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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ai, que vontade de morder

Faixa etária: 0 a 3 anos
Objetivo: Lidar com as crianças que mordem.

Desenvolvimento:

Para que as mordidas não aconteçam...
Estimule situações comunicativas, pois o uso progressivo da fala e de outras formas de comunicação vão, aos poucos, substituir as dentadas.
Garanta que haja variedade de material, principalmente dos brinquedos preferidos. Dessa forma, há a possibilidades de escolha para todos, evitando-se assim as disputas.
Esteja sempre por perto na hora em que o grupo compartilhar brinquedos.
Evite situações que irritam ou cansam as crianças, como fome, sono e longos períodos de espera entre uma atividade e outra.
Se houver uma que costuma morder com mais frequência, fique próximo dela. Certamente ela vai se sentir mais constrangida com um adulto por perto.

Mas, se elas acontecerem...
Antes de tudo, cuide de quem sofreu a mordida e o acolha.
Se quem mordeu tiver mais de 3 anos, chame-o para ajudar a cuidar do machucado que causou e assim conhecer as consequências de sua ação. Não brigue, mas seja firme e explique que isso não é uma coisa boa de se fazer porque causa dor.
Analise os contextos e a frequência desse comportamento e investigue as causas.
Nunca estigmatize a criança tornando-a a mordedora do grupo.
Ao contrário, procure ajudá-la a mudar de atitude.
Ao avisar os pais de quem sofreu a mordida, não revele o nome do colega que causou o machucado, mas explique as providências tomadas.
Já os familiares da que mordeu só devem ser comunicados se o comportamento se repetir com frequência.
Fonte: Revista Nova Escola
Consultora: Karina Rizek
Coordenadora de projetos da Escola de Educadores e formadora do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária, em São Paulo.

MORDIDAS: APRENDIZAGEM OU AGRESSIVIDADE?


A mordida é uma forma de agressividade? O meu filho está se tornando violento? Por que as crianças mordem tanto?
Essas e outras perguntas são constantemente feitas pelos pais, e, de uma forma simples e ilustrativa, Ana Maria de Araújo Mello e Telma Vitória, respectivamente, chefe técnica e psicóloga da Creche do Campus de Ribeirão Preto, elaboraram este material.
Entregamos a vocês, pais e funcionários esta contribuição, como forma de esclarecimento e orientação sobre este assunto, que numa fase da vida da criança traz questionamentos.

Yara Lucia Brayner Mattos
Diretora da Divisão de Creche da COSEAS

Ninguém gosta que o seu filho seja mordido e, no geral, a família inteira se sente agredida ou preocupada quando seus filhos são mordidos ou mordem alguém. Querem saber quem são os mordedores e, às vezes, sentem-se culpados por deixá-los, ainda pequenos, em instituições que tenham tantas crianças desta faixa etária.
Por isto, é interessante que possamos aprender alguma coisa sobre a mordida: será que é um problema sério? O que significa a mordida?
Antes de qualquer coisa, é bom lembrar que é pela boca o primeiro contato que uma criança tem com o mundo! Você já reparou em um bebê de quatro meses? Ele leva mãos e objetos até a boca. Por que será?
Para conhecer um objeto, o bebê precisa ter experiências com ele. E, nesta idade, o que ele sabe fazer é levar o objeto à boca.
Cada vez que ele repete esta ação, está ampliando o seu conhecimento sobre um objeto e sobre as diferenças entre vários objetos: pesos, tamanhos, texturas, formatos diferentes, etc. Claro que estas experiências ensinam formas de ação para o bebê; não podemos dizer que haja elaboração e reconhecimento destas diferenças, pois isto se dará posteriormente, isto é, com a consciência do objeto.
Além destes comportamentos, várias são as formas de comunicação, neste primeiro ano de vida, que implicam no uso da boca, por exemplo, aceitar ou rejeitar o alimento, chorar quando está com fome, etc.
O choro varia de intensidade, cada uma delas com um significado diferente, uma mensagem diferente, e os pais já sabem o que cada choro quer dizer, o mesmo com os sorrisos, o balbucio.
Depois, o bebê cresce um pouco mais e começam as mordidas, que também são uma forma de comunicação com as pessoas e uma maneira de perceber o mundo 1º - o duro e o mole podem ser percebidos; 2º - em interação com outra criança ou com o adulto, ocorre uma mordida, haverá uma reação, ou seja, uma resposta social que, para ela poderá ser nova e surpreendente. Consideramos também estas formas de comunicação como aprendizagem. O novo para a criança merece repetição, principalmente quando é reforçado.
Mas não é simplesmente o riso do adulto, os comentários, etc, que fazem com que a criança intensifique este comportamento.
As experiências individuais de cada criança frente às situações de vida também influenciam.
Por exemplo, a maneira como ela experimenta e reage ao sentimento de ciúme, a busca de atenção ou exclusividade. A vida em comunidade promove, muitas vezes esta experiência.
A criança também pode se utilizar da mordida como reação agressiva a algum sentimento, que está sendo impedido de se manifestar.

Proposta de interações e brincadeiras: Caça ao tesouro sensorial

Campos de experiências: * Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: * Classi...