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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Autoestima nas crianças


Por Adriana Marinsalta.

         Durante o desenvolvimento da infância a criança passa por numerosas experiências que lhe produzem prazer, alegria, satisfação e outras que lhe provocam ansiedade, decepção ou estresse. Estas vivências despertam sentimentos na criança que a levam a sentir-se mais ou menos valorizada, mais ou menos resistente às frustrações, mais ou menos forte frente às críticas, ou diante dos próprios erros, mais ou menos satisfeito consigo mesmo.
         Quando este caminho é positivo a criança chega a sentir que é capaz e merecedora de carinho.
         Porém nem tudo depende da criança. Ainda que em suas vivências vá conhecendo as suas fraquezas e debilidades, seu ambiente e de todas as suas relações (família, docentes, pares...) estes representam um aspecto chave já que as crianças sentem um constante desejo de impressionar o pai, a mãe, a seus entes queridos, ao professor e a seus amiguinhos, porque desta maneira confirmam sua aceitação e valorização.
         No intuito de sentirem-se capazes, aceitos e queridos, os adultos podem atuar de forma correta se colocarem as crianças diante de situações que estejam ao alcance de suas possibilidades; desta maneira os obstáculos deixam de ser dificuldades para serem tomados como desafios. É neste ponto que a autoestima favorece um caminho positivo. Mesmo quando não se ganha uma competição, sentir que foi importante estar ali e contar com o apoio dos entes queridos, permite uma vivência positiva.
         Porém também podemos atuar negativamente sem intenção de fazê-lo. Para evitar danos é necessário conhecer as atitudes que levam a consequências não desejadas:
·        Exigir em excesso leva a criança à insegurança e à falta de confiança em si mesma;
·        Imposição produz medo e retraimento, por isso aumenta o conflito;
·       Superproteção cria dependência e incapacidade, as crianças podem sentir o afeto, porém nunca se sentirão capazes ou úteis.

Indicadores de baixa estima:
·        Desânimo;
·        Colaboram pouco;
·        Mostram-se irritados e impulsivos;
·        Sentem-se inferiores e derrotados;
·        Culpam os outros;
·        Não vêm seus próprios méritos;
·        Temem equivocar-se;
·        Desejam ser como outros;
·        Enganam ou mentem;
·        Têm poucos amigos.

O que fazer no papel do professor?
·       Respeitar individualidades, cada criança possui o seu ritmo;
·       Avaliar o esforço diante da execução ou resultados;
·       Ouvir as crianças e os pais quando chegam à escola; o que lhes acontece influi em sua forma de atuar;
·       Oferecer opiniões positivas e afeto sem deixar de colocar limites que se possam cumprir;
·       Transmitir segurança e proteção aos meninos e meninas para que possam esboçar dúvidas e temores;
·       Favorecer a atitude reparadora, refazer o que não saiu como se esperava; aprende-se com os acertos e também com os erros;
·       Demonstrar confiança e sustentar a motivação;
·       Proporcionar situações onde tenham que decidir, resolver e controlar sua própria conduta;
·       Caso persista o comportamento negativo encaminhar para uma avaliação com um profissional idôneo.

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