Sejam bem vindos!

Um dos requisitos necessários ao professor da atualidade é manter-se atualizado em sua área, inovar sempre e demonstrar criatividade e disposição para modificar e melhorar a sua prática pedagógica.

Portanto, este blog foi criado para auxiliar nesta tarefa, contribuindo para a troca de experiências, com novas ideias, sugestões, textos teóricos, mensagens reflexivas, vídeos e muito mais.

Espero que todos apreciem, dê a sua sugestão do que gostaria de ver postado aqui e deixe o seu recado, ficarei muito satisfeita em atender as solicitações sempre que possível.

Bom passeio a todos!



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A importância do limite

Saber dizer “não” é, segundo os especialistas, um dos aspectos importantes e saudáveis da educação de crianças e adolescentes. Uma das maiores dificuldades na educação de uma criança consiste na tarefa de saber dosar amor e permissividade com limite e autoridade.
 Todos têm consciência da importância de impor limites, mas o fato de saber disso não é suficiente para fazer desta uma tarefa fácil. Os pais frequentemente se deparam com muitas dúvidas: Estou agindo certo? Onde eu errei? Por que ele não me obedece? É importante analisar como a noção do proibido vai se constituindo ao longo do desenvolvimento infantil para compreender melhor o comportamento da criança.
 Ela, até o fim do primeiro ano de vida, obedece ao princípio primordial da vida humana: o princípio do prazer. Por isso procura apenas fazer o que lhe causa satisfação e tenta fugir do que é vivido como algo desprazeroso. Nesse estágio, ela age por impulso instintivo. Esse é o primeiro sistema de funcionamento mental, o mais primitivo e existente desde o nascimento do indivíduo, que é denominado pela psicologia de id. O id é essencialmente impulsivo – age primeiro e pensa depois. É imperioso, intolerante, egoísta e amoral; é agressivo, destrutivo, ciumento, enfim, é tudo que existe de selvagem em nossa natureza.
 Assim, a criança quer fazer tudo o que lhe vem à mente: deseja o que vê, imita o que fazem ao seu redor e tem permanentemente insaciável e ativa a sua curiosidade que, frequentemente, aborrece, preocupa e constrange as pessoas. Ao mesmo tempo, essa impulsividade é uma das necessidades mais prementes em seu desenvolvimento, que, quando reprimida, gera crianças sem brilho, apáticas, desinteressadas e rigidamente bem comportadas. A necessidade de tocar, apalpar, mexer, demonstrar, destruir, desfazer e tentar reconstruir objetos são atividades importantíssimas e fazem parte de sua forma de entrar em contato com o mundo externo.
A partir dos 18 meses, a criança começa a se opor para afirmar-se e existir por si mesma. É o início da fase do não, tão temida pelos pais, e que termina, na melhor das hipóteses, por volta dos três ou quatro anos. Nessa fase, trata-se de uma oposição sistemática, porém necessária à estruturação e organização de sua personalidade. Basta substituir o "não" por "eu" para se ter a chave do problema. Para uma criança, dizer "não" significa apenas: "Eu acho que não! E você?" Ela quer simplesmente uma resposta dos pais que, favorável ou não, terá, pelo menos, o mérito de indicar os limites. A partir dos três ou quatro anos, a criança passa, pouco a pouco, do "não" sistemático – modo de comunicação arcaico, mas necessário ao seu desenvolvimento – para o "não" refletido, que afirma seus gostos e escolhas.

FILHOS SÃO COMO NAVIOS

Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza reserva para ele, poderá ter de desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS.
Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto dos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr os próprios riscos e viver as próprias aventuras.
Certos de que levarão os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola – mas a principal provisão, além da material, estará no interior de cada um: A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro em que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam ser o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar adentro e encontrar o próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, esse porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que, na bagagem, eles devem levar VALORES herdados, como HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL E NA CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos, e nem devem estes, descansar no que os pais conquistaram.
Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto e, como os navios, partir para as próprias conquistas e aventuras.

Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:
“QUEM AMA EDUCA” (Içami Tiba)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Proposta de atividade de articulação entre a educação infantil e o ensino fundamental.

              Objetivos:

v     Propor momentos de socialização e brincadeiras entre as crianças de cinco anos da educação infantil e as do primeiro e segundo ano do ensino fundamental;
v     Contribuir para a familiarização das crianças de cinco anos ao ambiente de algumas escolas de ensino fundamental da região;
v     Favorecer o conhecimento dos professores do ensino fundamental a respeito da aprendizagem e desenvolvimento das crianças da educação infantil.

Procedimentos:
  • Conhecendo as escolas do ensino fundamental da região:
- Primeiramente, a coordenação da instituição de educação infantil entrará em contato com algumas escolas da região para agendar visitas das crianças da educação infantil nestes estabelecimentos.
- Antes dos passeios iremos confeccionar com as crianças de cinco anos, brinquedos construídos com material reciclável para presentear as crianças do primeiro e segundo ano do ensino fundamental.
- Então, realizaremos a visita a uma escola da região, sendo que a cada quinze dias ou a cada mês será visitada uma escola da região.
- Na ocasião do passeio, a professora, junto com as crianças de 5 anos, irão caminhando até a escola e neste espaço conhecerão os seus diferentes ambientes, o pátio, as salas de aula, a secretaria, o refeitório e outros.
- Depois deste primeiro momento, as crianças do CEI irão fazer uma socialização com as crianças do primeiro e segundo ano, realizando uma roda de conversa em que as crianças da educação infantil possam fazer perguntas às crianças do ensino fundamental sobre a escola. Depois, serão entregues a elas os brinquedos confeccionados pelas crianças da educação infantil e serão realizadas algumas brincadeiras coletivas como de roda ou outras.
- Para finalizar as crianças do CEI convidam as crianças do ensino fundamental a visitarem a instituição de educação infantil para brincarem neste espaço e conhecer a instituição.

  • Troca de correspondências:
- Pode ser realizada depois da primeira socialização com todas as crianças, sendo que a turma de educação infantil irá escrever uma carta para as crianças do primeiro e segundo ano receberem e estas responderem as crianças da educação infantil, trocando correspondências ao longo do ano letivo.

  • Continuidade do processo avaliativo da educação infantil:
- Outra proposta é a continuidade do processo avaliativo da educação infantil para o ensino fundamental, visto que a cada semestre, na educação infantil é feito um registro avaliativo de cada criança, que é entregue uma cópia para os pais e a outra é arquivada na ficha de anamnese da criança, sendo que na conclusão da educação infantil, estes documentos são todos entregues para os pais. A sugestão é que as escolas do ensino fundamental que acolhem estas crianças recebam estes documentos para que os professores do ensino fundamental tenham a descrição da aprendizagem e desenvolvimento das crianças durante todo o período da educação infantil.

Síntese do texto: O medir de crianças pré-escolares.


O presente texto teve como objetivo estudar as ações de medir das crianças pré-escolares em situações interativas de ensino. A população pesquisada era composta de duas turmas de uma creche da rede pública de educação do estado de São Paulo. Uma das classes era composta de crianças de quatro anos e seis meses a cinco anos e seis meses e a outra tinha crianças de cinco anos e seis meses a seis anos e seis meses. As atividades foram realizadas de setembro a novembro de 1993, com frequência de cinco encontros semanais.
Os autores levantam algumas questões sobre o método de pesquisa a ser utilizado, no caso deste estudo foi optado por uma pesquisa qualitativa, em que o pesquisador é parte integrante da realidade que investiga, assim como ele analisa o que observa de acordo com sua própria visão de mundo.
Nesta pesquisa foi concebido o ensino como um processo interativo, sendo utilizados os pressupostos teóricos sócio-interacionistas que consideram as relações entre ensino, aprendizagem e desenvolvimento intrinsecamente ligadas, impossíveis de serem separadas.
Foram utilizados alguns fundamentos de Leontiev (1988) e Moura (1992) que consideram a atividade como o resultado de ações planejadas, coletivas e com um objetivo comum, orientando os autores da pesquisa a considerarem a orientação de conceber a medida como uma necessidade real para a criança, partindo dos seus conhecimentos prévios e contribuindo para o avanço dos seus conhecimentos de forma mais elaborada.
Para a realização desta pesquisa, os pesquisadores criaram o “Jogo de medir”, em que as crianças eram provocadas a realizar ações relacionadas aos aspectos de medida destacados por Caraça (1975) que são a seleção da unidade, a comparação da unidade com a grandeza e a expressão numérica da comparação.
Foram analisadas as ações das crianças em três categorias: aspectos matemáticos, educacionais e culturais. Os pesquisadores também participaram da elaboração do planejamento dos professores em reuniões semanais, desenvolvendo as atividades elaboradas com as crianças junto com os professores da turma.
Um dos episódios escolhidos pelos autores deste artigo foi o desenvolvimento da atividade “O Curupira”, que tinha como objetivo a reconstrução da unidade com que foi medida uma distância cujo valor está definido.
Primeiramente, as crianças foram incentivadas a discutirem a possível causa de dois amigos, o gigante e o anão, não terem chegado à casa do Curupira.
As primeiras hipóteses de algumas crianças da turma foi que os personagens da história chegariam juntos ao local estipulado, somente se eles andassem com passos de igual comprimento, sendo que a ideia da solução do problema é a dos personagens chegarem juntos a casa do Curupira, não envolvendo nesta solução o pensamento de medida.
A próxima solução encontrada pelo grupo foi a de que o passo que se deve dar para chegar à casa do Curupira é o médio, apresentando a tendência de completar a sequência: pequeno-médio-grande, não compreendendo o passo médio como uma unidade de medida.
Nas observações e hipóteses das turmas é possível observar a grande influência do lúdico no pensamento abstrato, pois uma das crianças afirma que para se chegar a solução do problema é necessário que o próprio Curupira venha mostrar o tamanho do seu passo, ou seja, para o André, que fez a sugestão desta solução, o imaginário e o real se fundem em um mesmo contexto, assim a criança, ao alternar o real e o imaginário vai construindo o conhecimento do real.
Caraça afirma que na maioria das comparações de objetos não é suficiente apenas avaliar que eles são maiores ou menores do que outros, mas é preciso saber quanto eles medem. Nas situações problema de medir é necessário considerar a escolha da unidade, a comparação com a unidade e a expressão numérica do resultado dessa comparação por um número.
Vigotski considera que a organização social da instrução é a única forma de cooperação entre a criança e o adulto, é um processo interativo que tem como objetivo transferir conhecimento à criança. Ensinar, para este autor, significa oferecer ajuda à criança em seus possíveis avanços, desta forma, a escola irá orientar a criança no que ela ainda não é capaz de fazer, ampliando a sua capacidade de desenvolvimento.
Também foi analisada outra atividade: “Salto em distância”, que tinha como objetivo medir a distância saltada com um instrumento não convencional. Esta atividade foi realizada nas aulas de educação física, ao ar livre. As crianças foram organizadas em duplas, receberam uma prancheta com papel e lápis para registrar o valor da distância do salto de cada um, foram disponibilizados canudos pretos de plástico e canudos cinzas de papelão, sendo estes com diâmetro e comprimento maiores do que os de plástico e a professora propôs que eles medissem a distância do salto com estes materiais.
Neste episódio, foi determinante a interação entre os participantes para a solução da situação problema. Uma das crianças se viu frente a dois problemas, o primeiro sobre como posicionar os canudos para medir a distância saltada e como contar o último canudo, que representava uma fração de canudo. Com a intervenção do colega Gui, ele conseguiu reelaborar as suas organizações e soluções para o problema, sendo que ao final, ele demonstrou com suas atitudes a satisfação de ter chegado a uma solução satisfatória.
Para os autores Caraça (1975) e Alexandrov (1988) para realizar a medição do comprimento de um objeto é necessário considerar dois tipos de operação: um de caráter geométrico, que aplica a unidade ao longo da grandeza a ser medida e o outro de caráter aritmético, que calcula quantas vezes é possível repetir a ação anterior.
Na proposta da atividade “Salto a distância”, o grupo de crianças está diante do desafio de ler numericamente a fileira de canudos, por esta não representar um número inteiro de vezes a unidade, ou seja, o desafio requer o salto da contagem do discreto para o contínuo e a ampliação dos números naturais para os racionais.
A grandeza contínua consiste na possibilidade da divisão ilimitada de uma grandeza, sem que esta perca seu caráter essencial de uma grandeza contínua.
Alguns vieses a respeito da concepção numérica da realidade podem surgir da tendência de considerar o numeral sempre pelo número natural nas relações cotidianas do dia-a-dia, dentre as quais o arredondamento de todos os valores para os números inteiros, considerando que isto não irá afetar o resultado. Outro viés é o desenvolvimento da percepção apenas sob o aspecto discreto, não ficando claro para a criança o aspecto contínuo da realidade.
Quando o professor discute com a criança sobre a questão de como se mede o comprimento de determinada distância, ele está contribuindo para o salto do conceito cotidiano em direção ao conceito cientifico.
Caso que não acontece quando a criança aprende a medir apenas por meio da leitura mecânica da régua, da balança ou outra tecnologia, formando na criança um pensamento de medir tecnologicamente e restrito à indicação de um número.
Porém, quando a criança pode aprender os aspectos mais simples que constituem o conceito, ela estará aprendendo modos de pensar a realidade internamente e não de forma fragmentada, seu movimento criativo será mais intenso, utilizando a imaginação, que é uma forma humana de apreensão do real.
Decorre deste fato, a grande importância de ampliar as experiências da criança, contribuindo para a formação de bases sólidas para a sua atividade criadora. Quando a criança desenvolve a sua linguagem atrelada ao exercício da imaginação, é oportunizada a liberação das suas impressões imediatas, criando além do real, contribuindo para o desenvolvimento da sua capacidade de abstração.
Outro aspecto a ser analisado decorre do fato de que a imaginação é acompanhada pelo emocional. Na resolução das situações problema que foram propostas, as crianças manifestaram expressões de satisfação, alegria ou até frustração pela solução encontrada não ser satisfatória. Todas estas manifestações afetivas colocam em movimento muitas outras funções psicológicas que contribuem junto com a função cognitiva, para uma aprendizagem significativa dos conceitos científicos.
Os autores do artigo destacam que o primeiro conhecimento manifestado pelo grupo de crianças pesquisado foi a utilização do modo de contar objetos discretos para a contagem de grandezas contínuas, considerando a unidade um objeto discreto, sem relação com a natureza do espaço que está sendo contado.
Conforme as intervenções entre as crianças, a professora e a pesquisadora, este conhecimento foi sendo reelaborado pelo grupo.
Ao se analisar a segunda atividade proposta “Salto em distância”, foi possível perceber que algumas crianças do grupo representaram perceptivelmente as partes da unidade, criando uma representação cuja grafia imita a realidade contada em unidades inteiras e partes da unidade.
Os pesquisadores consideram as manifestações das crianças no processo de medir como elaborações aproximadas deste conceito, não generalizáveis para qualquer situação, portanto não apresentando a operacionalidade do conceito científico, sendo assim as crianças estão em crescimento gradativo do conceito cotidiano em direção ao científico.
Concluindo, os autores do artigo afirmam que o referencial teórico contribui para o esclarecimento das qualidades matemáticas das ações das crianças, variando de acordo com a interdependência das relações que se estabelecem entre a intencionalidade pedagógica da atividade de ensino e a atividade da criança.

Autora da síntese: Jaquinha.
Texto original de Anna Regina Lanner de Moura e Sergio Lorenzato, localizado em: ZETETIKÉ – CEMPEM – FE/UNICAMP – v.9 – n. 15/16, - Jan/Dez. de 2001.http://www.fe.unicamp.br/revista/index.php/zetetike/article/view/2496/2256

Sugestão para trabalhar a grandeza de comprimento.

História Virtual: Depois do Felizes para Sempre.

Conteúdos: Grandezas (comprimento).

Objetivos:
- Levantar hipóteses para resolver situações problema;
- Explorar a grandeza de comprimento.

Forma como pode ser organizada:
Leitura da história virtual: Depois do Felizes para Sempre.
            Era uma vez uma linda princesa chamada Florisbela, que havia acabado de se casar com o Ferdinando, rei do reino de Especula.
            Como a princesa havia acabado de se mudar para o castelo e achou que a decoração deste lugar estava um pouco ultrapassada, precisando de uma repaginada para alegrá-lo, ela resolveu redecorá-lo, começando com a troca das cortinas de veludo azul escuro do salão de festas, por outras mais coloridas.
            Então, Florisbela mediu as janelas e pediu para o Esputinik, duende e criado do castelo, para ir até o vilarejo e comprar 10 braçadas de seda bege, 5 de voal vermelho e 15 de linho amarelo.
            Quando Esputinik chegou com a encomenda, a princesa foi logo costurá-la, ansiosa para ver como ficaria a nova decoração, mas grande foi a sua surpresa ao colocar a cortina nas janelas do salão de festas, estas ficaram muito curtas, não cobrindo todo o vão da janela.
O que será que aconteceu?
Como a princesa pode medir os tamanhos das janelas para que o duende possa comprar a metragem correta de tecido?
            Você pode ajudá-la?

            Inicialmente, a história virtual será contada para a turma e o professor instigará o grupo a descobrirem porque a metragem do tecido comprada foi insuficiente, conduzindo para a constatação de que o comprimento da braçada da princesa e do duende são diferentes. Em seguida, o professor pedirá que as crianças comparem o tamanho dos seus braços com o dos colegas e da professora, imaginando que o tamanho do braço da princesa é o mesmo que o da professora e o dos colegas é o mesmo que o do duende. Caso, as crianças façam esta suposição, a professora questionará o grupo sobre como poderemos medir o tamanho dos braços dos colegas, que materiais poderão ser utilizados (caso a turma não aponte os materiais, podem ser sugeridos tiras de papel, barbante e fios diversos).
            Dando continuidade, a professora terá o comprimento do braço da princesa e do duende com o barbante e as tiras de papel, então ela desafiará o grupo a perceber quantas medidas do comprimento do braço do duende cabem dentro do comprimento do braço da princesa. Ao chegar à conclusão que cabem duas vezes o comprimento do braço do duende, a professora pedirá para que o grupo calcule então, quantas braçadas de tecido são necessárias para cobrir todo o vão da janela, ou seja, o duende deve comprar o dobro do tecido, 20 braçadas de seda bege, 10 de voal vermelho e 30 de linho amarelo.
            O professor após este momento, também poderá desafiar a turma sobre a forma que o tecido poderia ser adquirido, caso o duende não pudesse comprar esta mercadoria e outra pessoa fosse realizar esta tarefa. O professor procurará conduzir as crianças para o comprimento do braço da princesa, utilizando diversos materiais para fazer esta metragem. Para a solução do problema é necessário que a pessoa que irá fazer a compra leve a medida do braço da princesa.

Esta é apenas uma proposta de encaminhamento, mas é importante que o professor instigue as crianças a resolverem o problema apontado na história coletivamente, sendo que o professor vai interagir apenas nas situações que forem necessárias.