Sejam bem vindos!

Um dos requisitos necessários ao professor da atualidade é manter-se atualizado em sua área, inovar sempre e demonstrar criatividade e disposição para modificar e melhorar a sua prática pedagógica.

Portanto, este blog foi criado para auxiliar nesta tarefa, contribuindo para a troca de experiências, com novas ideias, sugestões, textos teóricos, mensagens reflexivas, vídeos e muito mais.

Espero que todos apreciem, dê a sua sugestão do que gostaria de ver postado aqui e deixe o seu recado, ficarei muito satisfeita em atender as solicitações sempre que possível.

Bom passeio a todos!



domingo, 17 de abril de 2011

A lenda do Uakti de Robson A Santos.

Existem diversos instrumentos musicais que alegram nossos ouvidos com seus belos sons. A lenda a seguir conta como os índios começaram a confeccionar flautas para seus rituais e festas.

Conta-se que após esperar dez luas, uma índia da tribo Tukano, que fica às margens do rio Tiquié, lá no Amazonas, deu à luz um menino índio bem diferente. Ele tinha o corpo cheio de furos e foi batizado de Uakti.

Uakti, por ser diferente dos outros indiozinhos, cresceu isolado e sem amigos. Sua diversão era correr pelas trilhas da floresta amazônica e brincar com os animais que encontrava pelo caminho.

O tempo foi passando e Uakti cresceu e se tornou um homem grande. Alguns dizem que ele era um índio enorme, outros que ele era um monstro estranho com o corpo furado.

Quando Uakti cresceu, algo muito diferente começou a acontecer – conforme corria pela mata, o vento passava pelos buracos de seu corpo, produzindo sons melodiosos, incomuns e encantadores, como contavam os membros da tribo.

Com estes sons, Uakti, mesmo sem querer, encantava todas as mulheres da aldeia, algumas diziam-se apaixonadas por ele e se derretiam todas quando ouviam o som produzido por seu corpo.

Os homens da aldeia, enciumados, começaram a espalhar que Uakti era um ser muito perigoso e que seus sons eram medonhos, tristes, assustadores, melancólicos e faziam mal a quem os escutasse.

Mas de nada adiantava os homens espalharem essas histórias, pois as mulheres continuavam maravilhadas com os sons que ouviam quando Uakti corria pela floresta.

Vendo que as mulheres não mudavam de ideia, os homens decidiram matar Uakti e, para isso, o perseguiram por muitas luas, com arcos e flechas. A caçada foi muito dura até que um dia conseguiram encurralá-lo. Mataram o pobre rapaz com flechadas, e enterraram seu corpo na mata fechada, longe da aldeia.

Depois de três dias, um caçador passou pelo local e viu que ali, onde haviam enterrado o índio, havia nascido três grandes palmeiras. Intrigado, chamou os outros caçadores, que perceberam que Uakti era abençoado e não uma maldição, caso contrário aquelas árvores não teriam nascido tão rapidamente.

Assim, os homens da tribo Tukano passaram a fazer suas flautas, usadas nos rituais e festas, com pedaços daquelas palmeiras, nascidas do corpo do índio. Eles achavam que, dessa forma, conseguiriam conquistar as mulheres da aldeia, pois os sons emitidos pelas flautas feitas das palmeiras eram semelhantes aos emitidos pelo corpo de Uakti.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Conto de Ananse

Ananse
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Ananse, ou Anansi, é uma lenda africana. Conta um caso interessante, no qual no mundo antigo não havia histórias e por isso viver aqui era muito triste.

Houve um tempo em que na Terra não havia histórias para se contar, pois todas pertenciam a Nyame, o Deus do Céu. Kwaku Ananse, o Homem Aranha, queria comprar as histórias de Nyame, o Deus do Céu, para contar ao povo de sua aldeia, então por isso um dia, ele teceu uma imensa teia de prata que ia do céu até o chão e por ela subiu.
Quando Nyame ouviu Ananse dizer que queria comprar as suas histórias, ele riu muito e falou: - O preço de minhas histórias, Ananse, é que você me traga Osebo, o leopardo de dentes terríveis; Mmboro os marimbondos que picam como fogo e Moatia a fada que nenhum homem viu.
Ele pensava que com isso, faria Ananse desistir da idéia, mas ele apenas respondeu: - Pagarei seu preço com prazer, ainda lhe trago Ianysiá, minha velha mãe, sexta filha de minha avó.
Novamente o Deus do Céu riu muito e falou: - Ora Ananse, como pode um velho fraco como você, tão pequeno, tão pequeno, pagar o meu preço?
Mas Ananse nada respondeu, apenas desceu por sua teia de prata que ia do Céu até o chão para pegar as coisas que Deus exigia. Ele correu por toda a selva até que encontrou Osebo, leopardo de dentes terríveis. - Aha, Ananse! Você chegou na hora certa para ser o meu almoço. - O que tiver de ser será - disse Ananse - Mas primeiro vamos brincar do jogo de amarrar? O leopardo que adorava jogos, logo se interessou: - Como se joga este jogo? - Com cipós, eu amarro você pelo pé com o cipó, depois desamarro, aí, é a sua vez de me amarrar. Ganha quem amarrar e desamarrar mais depressa. - disse Ananse. - Muito bem, rosnou o leopardo que planejava devorar o Homem Aranha assim que o amarrasse.
            Ananse, então, amarrou Osebo pelo pé, e quando ele estava bem preso, pendurou-o amarrado a uma árvore dizendo: - Agora Osebo, você está pronto para encontrar Nyame o Deus do Céu.
           Aí, Ananse cortou uma folha de bananeira, encheu uma cabaça com água e atravessou o mato alto até a casa de Mmboro. Lá chegando, colocou a folha de bananeira sobre sua cabeça, derramou um pouco de água sobre si, e o resto sobre a casa de Mmboro dizendo: - Está chovendo, chovendo, chovendo, vocês não gostariam de entrar na minha cabaça para que a chuva não estrague suas asas? - Muito obrigado, Muito obrigado! zumbiram os marimbondos entrando para dentro da cabaça que Ananse tampou rapidamente.
O Homem Aranha, então, pendurou a cabaça na árvore junto a Osebo dizendo: - Agora Mmboro, você está pronto para encontrar Nyame, o Deus do Céu.
Depois, ele esculpiu uma boneca de madeira, cobriu-a de cola da cabeça aos pés, e colocou-a aos pés de um flamboyant onde as fadas costumam dançar. À sua frente, colocou uma tigela de inhame assado, amarrou a ponta de um cipó em sua cabeça, e foi se esconder atrás de um arbusto próximo, segurando a outra ponta do cipó e esperou. Minutos depois chegou Moatia, a fada que nenhum homem viu. Ela veio dançando, dançando, dançando, como só as fadas africanas sabem dançar, até aos pés do flamboyant. Lá, ela avistou a boneca e a tigela de inhame. - Bebê de borracha. Estou com tanta fome, poderia dar-me um pouco de seu inhame?
Ananse puxou a sua ponta do cipó para que parecesse que a boneca dizia sim com a cabeça, a fada, então, comeu tudo, depois agradeceu: - Muito obrigada bebê de borracha.
          Mas a boneca nada respondeu a fada, então, ameaçou: - Bebê de borracha, se você não me responde, eu vou te bater.
          E como a boneca continuasse parada, deu-lhe um tapa ficando com sua mão presa na sua bochecha cheia de cola. “Mais irritada ainda, a fada ameaçou de novo: - Bebê de borracha, se você não me responde, eu vou lhe dar outro tapa.”
         E como a boneca continuasse parada, deu-lhe um tapa ficando agora, com as duas mãos presas. Mais irritada ainda, a fada tentou livrar-se com os pés, mas eles também ficaram presos. Ananse então saiu de trás do arbusto, carregou a fada até a árvore onde estavam Osebo e Mmboro dizendo: - Agora Mmoatia, você está pronta para encontrar Nyame o Deus do Céu.
Aí, ele foi à casa de Ianysiá sua velha mãe, sexta filha de sua avó e disse: - Ianysiá venha comigo vou dá-la a Nyame em troca de suas histórias.
     Depois, ele teceu uma imensa teia de prata em volta do leopardo, dos marimbondos e da fada, e outra que ia do chão até o Céu e por ela subiu carregando seus tesouros até os pés do trono de Nyame. - Ave Nyame! - disse ele -Aqui está o preço que você pede por suas histórias: Osebo, o leopardo de dentes terríveis, Mmboro, os marimbondos que picam como fogo e Moatia a fada que nenhum homem viu. Ainda lhe trouxe Ianysiá minha velha mãe, sexta filha de minha avó.
      Nyame ficou maravilhado, e chamou todos de sua corte dizendo: - O pequeno Ananse, trouxe o preço que peço por minhas histórias, de hoje em diante, e para sempre, elas pertencem a Ananse e serão chamadas de histórias do Homem Aranha! Cantem em seu louvor!
       Ananse, maravilhado, desceu por sua teia de prata levando consigo o baú das histórias até o povo de sua aldeia, e quando ele abriu o baú, as histórias se espalharam pelos quatro cantos do mundo vindo chegar até aqui.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Atividade de equilíbrio

Equilíbrio de todo jeito.

Inicie o trabalho com as crianças espalhadas em um espaço vazio. Faça algumas solicitações nas quais as crianças deverão executar movimentos corporais para desenvolver o equilíbrio.

A importância do equilíbrio:

O equilíbrio deve fazer parte das aulas de Educação Física, pois é uma conduta de base para muitos aprendizados. Na Educação Infantil, todos os exercícios ou brincadeiras devem ser iniciados no chão para depois serem utilizados materiais, como a tábua ou o banco. Nesse momento, a criança perde o contato com o solo e a altura também influencia em seus movimentos. Ela deve estar segura de sua prática no solo para executá-la de forma mais complexa fora dele. Respeite sempre as faixas etárias e uma ordem de atividades em progressão. No trabalho desta conduta é fundamental a presença da professora ao lado da criança, dando segurança e auxílio para qualquer problema que possa ocorrer. Nestas atividades, para facilitar o equilíbrio, peça para as crianças abrirem seus braços paralelamente ao chão.

Parte 1 – Movimentações corporais.

  • Vamos brincar de aviãozinho? Mostre a posição e peça para as crianças repetirem-na: tronco um pouco inclinado para a frente, em um só pé, braços abertos, acompanhando a linha do ombro. As crianças brincam utilizando uma perna de apoio, depois trocam e apoiam a outra perna. Conte até cinco e veja quem consegue permanecer na posição, depois aumente para 10 segundos.
  • Em duplas, uma criança de frente para a outra, de mãos dadas e pés juntos: Ao sinal do apito devem tentar andar, pulando juntas para um lado e para o outro (3 passou para cada lado). Avise para que lado elas devem começar. Obs.: não vale soltar as mãos, o que requer uma sincronia maior da dupla.
  • Desafio do Saci: Durante um minuto a sala virará uma floresta repleta de Sacis Saci-pererês. Ao sinal do apito, as crianças começam a andar como Saci pela sala sem esbarrar em ninguém. Depois, a um novo sinal do apito, vão tentar dar um pulo mais alto e cair numa perna só. Por último vão dar um pulo e se agachar, caindo nos dois pés, mas sem encostar as mãos no chão.

Parte 2 – Trabalhando o equilíbrio com o auxílio de materiais.

  • Fita crepe colada em linha reta no chão: Peça para a turma andar em cima da fita, de frente (na ida) e de costas (na volta).
  • Corda colada em linha reta no chão: Repita a solicitação anterior e acrescente uma terceira tarefa: juntar os pés e pular com ambos de um lado e do outro, utilizando a corda no meio como referencial. Depois mantenha a corda esticada no chão, dando alguns nós no meio dela. As crianças terão mais dificuldades de andar em cima dela tendo que pisar nos nós, auxilie as crianças para que não caiam.
  • Tábua de caminhar: Se possível, utilize uma tábua de equilíbrio ou uma tábua feita de EVA. Repita as movimentações anteriores e acrescente o caminhar lateralmente.
  • Banco Sueco: repita as movimentações em cima de um banco sueco, utilizando a parte mais larga dele. Para as crianças maiores use também a parte mais estreita, virando o banco ao contrário.
  • Finalização: Peça para a criança caminhar na tábua ou no banco com um objeto na mão (pode ser uma bexiga, pois é leve). Depois, coloque no meio da tábua um pequeno obstáculo, fazendo com que, ao caminhar, a criança precise passar por cima dele sem cair. O obstáculo pode ser uma corda enrolada ou algo similar, não muito alto.
  • Equilíbrio com saquinhos: Distribua pequenos objetos como saquinhos com areia, caixas de fósforo ou outros. Mescle o peso, pois quanto mais leve o objeto, mais difícil de ser equilibrado.

Fonte: Autora: Ana Mello – Revista Guia Prático para Professoras de Educação Infantil.

domingo, 10 de abril de 2011

Brincadeiras Cooperativas

Cooperação no lugar de competição.

Existem muitas brincadeiras nas quais apenas uma pessoa vence. É o caso da dança da cadeira, toca do coelho, etc. Que tal fazer algumas adaptações para que todos possam participar até o fim? Estas brincadeiras exercitam outras condutas, como a percepção espacial, necessária para que a criança se adapte a um espaço menor, dividindo-o com outras pessoas.

As crianças se divertirão mais se estiverem livres da pressão da competição e, naturalmente, se aproximarão mais dos colegas, aprendendo a dividir o espaço com eles. Na Educação Infantil, muitas crianças não compreendem bem o que é competição, por isso atividades de interação grupal são fundamentais. Muitos choram quando se sentem excluídos das brincadeiras e ficam insatisfeitos quando têm de esperar muito tempo até poderem voltar a brincar. As noções de conscientização, socialização, companheirismo e solidariedade também é essencial.

Mescle atividades e perceba como as crianças ficam felizes quando todos são vencedores, independente das habilidades individuais e, ficam juntas até o fim.

Brincadeira: Todo mundo junto.

Coloque vários colchonetes no chão formando um círculo (a quantidade varia de acordo com o número de crianças, pode ser de dois a quatro, pois várias crianças sentarão em um mesmo colchonete). Peça para que todos se movimentem em roda, fora dos colchonetes. Você ou alguém do grupo canta uma música qualquer, quando a pessoa parar de cantar, todos devem se sentar em um dos colchonetes.

Na próxima rodada um colchonete é retirado e alguém começa a cantar novamente.

Na terceira rodada, tire mais um colchonete e repita o mesmo procedimento. Como não caberão mais todas as crianças nos colchonetes restantes, elas terão de se sentar no colo dos colegas.

Para finalizar, deixe somente um colchonete e, quando a música parar, todos deverão dar um jeito de se sentar.

Variação: Você pode repetir esta brincadeira com folhas de jornal espalhadas em um espaço livre. Coloque uma música e peça para as crianças andarem, desviando dos jornais. Quando o som parar, todos devem encostar uma parte do corpo solicitada por você em um jornal. A cada rodada retire uma folha até sobrar apenas uma (as crianças terão que encostar no mesmo jornal).

Autora: Ana Mello
Fonte: Revista Guia Prático para as professoras de Educação Infantil.

O macaco e o rabo adaptação de Robson A Santos.



Certa vez, um macaco que pensava em ficar rico colocou seu rabo no meio da estrada por onde passava o carreiro com seu carro de bois. Ficou lá, rabo no caminho, esperando a hora do carreiro passar. E lá vinha o carreiro tangendo seus bois. Quando viu o rabo do macaco, gritou:

- Ei macaco, tira o rabo do caminho.
Ao que o macaco, desaforado, respondeu:

- Não tiro! O rabo é meu e eu deixo onde eu quiser.
O carreiro, com raiva, tangeu seus bois e passou com o carro em cima do rabo do macaco, cortando-o fora. O macaco começou a pular e a gritar com o carreiro:

- Quero meu rabo! Quero meu rabo! Quero meu rabo ou então uma navalha.
O carreiro não tinha como dar conta do rabo e deu-lhe uma navalha velha. O macaco saiu contente:

- Perdi meu rabo! Ganhei uma navalha! Ding-li-ding que eu vou para Angola.
Ia caminhando quando avistou um velho que fazia cestos e cortava o cipó com os dentes.

- Ei amigo velho, fazendo cestos e cortando cipó com os dentes. Use aqui a minha navalha.
O velho achou ótimo e aceitou a ajuda do macaco, mas quando foi cortar o primeiro pedaço de cipó, de tão velha, a navalha quebrou. Quando o macaco viu começou a resmungar e a gritar:

- Quero minha navalha! Quero minha navalha! Quero minha navalha ou então um cesto.
Como o velho cesteiro não tinha como consertar a navalha, deu-lhe um cesto velho. O macaco saiu contente, cantando:

- Perdi meu rabo! Ganhei uma navalha! Perdi minha navalha! Ganhei um cesto! Ding-li-ding que eu vou para Angola.
Ia contente com seu cesto, quando avistou uma moça que assava pães. Tirava os pães do forno e colocava-os no chão.

- Que é isso moça? Fazendo pão e pondo no chão? Toma aqui o meu cesto para por os pães.
Vendo que o macaco tinha razão, a moça aceitou o cesto. Quando colocou os pães, de tão velho, o fundo se abriu. O macaco começou a gritar:

- Meu cesto! Meu cesto! Você estragou o meu cesto. Quero meu cesto! Quero meu cesto ou então um pão.
A moça deu um pão àquele macaco resmungão. O macaco saiu pela estrada cantarolando mais uma vez:

- Perdi meu rabo! Ganhei uma navalha! Perdi minha navalha! Ganhei um cesto! Perdi meu cesto! Ganhei um pão! Ding-li-ding que eu vou para Angola.
Continuou pelo caminho quando encontrou com uma moça tomando café. Chegou perto da moça e ofereceu-lhe o pão. A moça, com fome, aceitou o pão e acabou comendo tudo. Na hora o macaco começou sua ladainha de novo:

- Meu pão! Você comeu todo o meu pão. Quero meu pão! Quero meu pão! Quero meu pão ou então quero uma viola.
A moça não tinha mais pão e acabou dando ao macaco uma viola velha. O macaco abriu um sorriso e começou a cantar:

- Perdi meu rabo! Ganhei uma navalha! Perdi minha navalha! Ganhei um cesto! Perdi meu cesto! Ganhei um pão! Perdi meu pão! Ganhei uma viola! Ding-li-ding que eu vou para Angola! Ding-li-ding qe eu vou para Angola!
E foi-se embora para Angola.

Conto acumulativo ou lenga-lenga.

O conto “O macaco e o rabo” é chamado de conto acumulativo ou lenga-lenga. Eles são contos nos quais os episódios vão se repetindo sucessivamente, o que facilita a memorização por parte das crianças.

Atividade de exploração do conto.

Após contar uma história, é importante conversar com as crianças sobre seu entendimento, o que gostaram, o que não gostaram; desenvolvendo assim a interpretação oral.

Recontado e Sequência Lógica:
  1. Faça pequenos cartões com os fatos ocorridos na história (conjunto de cartões para cada grupo de 3 ou 4 crianças);
  2. Entregue os cartões embaralhados para cada grupo e peça que eles organizem de acordo com a história que ouviram;
  3. Peça para os grupos recontarem, mostrando os cartões.

Fonte: Revista: Guia prático para professoras de Educação Infantil.

A menina e os brincos de ouro de Robson A Santos.



Este é um conto de exemplo, que traz ensinamentos e valores morais por meio do seu enredo. Neste caso, ensina que bens materiais não são mais importantes do que o amor de mãe e a vida.


Era uma vez uma mãe muito brava que tinha uma filha prestativa e amorosa. Um dia a mãe lhe deu de presente um par de brincos de ouro muito lindo e recomendou que ela não os perdesse, senão a castigaria.
Todos os dias, a menina ia buscar água na fonte. Chegando lá, tirava os brincos, colocava-os em cima de uma pedra, brincava na água e depois, ao encher sua moringa, colocava os brincos de novo e voltava para casa.
Um dia, a menina foi buscar água e, ao voltar para casa, esqueceu de pegar os brincos. Quando lá chegou, deu pela falta dos brincos e voltou correndo para buscá-los. De volta à fonte, encontrou ali um velho muito feio e sujo com seus brincos na mão. Pediu que ele os devolvesse, mas o velho riu e disse:
    • Pois sim. Com você vou ganhar a minha vida.
Dizendo isso, pegou a menina e colocou-a dentro de um enorme surrão de juta que ele carregava. A menina gritou, mas o velho disse:
- Fique quieta menina, senão te arrebento com um porrete. De agora em diante, quando eu ordenar, você deve cantar dentro desse surrão, senão vai apanhar.
E assim, em todo lugar onde o velho chegava, apresentava o surrão e cantava:
- “Canta, canta meu surrão, senão lhe bato com o bordão”.
E a menina, com medo respondia:
- “Neste surrão me colocaram e neste surrão morrerei por causa dos meus brincos de ouro que lá na fonte eu deixei”.
As pessoas, espantadas, pois nunca tinham visto um surrão falar, davam dinheiro ao velho. Um dia, o velho parou justamente na casa da mãe da menina que, conhecendo a voz da filha, convidou-o para entrar e almoçar com sua família. Durante o almoço, deram muita bebida ao velho que acabou pegando no sono. As irmãs da menina abriram o surrão e de lá tiraram sua irmã que já estava muito fraquinha. No lugar da irmã, encheram o surrão de lixo e esterco de boi.
A menina disse à mãe que aquilo havia acontecido porque ela tinha esquecido seus brincos na fonte e ficou com medo de levar bronca. A mãe entendeu que nada era mais valioso que o amor que tinha pela sua filha e que os brincos não eram tão valiosos assim.
Quando o velho acordou, agradeceu e continuou sua caminhada. Mas quando chegou em outra casa, o surrão não respondeu e ele começou a bater nele com um porrete. Tanto bateu que o surrão arrebentou e espalhou lixo e esterno por toda a casa. Os donos da casa, muito bravos quiseram dar uma surra no velho, que tratou de correr dali e dizem que corre até hoje.

Atividade de exploração do conto:

Teatro de sombras.

Materiais: cartolina, espetos de churrasco, cola, tesoura ou estilete, 1 caixa de sapato, 1 folha de papel vegetal e uma lanterna.

Como fazer:
    • Recorte o fundo da caixa de sapatos e cole o papel vegetal;
    • Desenhe e recorte na cartolina a silhueta dos personagens do conto. Cole na base de cada personagem um espeto de churrasco que servirá de apoio para segurá-los;
    • Coloque a lanterna no fundo da caixa e, com o espeto, movimente as personagens, enquanto conta a história.

Use sua criatividade e crie novas histórias com as mesmas personagens. Você pode dar continuidade a esse conto, depois que a mãe aprendeu que a vida é mais importante que brincos de outro.

Fonte: Revista Guia Prático para professoras de Educação Infantil.

sábado, 9 de abril de 2011

A lenda da mandioca de Robson A. Santos.


        Quando Cabral chegou ao Brasil, encontrou muitas pessoas e as chamou de índios. Estes, devido aos processos de colonização, foram perdendo suas terras e suas origens, mas contribuíram muito para a formação de alguns hábitos do povo brasileiro, como tomar banho, por exemplo.
        Os índios contavam muitas histórias sobre a origem das coisas e entre elas está a “Lenda da Mandioca”.
        Certa vez, em uma tribo, a filha de um poderoso tuxaua (o chefe) apareceu grávida. Envergonhado, ele expulsou a filha da tribo, condenando-a a viver numa choça na beira do mato. Com dó, os amigos levavam comida e água para ela, que viveu sozinha até dar à luz a uma menina muito branca de pele alva como leite. O chefe, ao ver aquilo, disse que mataria a menina, pois sua cor era sinal de que Tupã não estava feliz. À noite, o tuxaua sonhou com um grande guerreiro branco que disse que sua filha era inocente, que a menina devia viver e o ameaçou com um castigo terrível se ele matasse a própria neta.
        No dia seguinte, ainda atordoado com o sonho, o tuxaua disse que não mataria a menina, que recebeu o nome de Mani e era muito inteligente. Infelizmente, Mani morreu antes de completar um ano, sem nem mesmo adoecer. Foi uma tristeza muito grande e Tupã mandou enterrar o corpo da menina dentro da oca do tuxaua. Assim fizeram, e todos os dias os índios regavam a sepultura, seguindo um antigo costume daquela tribo.
        Passado algum tempo, sobre a cova de Mani nasceu uma planta verde desconhecida, cujas folhas pareciam uma pequena mão. Quando os pássaros a comiam, ficavam embriagados.
        Um dia, a terra rachou ao pé da planta e surgiram raízes de cor marrom. Os índios a colheram, tiraram sua casca e tiveram uma surpresa. Dentro havia uma raiz branca como o corpo de Mani.
        Achando que era um milagre de Tupã, comeram as raízes e prepararam uma bebida chamada Cauim. Os índios passaram a cultivar a tal planta que batizaram de Mandioca ou Manioca, que significa “corpo de Mani”. “Mani” lembra a menina e “oca”, o local onde foi enterrada.

Atividade: Bolo de mandioca.

Ingredientes:
·       1 e ½ quilo de mandioca ralada.
·       4 ovos.
·       2 xícaras de açúcar.
·       200 gramas de margarina (mais ou menos 4 colheres).
·       2 xícaras de farinha de trigo.
·       1 colher de fermento em pó (químico).
·       1 vidro de leite de coco.
·       1 lata de leite condensado.

Modo de preparo:
        Rale a mandioca crua ou triture-a no processador. À parte, bata os ovos com o açúcar e a margarina até ficar homogêneo. Misture a massa da mandioca e continue batendo, acrescentando o leite condensado, a farinha, aos poucos o fermento e, por último, o leite de coco. Asse em uma forma de furo central, untada e enfarinhada, por cerca de 25 minutos ou até que, enfiando um palito de dentes ele saia seco.

Lenda das águas por Robson A. Santos.


     Dizem que, quando a Terra nasceu, os céus choraram de alegria. Desse choro, surgiram os rios, os mares, os oceanos e os lagos. As águas corriam tranquilas para todos os lados, irrigando o solo e ajudando várias espécies de plantas a nascerem, até que os homens começaram a jogar tudo o que não queriam nas águas, pois pensavam que elas levariam o lixo para longe e o local ficaria sempre limpo.
     Não demorou para que os rios e mares ficassem cheios de sujeira, o que deixou o Rei das Águas muito irritado. Ele resolveu, então, pedir ajuda ao Rei Sol para que todas as águas pudessem fazer uma viagem ao céu, abandonando a Terra. Só assim os homens aprenderiam a lição.
     Então, o Sol apareceu forte por dias seguidos, e as águas começaram a subir aos céus em forma de vapor, formando muitas nuvens, até que os rios e os lagos ficaram vazios. Os homens acordaram e não escutaram o som das águas. Tentaram tomar banho, mas não havia água. As plantas começaram a murchar, os animais a morrer. Alguns homens ficaram doentes de tanta sede.
     Foi aí que começaram a perceber que, no fundo dos rios secos, havia um monte de porcarias. Olharam para o que haviam feito e se desesperaram. O que fariam sem água? Cientistas se reuniram para pesquisar algo que substituísse a água, mas descobriram que nada poderia ser feito. Reuniram a população e deram a triste notícia de que sem água eles não sobreviveriam muito tempo. O desespero tomou conta de todos, que começaram a discutir, culpando uns aos outros. Enquanto os homens brigavam, uma criança caminhou no meio deles e se dirigiu para a beira do leito de um rio seco. Ali se ajoelhou e começou a conversar com a natureza: “Eu sei que nós não respeitamos você, mas nos perdoe, nos dê mais uma chance e tudo será diferente”.
     Quando o Rei das Águas viu aquilo, sua raiva acabou. Ordenou que todas as águas voltassem a molhar o planeta, mas devagar para não haver dilúvio. Gotas de chuva começaram a cair dos céus e encher os rios, mares, lagos e oceanos. Os homens pararam de brigar e entenderam que as lágrimas de uma criança lavaram a culpa deles, e a partir daquele dia passaram a respeitar as águas e todos os seres vivos da Terra. Desde então, as águas começaram a ir em forma de vapor e a voltar em forma de chuva, lavando o planeta, em respeito à pureza daquela criança.

Confecção de um Terrário:

Materiais: 1 galão de plástico de 5 litros, arame, pedrinhas, terra adubada, mudas de plantas, bichinhos (minhocas, joaninhas, tatuzinhos, etc).

Como fazer:

1.      Coloque as pedras no fundo do galão de plástico.
2.    Cubra-as com uma camada de terra adubada (até a metade do galão).
3.    Use o arame para deixar a terra aerada e plante as mudas.
4.    Coloque os bichinhos, regue a terra e feche o galão com a tampa.

Atividade:
     Observe com as crianças as gotinhas formadas pela evaporação da água e o desenvolvimento das plantas e dos bichinhos dentro do terrário. Converse com elas sobre o ciclo da água e a sua importância para os seres vivos.

Fonte: Revista Guia Prático para professores de Educação Infantil.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sugestões para os momentos de acolhida e despedida.


  • Brincar com os fantoches de contar histórias.
  • Brincar com bolinhas de sabão.
  • Brincar com quebra-cabeças em grupos.
  • Manusear livros de literatura infantil.
  • Contar histórias infantis para os amigos, utilizando diversos livros.
  • Fantasiar-se com as roupas do baú da vovó.
  • Participar de brincadeiras de roda.
  • Manipular jornais diversos, brincando livremente, andando por cima, produzindo sons, amassando e arremessando no cesto.
  • Brincar com carrinhos de brinquedo.
  • Manipular diversos materiais como palitos de picolé, tampas de garrafa, canudinhos e outros.
  • Folhear diversas revistas.
  • Fazer desenhos com giz de cera sobre diferentes papéis.
  • Brincar com bambolês.
  • Assistir e interagir com diversos desenhos.
  • Brincar com massa de modelar.
  • Brincar com as peças de montar gigantes.
  • Brincar com as peças de montar de madeira.
  • Brincar com as peças de lego.
  • Brincar com o monta tudo.
  • Brincar com bonecas e ursos de pelúcia.
  • Brincar com os bichinhos de borracha.
  • Brincar com balões.
  • Brincar com o escorregador e com os túneis de tecido.
  • Brincar com material de sucata.
  • Brincar com os brinquedos emborrachados.
  • Brincar com louças de brinquedo de casinha.

* Sugestão para reunião de Pais:

        No dia da reunião, explique para os pais que é importante que a criança, ao chegar à sala no Centro de Educação Infantil, encontre algo que a faça sentir a presença de sua família de maneira simbólica, pois isso aumenta a confiança. Para atingir tal objetivo, ofereça aos familiares uma folha de papel sulfite, lápis de cor, canetinhas, giz de cera e outros e oriente-os a fazer um desenho simples e significativo. Todas as produções devem ser coladas em um pedaço de papel Kraft, para compor um mural na sala. É importante que os responsáveis identifiquem cada desenho com os respectivos nomes. Depois, solicite aos pais que façam a mesma figura em casa, com seus filhos, para que, ao iniciar as atividades, as crianças associem os desenhos expostos na sala aos que foram produzidos com as famílias. No momento da dinâmica com as crianças, observe o comportamento de cada um, deixando-os à vontade para fazer os comentários e, se necessário, intervenha.