terra.

8º Dia:
        Iremos explorar a música: Asa Branca de Luiz Gonzaga, conversando e questionando o grupo sobre as informações oferecidas por esta canção, problematizando algumas frases.

9º Dia:
        Neste dia iremos resgatar as terras coletadas na visita a um local de extração de terra. Coletivamente, misturaremos cada terra de cor diferente, com um pouco de água e o grupo será incentivado a desenhar com estas tintas naturais com pincéis sobre cartolinas. Iremos incentivar as crianças a fazerem os desenhos sobre a música Asa Branca, que foi abordada no dia anterior.
        Realizaremos uma roda de conversa, relembrando o grupo sobre o que eles já sabiam sobre o elemento natural terra, o que queriam aprender, de acordo com as informações registradas na lista no início desta sequência de atividades e o que aprenderam, sendo que podem surgir encaminhamentos para novos planejamentos.