Sejam bem vindos!

Um dos requisitos necessários ao professor da atualidade é manter-se atualizado em sua área, inovar sempre e demonstrar criatividade e disposição para modificar e melhorar a sua prática pedagógica.

Portanto, este blog foi criado para auxiliar nesta tarefa, contribuindo para a troca de experiências, com novas ideias, sugestões, textos teóricos, mensagens reflexivas, vídeos e muito mais.

Espero que todos apreciem, dê a sua sugestão do que gostaria de ver postado aqui e deixe o seu recado, ficarei muito satisfeita em atender as solicitações sempre que possível.

Bom passeio a todos!



domingo, 25 de setembro de 2011

Exposição ao Sol na Primeira Infância


Importância

o    Preservar o bem estar físico.
o    Prevenir problemas que possam significar atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.
o    No recém-nascido, ajuda a diminuir a icterícia.
o    Ajudar o organismo da criança a sintetizar a vitamina D - fundamental na fixação do cálcio no organismo -, no fortalecimento do sistema imunológico e no crescimento dos ossos. O nutriente está presente no leite materno, de vaca e nos cereais, mas ficaria inativo no organismo dos pequenos se não fosse o Sol!

Radiações Solares

o    Radiação infravermelha: produz a sensação de calor, mas não penetra na superfície cutânea.
o    Radiação ultravioleta: a) UV A, geralmente benéfica, transforma a pró-vitamina D em vitamina D e bronzeia, b) UV B raios geralmente maléficos (queimaduras solares), C) UV C, absorvida pela camada de ozônio.

Riscos de exposição inadequada ou insuficiente:

o    Degenerações celulares tais como queimaduras de 1 e 2 graus, câncer de pele, envelhecimento da pele.
o    Carência de vitamina D (não há absorção e incorporação dos sais minerais, especialmente cálcio e fósforo contidos na dieta).
o    Ossos e tecidos conjuntivos continuam moles (não atingem o amadurecimento e a dureza necessária).
o    Endurecimento insuficiente do tecido pulmonar e outros órgãos (tendência a resfriados, diarréia).
o    Raquitismo (surge entre os 6 meses  até os 3 anos):

Sinais e Sintomas: irritabilidade, sono intranquilo e escasso, sudorese abundante no segmento cefálico, diminuição do crescimento pondo-estatural, hipotonia muscular, atraso do DNPM (preensão, sustentação cefálica, sentar, andar, etc.) não são adquiridos na idade normal, predisposição para infecção.

Sinais tardios do raquitismo: dentição atrasada, cabeça quadrada, tórax com rosário raquítico, peito de pombo, punho e tornozelo volumoso, fraturas e pé chato, na coluna vertebral e quadris podem surgir os desvios, estreitamentos, deslocamentos.

Orientações

o    O ideal é que o banho de sol seja diário, ou, no mínimo, três vezes por semana, antes das 10h e depois das 16h, quando o calor é menos intenso.
o    Local mais indicado: Em casa, na varanda, no quintal, em playgrounds, parques, praças ou, até mesmo, numa janela que entre um solzinho. Só não pode fechar o vidro, pois impedem a passagem da radiação UV. 

o    Iniciar a exposição do lactente no final do 1º mês.
o    Exposição progressiva inicialmente 1 a 2 minutos aumentando 1 minuto a cada dia até chegar a 30 minutos, 15’ na frente e 15’ no dorso.
o    Colocar a criança diretamente ao sol, mesmo no inverno, de preferência sem roupas, ou apenas com uma camiseta leve (os raios UV podem trespassar roupas de tecidos leves). Proteger a cabeça e os olhos.
o    Proteger as crianças contra correntes de ar. Em dias muito frios e com correntes de ar, deve-se evitar a exposição ou fazê-la com agasalhos, apenas para aquecer.
o    Os protetores solares químicos são indicados apenas a partir de seis meses de idade, com Fator de Proteção Solar (FPS) de, no mínimo, 30, independente do tipo de pele. Peles mais claras podem precisar de maior cuidado. Quanto maior o FPS, maior a quantidade de substâncias químicas, sejam protetores solares infantis - sem fragrância forte, nem corante, dermatologicamente testados. A proteção UVA e UVB é outro ponto decisivo.
o    Água e areia podem refletir boa parte dos raios solares. A criança, mesmo num guarda-sol, está sujeita a radiação solar UVA e UVB, dada a reflexão lateral.
o    Nuvens e nebulosidades são atravessadas por até 80% dos raios UV, portanto mormaços podem provocar queimaduras graves.
o    O vento com seu efeito refrescante pode dissimular a avaliação real da temperatura.
o    Quando a criança tem dermatite de fralda, deve-se expor mais o local, pois as radiações ultravioletas são cicatrizantes e eliminam microorganismos patogênicos.
o     Oferecer líquidos para a criança para repor o que foi perdido durante a exposição ao sol.
o    Na infância os efeitos nocivos do Sol para os olhos são maiores. E um alerta: até os 10 anos, os olhos devem ser protegidos apenas com viseira, boné e chapéu de aba larga. Usar óculos escuros antes dessa fase prejudica o desenvolvimento da visão. Além disso, há muitos produtos de má qualidade no mercado.
o    A alimentação da criança deve incluir alimentos contendo vitamina D, especialmente nos períodos de menor exposição e serem ricas de Ca e F. Porém vale lembrar que os alimentos por si só não atingem 400 UI de vitamina D diárias necessárias para garantir a mineralização e o crescimento, precisamos da radiação solar.
o    Alimentos ricos em vitamina D e F são: manteiga, ovos, fígado de peixes.
o    Alimentos ricos em cálcio: leite e seus derivados (queijo, leite, iogurte), ovos, legumes (cenoura, espinafre).

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