terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mensagem para reunião pedagógica: Estimulante Pedagógico.

ESTIMULANTE PEDAGÓGICO

Leia com atenção antes de usar.

Composição:
Os comprimidos contém todas as virtudes que formam o Estimulante Pedagógico: amor, humildade, criatividade, sinceridade, alegria, inspiração, energia, visão, garra, paixão, persistência, dedicação, integração e estudo.

Informação ao Paciente:
Por todas as experiências pelas quais passamos e por tudo o que temos estudado e comprovado, não há dúvida de que o Estimulante Pedagógico é o remédio ideal para qualquer tipo de crise.
Para que o tratamento atinja seus objetivos é indispensável dedicação total de corpo e espírito para quem quer curar a causa e não o sintoma da doença.
Destina-se a quem está disposto a sofrer uma transformação íntima e jamais se arrepender disso.

Indicações:
Ao paciente que demonstrar de imediato apatia, desinteresse, pessimismo, falta de motivação, baixa de auto-estima, descontrole emocional, recomendado especialmente para pessoas que desistiram de sonhar ou para as que desistiram de si próprias.

Contra-indicações:
Nem a mais avançada ciência é capaz de apontar uma contra-indicação para o amor, a positividade e a energia.

Precauções:
Mantenha este medicamento ao alcance de todas as pessoas para que possam ser contagiadas.
Mantenha também ao alcance de todas as crianças. Não há prazo de validade, pode ser utilizado por toda a vida e sem o conhecimento do seu médico.

Posologia e modo de usar:

Adultos: - 1 drágea por dia ao acordar ou se preferir tomar todas as drágeas em dose única.
O resultado será surpreendente.
Crianças – o tratamento deverá ser iniciado com muito amor. Tomando uma dose por dia com muito sorriso e muito carinho. Estímulo constante aos seus sonhos e criatividade também fazem parte do tratamento.


O que são atividades sequenciadas ou sequência didática?

O que é?
 
São planejadas e orientadas com o objetivo de promover uma aprendizagem específica e definida. São sequenciadas com a intenção de oferecer desafios com graus diferentes de complexidades. Essas sequências derivam de um conteúdo retirado de um dos eixos a serem trabalhados na educação infantil e estão necessariamente dentro de um contexto específico.
 
Fonte: Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.
 
 
Como organizar?
 Prever a ordem em que as atividades serão propostas, os objetivos, os conteúdos, os materiais, as etapas do desenvolvimento, a duração e a maneira como será feita a avaliação.
 

Como usar?
 A maioria dos conteúdos exige tempo para aprender. Por isso, a sequência didática é a modalidade organizativa mais presente no planejamento. Escolher os conteúdos mais importantes, organizar a série, garantindo a continuidade e distribuí-los durante o ano. O número de atividades de cada sequência é variado, assim como o tempo de duração (ambos dependem do objetivo e da resposta da turma às propostas).

O que é atividade permanente?

 
O que é:
 
Trabalho didático realizado regularmente (diária, semanal ou quinzenalmente). Normalmente, não estão ligadas a um projeto e, por isso, têm certa autonomia. As atividades servem para familiarizar os alunos com determinados conteúdos e construir hábitos. Por exemplo: a leitura diária em voz alta faz com que os estudantes aprendam mais sobre a linguagem e desenvolvam comportamentos leitores. Ao planejar esse tipo de tarefa, é essencial saber o que se quer alcançar, que materiais usar e quanto tempo tudo vai durar.

Fonte: http://educareaprendersempre.blogspot.com


É aquela que responde as necessidades básicas de cuidados, aprendizagem e de prazer para as crianças, cujos conteúdos necessitam de uma constância. A escolha dos conteúdos que definem o tipo de atividade permanentes as ser realizada com freqüência regular, diária ou semanal.
 
Fonte: Proposta Pedagógica de Educação Infantil.
 
Organização: Prever objetivos, conteúdos, duração da atividade, materiais necessários e como será feita a avaliação.
 
Como usar: Realizar atividades permanentes não significa fazer sempre a mesma coisa. A proposta deve ser empregada com regularidade durante o ano ou um semestre e oferecer novos desafios (rodas de leitura em que livros cada vez mais difíceis são lidos pelo professor).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Descobrindo o livro e o prazer em ouvir histórias

Faixa etária: 0 a 3 anos

Conteúdo: Linguagem oral e comunicação.

Objetivos:
Criar o hábito de escutar histórias;
Favorecer momentos de prazer em grupo;
Enriquecer o imaginário infantil;
Favorecer o contato com textos de qualidade literária;
Valorizar o livro como fonte de entretenimento e conhecimento.

Para crianças de até 1 ano:
Dirigir-se aos livros por meio de falas, gestos, balbucios (gritinhos, sorrisos, vocalizações, entre outros) e expressões faciais;
Imitar sons com base na fala do educador;
Estabelecer situações comunicativas significativas com adultos e outras crianças do grupo;
Reconhecer o livro como portador de história, manifestando prazer ao explorá-lo e ao ser convidado pelo professor para escutar o que será lido;
Ouvir o professor com progressiva atenção.

Para crianças de até 3 anos:

Além dos objetivos acima:
Ampliar repertório de palavras e histórias conhecidas;
Construir frases e narrativas com base nas conversas sobre os livros;
Entreter-se com leituras mais longas participando atentamente;
Reconhecer e nomear alguns livros;
Manipular o livro, folheando as páginas e fazendo referências às imagens;
Cuidar do livro e valorizá-lo;
Imitar o adulto lendo histórias.


Material necessário:
Livros de literatura, almofadas e bebês-conforto.
Desenvolvimento:
O trabalho começa com a sua preparação. Selecione livros com textos bem elaborados e ilustrações de qualidade. As histórias devem ter estruturas textuais repetitivas que favorecem a compreensão e a memorização. Programe-se para disponibilizar os livros em diferentes momentos da rotina. Promova conversas sobre eles fazendo perguntas e descrições, destacando os personagens e retomando as partes que as crianças consideram mais queridas. Após apresentar um livro novo, repita a leitura dele várias vezes para que a turma possa se apropriar da narração, memorizar partes da história e interagir com seu conteúdo. Alterne, na semana, a leitura de histórias repetidas e a introdução de novas. Esteja sempre atento às iniciativas das crianças e responda a elas por meio da fala, de gestos e de expressões faciais. Sempre promova conversas entre as crianças sobre o que foi lido.

ATIVIDADE 1

Leia o livro para conhecer bem a história. Treine a entonação e a fluência da leitura lendo em voz alta para si mesmo antes de apresentá-lo aos pequenos. Prepare o espaço para que todos fiquem confortáveis. Eles podem deitar-se entre almofadas, sentar-se em roda ou no bebê-conforto. É importante que todos consigam ver o livro. Apresente-o para o grupo destacando as informações da capa (título, ilustração, nome do autor, ilustrador etc.). Faça uma breve apresentação da história despertando o interesse em escutá-la. Leia de forma fiel ao texto e vá mostrando as ilustrações conforme lê. No fim, converse com as crianças sobre a história: pergunte se e do que gostaram, volte às partes comentadas, mostre novamente as ilustrações e deixe que elas explorem o livro.

ATIVIDADE 2

Leia a mesma história nos outros dias observando sempre o interesse do grupo. Observe se solicitam a leitura do livro. Sempre que for iniciar a atividade, cuide do espaço garantindo que este seja sempre um momento confortável e prazeroso. Mostre o livro às crianças e pergunte se lembram da história: pergunte sobre o título, os personagens e os acontecimentos que lembram. Só então conte novamente a história. Essa atividade pode ocorrer em média três vezes na semana.

ATIVIDADE 3

Prepare-se para a apresentação de um novo livro realizando os mesmos procedimentos relatados na atividade 1. Inicie conversando com as crianças sobre aquele que já conhecem. Conte que irá apresentar uma nova obra que tem uma história diferente. Repita o que foi destacado anteriormente durante a leitura e a conversa sobre a história.

Avaliação
Verifique se as crianças ficam atentas a sua fala e às ilustrações. Veja se conseguem comentar a história com os colegas e se respondem às perguntas feitas sobre um livro já conhecido. Observe se conseguem se lembrar se algum título conhecido quando perguntado.

 Quer saber mais?
Bibliografia 
Ática.
Bruxa, Bruxa, Venha a Minha Festa, Arden Druce, 32 págs., Ed. Brinque-Book.    


A Casa Sonolenta, Audrey Wood, 32 págs., Ed.
Como os Dinossauros Dizem Boa Noite?, Jane Yolen, 32 págs., Ed. Globo.
Da Pequena Toupeira que Queria Saber Quem Tinha Feito Cocô na Cabeça Dela, Werner Holzwart, 24 págs., Ed. Companhia das Letras.
Educação de 0 a 3 Anos: O Atendimento em Creches, Elinor Goldschmied e Sonia Jackson, 312 págs., Ed. Artmed.
O Caso do Bolinho, Tatiana Belinky, 32 págs., Ed. Moderna.
O Coletivo Infantil em Creches e Pré-escolas: Falares e Saberes, Ana Lúcia Goulart de Faria (org.), 120 págs., Ed. Cortez.
O Porco Narigudo: Um Livro de Dobraduras, Keith Faulkner, 16 págs., Ed. Companhia das Letras.
O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado, Audrey Wood, 32 págs., Ed. Brinque-Book.
O Sapo Bocarrão: Um livro com Dobraduras Surpresas, Keith Faulkner, 12 págs., Ed. Companhia das Letras.
O Soluço do Lúcio: Um livro de Dobraduras, Keith Faulkner, 14 págs., Ed. Companhia das Letras.
Os Fazeres na Educação Infantil, Maria Clotilde Rossetti-Ferreira (org.), 199 págs., Ed. Cortez.
Tanto, Tanto! Trish Coocke, 48 págs., Ed. Ática.
Beatriz Ferraz - Coordenadora de projetos de formação da Escola de Educadores e coordenadora pedagógica do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac).

Fonte: Revista Nova Escola.

Proposta para ampliar as possibilidades gráficas das crianças...

Criação com desafio

Objetivos:
• Desenhar de acordo com diferentes estímulos sensoriais;
• Descobrir possibilidades gráficas;
• Trocar repertório gráfico com os colegas;
• Produzir interferências criativas.

Conteúdos:
• Desenho;
• Texturas;
• Grafismos.

Materiais necessários:
Vários sacos opacos com objetos de texturas diferentes (pedras, tecidos, lixas, folhas etc.); papel sulfite recortado em tamanhos pequenos; cartolina branca cortada em pedaços maiores que os de papel sulfite; pedaços de tecido, lixas, papelão ondulado, papel de seda ou outro material para suporte; molho de chaves; sino de mesa; casca de coco; sachês de chá de diferentes aromas e canetas hidrográficas pretas.

Desenvolvimento:
Apresente toda a seqüência para que a garotada conheça o percurso e o destino das produções.

• Atividade 1
Coloque os sacos plásticos com as diferentes texturas sobre uma mesa e peça para que as crianças coloquem a mão dentro e percebam a superfície deles. Depois de cada toque, elas devem desenhar em um pedaço pequeno de sulfite de acordo com a sensação que tiveram. Elas só poderão ver o que tem dentro depois.

• Atividade 2
Ofereça suportes de diferentes cores, tamanhos e texturas. Solicite que todos fechem os olhos e produza estímulos sonoros e olfativos: chacoalhe chaves, toque um sino de mesa, bata na casca do coco e balance os sachês de chá próximo às crianças. A cada ação, peça que abram os olhos e façam um desenho, todos no mesmo suporte.

• Atividade 3
Coloque as produções das atividades anteriores em dois sacos. Cada criança retira um pedaço de papel de dentro deles, escolhe um pedaço de cartolina para colá-lo e desenha com caneta hidrográfica preta com base nele. Esse papel já com a intervenção será o suporte de uma obra maior. Algumas crianças podem realizar um único trabalho enquanto outras, vários. O tempo de envolvimento de cada uma também é traço da marca pessoal. Por isso, as atividades precisam ser flexíveis para atender essas diferenças.

Avaliação
Observe as diferenças de resultados após os estímulos táteis, sonoros e olfativos e identifique a troca de repertório entre o grupo. Faça uma apreciação coletiva do que foi criado nas diferentes situações, identificando o uso de grafismos e texturas. Verifique as transformações nos desenhos realizados em várias situações e, quando julgar necessário, faça intervenções individuais.


Consultora Marisa Szpigel - Formadora de professores em Arte do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Fonte: Revista Nova Escola

Proposta de interações e brincadeiras: Caça ao tesouro sensorial

Campos de experiências: * Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: * Classi...