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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Engatinhar: uma conquista do bebê

Perigos de acidente, chão "sujo" com possibilidade de contágio de doenças, somado à maior demanda de atenção dos pais, vovós ou babás. Isso tudo está fazendo com que o engatinhar fique para trás. As crianças de hoje estão engatinhando menos do que as crianças de antigamente. O que é um retrocesso.

E para aumentar essa estatística nada boa, existem hoje no mercado várias cadeirinhas, cadeirões, chiqueirinhos, bebê conforto e carrinhos que deixam as crianças sentadas, enquanto os pais podem fazer o que quiser, pois o pimpolho estará lá, sempre sentadinho.

Agora o problema: Sally Blythe, especialista em desenvolvimento infantil, coordenou um estudo em que relacionou a falta de engatinhar com dificuldades em aprender a ler e escrever.

A especialista estudou 70 crianças de 8 a 10 anos divididas em dois grupos, um com crianças apresentando dificuldades na leitura e escrita, e o outro sem queixas no aprendizado.

Ao fim do estudo, percebeu uma diferença significativa: as crianças que não engatinharam ou engatinharam menos também andaram mais tarde e eram as crianças do grupo que apresentavam dificuldades no aprendizado.

De uma maneira sucinta, o engatinhar representa um marco no desenvolvimento da criança e é um exercício motor importante.

A tentativa de “balançar o esqueleto”, mesmo que desordenadamente, estimula a coordenação visual para os movimentos que mais tarde a criança vai usar para ler e escrever, explica Sally.

Deixe o bebê “se virar” - Engatinhando a criança desloca os olhos similarmente ao momento de leitura e escrita. Dessa forma, o bebê é estimulado a construir novas ligações neurológicas envolvidas nessas funções, ajudando mais tarde na escola.

O uso excessivo dos artigos modernos que auxiliam os pais a tomar conta dos bebês são um dos vilões do engatinhar. Eles deixam a criança sentadinha impedindo que se movimentem e brinquem livremente com o corpo.

No chão, a criança aumenta o seu campo de visão e o seu equilíbrio, sendo mais fácil descobrir o mundo. Aprende a ter noção de espaço e distância. É uma ação ativa e não passiva como as crianças que ficam nas cadeirinhas. Além de tudo, ajuda alinhar a coluna, preparando a criança para ficar em pé e andar.

Precisamos saber também que o não engatinhar não é fator determinante para que a criança tenha dificuldades na escola. "Alguns bebês que não engatinharam acabam não tendo problemas, enquanto alguns que engatinharam poderão apresentar dificuldades", afirma à especialista.

Dicas
Pense na seguinte situação: seu bebê está em uma cadeirinha de rodinha e deixa cair um brinquedo no chão. Ele não terá a mínima chance de pegar o objeto, pois está preso. Ficará totalmente dependente, à espera de alguém para pegar o brinquedo. Péssimo para quem está na fase de descobrimento da vida e aprendizado.

Deixe brinquedos de diferentes cores, texturas e materiais no chão ao lado do seu bebê para que descubra as diferenças.

Não se preocupe se seu bebê não engatinhar. Cada bebê se desenvolve de maneiras diferentes e muitos não passam pela fase do engatinhar, mas precisamos estimulá-los.

Autor Desconhecido.

domingo, 10 de julho de 2011

Brincadeiras de movimento.

·        Brincando de Mestre com bexigas: Cada criança irá receber um balão, então será colocada uma música e as crianças irão imitar os movimentos do mestre.
·        Dança da bexiga: cada dupla de crianças irá receber uma bexiga e com uma música bem animada irão dançar segurando o balão apenas com o corpo sem utilizar as mãos, por exemplo, na barriga, nas costas, na cabeça.
·        Brincar de estátua com os balões.
·        Brincar de aviãozinho: Mostre a posição e peça para as crianças repetirem-na: tronco um pouco inclinado para frente, em um só pé, braços abertos, acompanhando a linha do ombro. As crianças brincam utilizando uma perna de apoio, depois trocam e apóiam a outra perna. Em duplas, uma criança de frente para a outra, de mãos dadas e pés juntos: ao sinal da professora, devem tentar pular para um lado e para o outro, sem soltar as mãos.
·        Desafio dos sacis: Durante um minuto a sala virará uma floresta repleta de Sacis Pererê. Ao sinal do apito, as crianças começam a andar como Saci pela sala sem esbarrar em ninguém. Depois, a um novo sinal do apito, vão tentar dar um pulo mais alto e cair numa perna só. Por último vão dar um pulo e se agachar.
·        Atividade de Equilíbrio: Fita crepe colada em linha reta no chão: Peça para as crianças andarem em cima da fita, de frente (na ida) e de costas (na volta). Corda colada em linha reta no chão. Repita a solicitação anterior e acrescente uma terceira tarefa, juntar os pés e pular com ambos de um lado e do outro, utilizando a corda no meio como referencial. Depois, mantenha a corda esticada no chão, dando alguns nós no meio dela. As crianças terão mais dificuldade de andar em cima dela tendo de pisar nos nós. Depois, peça que eles andam por baixo da corda e por cima da corda. Tábua de caminhar: Se possível utilize uma tábua de equilíbrio ou uma tábua feita de EVA. Repita as movimentações anteriores e acrescente caminhar lateralmente. Finalização: Peça para as crianças caminharem na tábua ou no banco com um objeto na mão (pode ser uma bexiga, pois é leve). Depois, coloque no meio da tábua um pequeno obstáculo, fazendo com que, no caminhar, a criança precise passar por cima dele sem cair. O obstáculo pode ser uma corda enrolada ou algo similar, não muito alto. Após os exercícios dirigidos, peça que as crianças equilibrem caixas de fósforo, saquinhos de feijão ou de areia, na cabeça, nos pés, na palma das mãos.
·        Brincadeira da Etiqueta: Forme duplas e espalhe as crianças pela sala. Entregue uma etiqueta adesiva para cada criança e explique as regras: quando você falar o nome de uma das partes do corpo, ela deverá colar a etiqueta no colega (na parte falada).
·        Trabalhar com bola: As crianças formam uma fila e devem passar a bola para os amigos por cima da cabeça e depois pelo meio das pernas. As crianças formam duas filas uma em frente com a outra, sendo que cada dupla irá receber uma bola e ao sinal da professora irá rolar a bola pelo chão para o amigo, primeiro com uma mão depois com a outra.
·        Movimentos em pé: Solicite que as crianças realizem giros para o lado direito e, depois, para o esquerdo. Então, repetem-nos, mas agora, de olhos fechados. Peça para as crianças andarem apoiadas nos calcanhares e depois na ponta dos pés.
·        Brincadeira do quadrado: Marque um quadrado grande no chão com fita crepe. Coloque uma música e peça para as crianças dançarem ao redor dele (do lado de fora). Quando a música parar, todas as crianças vão para dentro do quadrado. Então a brincadeira recomeça só que com um quadrado menor (a professora desmarca o primeiro quadrado e faz outro, também com fita crepe). Novamente, quando a música parar, as crianças vão para dentro do quadrado, até que as crianças precisem ajudar umas as outras para que caibam todas dentro do quadrado.
·        Corrida do Folclore: As crianças irão correr como o Saci-Pererê (corrida com um pé só), como o Curupira, (correr com os pés voltados para dentro), como o Lobisomem (correr uivando e fazendo caretas), e como o Boitatá (rastejando).

terça-feira, 5 de julho de 2011

Atividades sequenciadas

Circuitos no pátio

Objetivos:
- Progredir no domínio das relações espaciais a partir da interpretação e produção de representações gráficas de caminhos e trajetos;
- Antecipar ações concretas por meio da representação de espaços, utilizando a linguagem – gráfica e verbal;
-Seguir e elaborar instruções para que outro possa percorrer os trajetos estabelecidos, progredindo na utilização de um vocabulário adequado.

Conteúdos:
- Localização, leitura e interpretação de informação matemática em representações gráficas;
- Comunicação e reprodução de trajetos considerando elementos do entorno como pontos de referência;
- Representação gráfica de percursos e trajetos, considerando as relações de orientação, para frente, para trás, à esquerda, à direita, e a inclusão de pontos de referência.

Tempo estimado: Aproximadamente 4 semanas, duas atividades por semana.

Material necessário: Materiais diversos para montar os circuitos no pátio: colchonete, pneus, bancos, mesa, corda, tábuas, caixas, etc.

Desenvolvimento das atividades:
As representações espaciais (esquemas, desenhos, mapas) substituem a ação direta sobre o ambiente e a percepção imediata, comunicando informações espaciais. Do ponto de vista didático, o desenho e os problemas próprios da representação plana são um meio ideal para provocar, intencionalmente, o início da conceituação de alguns aspectos do ambiente físico. Eles também são uma possibilidade de iniciar as crianças nos primeiros conhecimentos geométricos.

1ª etapa: percorrer circuitos:
Como primeiras atividades, organize no pátio percursos ou labirintos, confeccionados com diferentes materiais: cordas, bancos, caixas, caixotes, pneus, bambolês, mesas, tábuas (você pode utilizá-las para fazer planos inclinados ou pontes), etc.
Convide as crianças a percorrerem esse circuito, explorando o espaço de diferentes maneiras: subindo, descendo, agachando-se, arrastando-se, pulando, passando por cima, por baixo, rodeando, equilibrando-se, pulando, passando por pontes e corredores, entrando e saindo de caixas e túneis de diferentes tamanhos, etc.

2ª etapa: montar um circuito a partir de ilustrações fornecidas pela professora:
Conforme as crianças se familiarizam com esse tipo de atividade, você pode propor que te ajudem a confeccionar os circuitos. Imaginar possíveis trajetos e diferentes maneiras para percorrê-los é uma forma de antecipar as ações que serão realizadas.

Organize as crianças em grupos de quatro. Entregue para cada grupo uma representação de um circuito que deverão montar. Os desenhos também são meios para a representação de idéias espaciais. Você pode utilizar imagens de livros:
Ou desenhar você mesma um esquema do circuito. Veja os exemplos a seguir:

Esquema de um labirinto:
Em um primeiro momento proponha que as crianças identifiquem e providenciem os materiais necessários para montar o circuito. Depois, proponha que discutam de que maneira irão percorrê-lo e se há indicações suficientes para essa tarefa.

Por fim, leve os ao pátio para que montem o circuito e o percorram, verificando assim se suas antecipações foram corretas.
É interessante que você proponha esse tipo de situação algumas vezes. Varie o formato e o tipo do percurso e os objetos utilizados.

3ª etapa: representar percursos graficamente:
Exponha as representações utilizadas na etapa anterior e proponha que, em grupos, as crianças conversem e analisem as informações disponíveis nessas representações, observando se as informações fornecidas são suficientes. Oriente-os a discutir quais informações faltam, faça perguntas do tipo: o que fazer quando chega ao colchonete? Como indicar que é para passar por baixo da mesa e não por cima? E quando for para passar por cima, como fazemos? Como saber para que lado será preciso virar?
Depois, socialize as conversas ocorridas e, junto com as crianças, faça uma lista das informações fundamentais desse tipo de representação. Combine com as crianças a utilização de alguns códigos para representar e orientar os deslocamentos, por exemplo, a utilização de setas e de números indicando a ordem que devem seguir.
Em outro momento, proponha que, em grupos, as crianças desenhem um circuito que deverá ser percorrido por outro grupo. Oriente-os para que discutam e entrem em acordo sobre a produção final, analisando todos os pontos de vista, relembrando as informações listadas que precisarão aparecer nos desenhos. Espera-se que as crianças produzam desenhos como os seguintes:






 Avaliação
Organize uma exposição das produções dos grupos e proponha que as crianças discutam e avaliem se é possível construir um percurso a partir dessas representações. Oriente-as para que observem se os elementos representados contribuem para a eficiência da comunicação (gráfica), quanto maior o número de referências melhor será a descrição do percurso. Questione os sistemas de referência utilizados pelas crianças, faça perguntas do tipo: Quais objetos foram representados? Esses objetos foram representados vistos de cima ou de lado? etc. Discuta a utilização (ou não) das relações de orientação - para frente, para trás, à esquerda, à direita.
A partir dessa discussão, os grupos deverão realizar as alterações necessárias.

Por fim, proponha que cada grupo monte o circuito proposto pelo outro.
Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA
Diseño Curricular para la Educación Inicial
(niños de 2 y 3 años e niños de 4 y 5 años), Gobierno de la Ciudad Autônoma de Buenos Aires, Secretaria de Educación:
http://www.buenosaires.gov.ar/areas/educacion/curricula/inicial.php%20
Orientações curriculares: expectativas de aprendizagens e orientações didáticas para Educação Infantil/Secretaria Municipal de Educação – São Paulo: SME / DOT, 2007
Consultora Priscila Monteiro
Formadora do projeto Matemática É D+ da Fundação Victor Civita e coordenadora do Projeto DICA, responsável pela formação em matemática da Rede de São Caetano do Sul
Fonte: Revista Nova Escola.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sugestões de brincadeiras.

CABRA-CEGA

MATERIAL: Um lenço ou pano para amarrar à volta dos olhos de uma das crianças que será a cabra-cega. As crianças colocam-se de mãos dadas formando uma roda. A cabra-cega fica no centro da roda, com os olhos tapados. A seguir inicia-se um diálogo entre as crianças que estão na roda e a Cabra-cega:
“Cabra-cega, de onde você vem?”
“Eu venho do mato.”
“O que me trazes?”
“Trago bolinhos.”
“Me dá um!”
“Não dou.”
Então, as crianças que se encontram na roda dizem em coro: GULOSA!
A Cabra-cega levanta-se e tenta apanhar uma criança da roda. Se apanhar alguém, todas as crianças se calam e a Cabra-cega tem de adivinhar, apalpando com as mãos, quem é a (o) colega que apanhou. Quando acertar, esse passa a ser a Cabra-cega.

AGACHA-AGACHA

Uma criança é eleita o pegador. Para não serem apanhadas, as demais fogem e se agacham. Quando o pegador conseguir tocar um colega que está em pé, passa sua função de pegador para ele.

BALANÇA-CAIXÃO

ESPAÇO DE BRINCADEIRA: Amplo, que possua possibilidades da criança se esconder

MATERIAL: Cadeira.

Uma criança é escolhida para ser o rei e se senta em uma cadeira. Outro participante é eleito o servo. Ele se ajoelha de frente para o rei e apóia o rosto no seu colo. Os demais formam uma fila atrás do servo, cada um apoiando o rosto nas costas do companheiro da frente.
Todos recitam: “Balança caixão, balança você, dá um tapa nas costas e vai se esconder!” O último da fila dá um tapa nas costas do que está na sua frente e se esconde. Uma a uma as crianças vão repetindo essa ação até que todas estejam escondidas. É a vez, então, do servo sair à procura dos colegas. Quando alguma criança for pega, o servo pergunta ao rei Como deverei levá-lo? E o rei responde, por exemplo, Andando com uma perna só! De costas! Com olhos fechados! Imitando uma galinha! Ganha quem for pego por último, com esta criança se tornando rei e escolhendo um servo.

ELEFANTINHO COLORIDO

Uma criança é escolhida para comandar. Ela fica na frente das demais e diz ”Elefantinho colorido” O grupo pergunta “Que cor?” O comandante escolhe uma cor e os demais saem correndo para tocar em algo que tenha aquela tonalidade. Se o pegador encostar em uma criança antes dela chegar na cor escolhida, ela é capturada. Vence quem ficar por último.

CARACOL

MATERIAL: Giz para desenhar a brincadeira
Depois de desenhada a figura no chão, as crianças determinam uma ordem entre elas. A primeira joga a sua pedrinha no número 1. O objetivo é percorrer todo o caracol, pulando com um pé só em todas as casas, até passar por todas, só não vale pisar naquela em que está a pedrinha. Quando chega ao “céu”, ela descansa e retorna da mesma maneira: pulando em cada casa até o número 1, agacha, apanha a pedrinha e pula para fora do caracol. Para continuar a brincadeira, ela joga a pedrinha no número 2 e assim por diante. Não vale jogar a pedrinha na risca nem atirá-la fora do diagrama, se isso acontecer, perde a vez. Vence quem completar o percurso primeiro.


AMARELINHA

MATERIAL: Giz para desenhar a amarelinha ou fita adesiva
Depois de desenhado o diagrama básico no chão, as crianças determinam uma ordem entre elas. A primeira vai para a área oval chamada céu e de lá atira a pedrinha no número 1. Sem colocar o pé nessa casa, ela atravessa o diagrama ora pulando com os dois pés, quando tiver uma casa ao lado da outra, e ora com um pé só. Quando chegar à outra figura oval na extremidade oposta, onde está escrito “inferno”, faz o percurso oposto e volta para apanhar a pedra, sem pisar na casa em que ela está, repetindo o mesmo procedimento até que percorra todas as casas. A criança não pode pisar ou jogar a pedra na risca nem atirá-la fora do diagrama, se isso acontecer, ela perde a vez. Vence quem completar o percurso.


ELÁSTICO

MATERIAL: Elástico de 4 metros com pontas unidas
Duas crianças são escaladas para segurar um elástico com os pés, ficando aproximadamente distantes 2 metros uma da outra. A criança que fica no centro do elástico tem de fazer todos os movimentos combinados com os colegas antes de iniciar a brincadeira. Pode ser pular com os dois pés em cima do elástico, com os dois pés fora, saltar com um pé só etc... Se conseguir, ela passa para a próxima fase, que é a de executar os mesmos movimentos, só que os dois colegas passarão o elástico para o tornozelo, joelhos, coxa e cintura. Os mesmos movimentos deverão ser repetidos. Se a criança errar, trocará de posição com um dos colegas que está segurando o elástico. Ganha quem pular o elástico até a cintura sem errar.

BOCA-DE-FORNO

      Essa brincadeira, na verdade, é uma espécie de gincana rotativa. Funciona da seguinte forma: uma pessoa (que vamos chamar de orador) começa com a “gincana”, ele deve falar gritos de guerra (pré-formados) e o restante do grupo deve responder, seguindo o esquema:
Orador: “Boca de Forno”
Grupo: “Forno”
Orador: ”Jacarandá”
Grupo: ”Dá”
Orador: ”Quem não for???”
Grupo: ”Apanha!!!”
Orador: ”Quantos bolos*???” *Bolos no sentido de dar palmadas na mão.
Grupo: ”Dez**” - **A quantidade deve ser escolhida pelo grupo antes, o normal é dez.
Orador: ”Remã, remã (...)”
No lugar das reticências, depois de “remã, remã”, o orador deve escolher uma tarefa para o
grupo, como, por exemplo, pedir para todos trazerem uma folha de goiabeira. Nesse caso a frase ficaria assim: “Remã, remã, quem me trouxer uma folha de goiabeira!”. Aí todos saem à procura do pedido. Há um tempo que deve ser estabelecido. Quem não conseguir cumprir a prova leva a quantidade de “bolos” pré-determinados e quem cumprir a prova primeiro vai ser o orador da próxima partida!

MAMÃE, POSSO IR?

Todas as crianças alinhadas escolhem uma para ser a mãe enquanto as outras serão filhas. De uma distância é estabelecido o seguinte diálogo: “Mamãe, posso ir?” “Pode.” “Quantos passos?” “Três de elefante.” Dá três grandes passos em direção à mãe. Outra criança repete. “Mamãe, posso ir?” “Pode.” “Quantos passos?” ”Dois de cabrito.” Dá dois passos médios em direção à mãe. “Mamãe, posso ir?” “Pode.” “Quantos passos?” “Quatro de formiga.” Quatro passos pequenos à frente. A primeira das filhas que atingir a mãe assume o posto.

CINCO MARIAS ou PEDRINHAS

Para jogar, é preciso ter cinco pedrinhas ou saquinhos com areia dentro. Depois de agitar as pedrinhas dentro de suas mãos fechadas, jogue-as para cima, com cuidado para elas não se espalharem muito quando caírem no chão. Pegue uma pedra e atire para cima. Você tem de apanhar outra pedra do chão antes de agarrar a que jogou para cima. E assim você vai fazendo, até que todas estejam em sua mão. Mas atenção: quando for apanhar uma pedra do chão, não pode tocar em nenhuma outra. Se isso acontecer, agite as pedrinhas e jogue-as para cima de novo. Faça um arco com a mão esquerda (ou com a direita, se você for canhoto), perto de onde estão as pedrinhas. Jogue uma pedra para cima. Agora você tem de passar uma pedra por baixo do arco antes de apanhar a pedra que jogou para cima sem tocar em nenhuma outra pedra. Vá repetindo essa jogada, até conseguir ter todas as pedrinhas em sua mão.

CAVALO-DE-PAU

COMO FAZER:

Desenhe a cabeça do cavalo em um pedaço de E.V.A. e recorte. É possível substituir esse material por papel cartão. Dobre ao meio, desenhe o olho e faça vários furos, alinhados, a um dedo de distância da borda. Deixe um espaço sem furar na parte de baixo. Corte pedaços de 50 centímetros de lã e passe pelos furos. Amarre-os para fechar a cabeça do cavalo e compor a crina. Faça também um ou dois furinhos para formar o focinho do animal. Encaixe a cabeça em um cabo de vassoura.

COMO BRINCAR:

A criança monta no brinquedo e “cavalga” pela escola. Você pode organizar uma corrida. Trace no chão uma linha de partida e outra de chegada e dê o sinal de largada. Outra sugestão é usar os cavalos nos teatrinhos. Todos, príncipes e princesas, gostarão de montar em seus belos animais.

PÉ-DE-LATA

COMO FAZER:

Separe latas usadas, do mesmo tamanho (achocolatado ou leite em pó, por exemplo). Faça dois furos diametralmente opostos no fundo. Passe uma corda de náilon de 1,2 metro pelos furos da lata e una as extremidades com um nó bem forte dentro do recipiente. Coloque a tampa e decore com retalhos de plástico adesivo ou tinta. Faça o mesmo com outra lata.

COMO BRINCAR:

As crianças sobem nas latas e tentam se equilibrar segurando nas cordas. Além de andar pela escola com os pés de lata, eles vão se divertir apostando uma corrida, andando para trás ou vencendo um percurso com obstáculos.

DIABOLÔ

COMO FAZER:

Escolha duas garrafas PET com formato arredondado. Corte-as 15 centímetros a partir da boca, desprezando a parte de baixo. Corte também o gargalo de uma delas. Lixe as bordas para tirar as rebarbas. Encaixe as duas pela boca e rosqueie a tampa prendendo uma na outra. Decore o brinquedo com tinta ou plástico adesivo. Para o suporte, use duas varetas de 8 milímetros de diâmetro por 25 centímetros de comprimento e 1 metro de barbante. Fure as duas varetas em uma das extremidades e passe-as pelo cordão. Dê um nó nas pontas.

COMO BRINCAR:

A criança coloca o diabolô no chão e passa a corda por baixo dele, segurando uma vareta em
cada mão. Ela rola o brinquedo pelo chão para pegar embalo e o levanta. Com uma das mãos, dá puxadas rápidas para que ele gire somente em um sentido. A outra mão apenas acompanha os movimentos. É importante ficar sempre de frente para uma das bocas do diabolô. Se ele pender para a frente ou para trás, é preciso ajeitá-lo novamente. Depois de dominar esses movimentos, é possível jogar o diabolô para o alto. Para isso, a criança abre rapidamente os braços, dando um impulso para cima. Para pegá-lo, mira o cordão no centro do brinquedo e, assim que ele voltar, afrouxa o cordão.
O brinquedo também é chamado de jabolô, diavolô e diábolo, dependendo da região brasileira.


ELEFANTINHO COLORIDO

Aqui temos também uma variação, onde todos os participantes de um time deverão encontrar a “cor” escolhida, mas desta vez devem tocar o objeto juntos. O grupo deverá ser dividido em 2 times de minimamente 3 pessoas em cada um. Uma criança é escolhida para comandar. Ela fica na frente das demais e diz “Elefantinho colorido” os grupos perguntam “Que cor?” O comandante escolhe uma cor e os grupos saem correndo para tocar em algo que tenha aquela cor. As crianças deverão procurar tocar ao mesmo tempo no objeto, escolhendo estratégias de ação e apoiando-se mutuamente. Se o pegador encostar em uma criança antes de ela chegar na cor escolhida, todo o grupo perde e escolhe uma delas para ser o comandante.

TARTARUGA GIGANTE

O objetivo do jogo é mover a tartaruga gigante em uma direção. A tartaruga gigante será um grupo de 3 a 8 crianças cobertas por um tapete ou um pano mais pesado e que irão se movendo sem que nenhuma delas fique fora do tapete Crianças nessa faixa etária adoram repetir, repetir e repetir o jogo. Quando elas não quiserem mais continuar o jogo acabará por si só. O grupo de crianças engatinha sob a “casca da tartaruga” e tenta fazer a tartaruga se mover em uma direção. Um desafio maior pode ser ultrapassar “montanhas” (um banco) ou percorrer um caminho com obstáculos sem perder a casca.
DICA: No começo as crianças podem se mover para diferentes direções e pode demandar algum tempo até que elas perceberem que têm que trabalhar juntas para a tartaruga se mover. Mas não desista. Repita outras vezes, em outros dias e, se necessário, faça um “ensaio” com elas sem estarem carregando a casca.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Atividade de equilíbrio

Equilíbrio de todo jeito.

Inicie o trabalho com as crianças espalhadas em um espaço vazio. Faça algumas solicitações nas quais as crianças deverão executar movimentos corporais para desenvolver o equilíbrio.

A importância do equilíbrio:

O equilíbrio deve fazer parte das aulas de Educação Física, pois é uma conduta de base para muitos aprendizados. Na Educação Infantil, todos os exercícios ou brincadeiras devem ser iniciados no chão para depois serem utilizados materiais, como a tábua ou o banco. Nesse momento, a criança perde o contato com o solo e a altura também influencia em seus movimentos. Ela deve estar segura de sua prática no solo para executá-la de forma mais complexa fora dele. Respeite sempre as faixas etárias e uma ordem de atividades em progressão. No trabalho desta conduta é fundamental a presença da professora ao lado da criança, dando segurança e auxílio para qualquer problema que possa ocorrer. Nestas atividades, para facilitar o equilíbrio, peça para as crianças abrirem seus braços paralelamente ao chão.

Parte 1 – Movimentações corporais.

  • Vamos brincar de aviãozinho? Mostre a posição e peça para as crianças repetirem-na: tronco um pouco inclinado para a frente, em um só pé, braços abertos, acompanhando a linha do ombro. As crianças brincam utilizando uma perna de apoio, depois trocam e apoiam a outra perna. Conte até cinco e veja quem consegue permanecer na posição, depois aumente para 10 segundos.
  • Em duplas, uma criança de frente para a outra, de mãos dadas e pés juntos: Ao sinal do apito devem tentar andar, pulando juntas para um lado e para o outro (3 passou para cada lado). Avise para que lado elas devem começar. Obs.: não vale soltar as mãos, o que requer uma sincronia maior da dupla.
  • Desafio do Saci: Durante um minuto a sala virará uma floresta repleta de Sacis Saci-pererês. Ao sinal do apito, as crianças começam a andar como Saci pela sala sem esbarrar em ninguém. Depois, a um novo sinal do apito, vão tentar dar um pulo mais alto e cair numa perna só. Por último vão dar um pulo e se agachar, caindo nos dois pés, mas sem encostar as mãos no chão.

Parte 2 – Trabalhando o equilíbrio com o auxílio de materiais.

  • Fita crepe colada em linha reta no chão: Peça para a turma andar em cima da fita, de frente (na ida) e de costas (na volta).
  • Corda colada em linha reta no chão: Repita a solicitação anterior e acrescente uma terceira tarefa: juntar os pés e pular com ambos de um lado e do outro, utilizando a corda no meio como referencial. Depois mantenha a corda esticada no chão, dando alguns nós no meio dela. As crianças terão mais dificuldades de andar em cima dela tendo que pisar nos nós, auxilie as crianças para que não caiam.
  • Tábua de caminhar: Se possível, utilize uma tábua de equilíbrio ou uma tábua feita de EVA. Repita as movimentações anteriores e acrescente o caminhar lateralmente.
  • Banco Sueco: repita as movimentações em cima de um banco sueco, utilizando a parte mais larga dele. Para as crianças maiores use também a parte mais estreita, virando o banco ao contrário.
  • Finalização: Peça para a criança caminhar na tábua ou no banco com um objeto na mão (pode ser uma bexiga, pois é leve). Depois, coloque no meio da tábua um pequeno obstáculo, fazendo com que, ao caminhar, a criança precise passar por cima dele sem cair. O obstáculo pode ser uma corda enrolada ou algo similar, não muito alto.
  • Equilíbrio com saquinhos: Distribua pequenos objetos como saquinhos com areia, caixas de fósforo ou outros. Mescle o peso, pois quanto mais leve o objeto, mais difícil de ser equilibrado.

Fonte: Autora: Ana Mello – Revista Guia Prático para Professoras de Educação Infantil.

domingo, 10 de abril de 2011

Brincadeiras Cooperativas

Cooperação no lugar de competição.

Existem muitas brincadeiras nas quais apenas uma pessoa vence. É o caso da dança da cadeira, toca do coelho, etc. Que tal fazer algumas adaptações para que todos possam participar até o fim? Estas brincadeiras exercitam outras condutas, como a percepção espacial, necessária para que a criança se adapte a um espaço menor, dividindo-o com outras pessoas.

As crianças se divertirão mais se estiverem livres da pressão da competição e, naturalmente, se aproximarão mais dos colegas, aprendendo a dividir o espaço com eles. Na Educação Infantil, muitas crianças não compreendem bem o que é competição, por isso atividades de interação grupal são fundamentais. Muitos choram quando se sentem excluídos das brincadeiras e ficam insatisfeitos quando têm de esperar muito tempo até poderem voltar a brincar. As noções de conscientização, socialização, companheirismo e solidariedade também é essencial.

Mescle atividades e perceba como as crianças ficam felizes quando todos são vencedores, independente das habilidades individuais e, ficam juntas até o fim.

Brincadeira: Todo mundo junto.

Coloque vários colchonetes no chão formando um círculo (a quantidade varia de acordo com o número de crianças, pode ser de dois a quatro, pois várias crianças sentarão em um mesmo colchonete). Peça para que todos se movimentem em roda, fora dos colchonetes. Você ou alguém do grupo canta uma música qualquer, quando a pessoa parar de cantar, todos devem se sentar em um dos colchonetes.

Na próxima rodada um colchonete é retirado e alguém começa a cantar novamente.

Na terceira rodada, tire mais um colchonete e repita o mesmo procedimento. Como não caberão mais todas as crianças nos colchonetes restantes, elas terão de se sentar no colo dos colegas.

Para finalizar, deixe somente um colchonete e, quando a música parar, todos deverão dar um jeito de se sentar.

Variação: Você pode repetir esta brincadeira com folhas de jornal espalhadas em um espaço livre. Coloque uma música e peça para as crianças andarem, desviando dos jornais. Quando o som parar, todos devem encostar uma parte do corpo solicitada por você em um jornal. A cada rodada retire uma folha até sobrar apenas uma (as crianças terão que encostar no mesmo jornal).

Autora: Ana Mello
Fonte: Revista Guia Prático para as professoras de Educação Infantil.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sequência Didática: É dançando que a gente aprende

Faixa etária: 0 a 3 anos

Introdução
Não há dúvida que as crianças pequenas adoram se movimentar. Elas vivem e demonstram seus estados afetivos com o corpo inteiro: se estão alegres, pulam, correm e brincam ruidosamente. Se estão tímidas ou tristes, encolhem-se e sua expressão corporal é reveladora do que sentem. Henri Wallon nos lembra que a criança pequena utiliza seus gestos e movimentos para apoiar seu pensamento, como se este se projetasse em suas posturas. O movimento é uma linguagem, que comunica estados, sensações, ideias: o corpo fala. Assim, é importante que na Educação Infantil o professor possa organizar situações e atividades em que as crianças possam conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo.

Objetivos
- Conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo;
- Comunicar, através do movimento, emoções e estados afetivos.

Tempo estimado: 20 a 30 minutos.

Material necessário:
Pedaços de tecido leve (quadrados de 50x50 cm)
Aparelho de som.

Espaço:
Uma sala grande. Se não houver um espaço sem móveis, prepare a sala antes, afastando mesas e cadeiras, privilegiando o espaço central. A música é muito importante e a cada momento da atividade vamos apresentar uma sugestão.
Desenvolvimento da atividade:
As crianças e você também - devem estar descalças e usando roupas confortáveis!

1 Comece reunindo as crianças. A música pode ser alegre, como A Canoa Virou (Palavra Cantada, CD Cantigas de Roda). Sentados no chão numa grande roda, com as pernas estendidas, proponha que brinquem de massa de pés: todos devem chegar para frente arrastando o bumbum até que os pés de todos se toquem. Os pés se agitam se acariciam, ora mais lentamente, ora mais rapidamente. Você pode enriquecer a brincadeira, sugerindo:
- O meio da roda é uma piscina!
- O meio da roda é uma grande gelatina!
- O meio da roda é um tapete de grama!

2 Peça que todos se deitem no chão. Coloque uma música no aparelho de som. É importante que seja uma música alegre, que estimule as crianças a se movimentar, porém sem excitá-las demais. Sugestão: Loro (Egberto Gismonti, CD Circense). Não se esqueça que, para as crianças pequenas, o entorno simbólico é muito importante para a atividade. Diga a eles que a sala vai se transformar numa grande floresta e todos serão habitantes dela...

Todos os bichos estão dormindo. Aos poucos, vão acordar.
Primeiro todos serão aranhas, que andarão com o apoio dos pés e das mãos no chão... Depois se transformarão em minhocas, arrastando-se pelo chão com a lateral do corpo... Logo serão cobras, arrastando-se pelo chão com o apoio da barriga... Tatus-bola, que com um movimento de abrir e fechar sua casca percorrerão a floresta... Leões, tigres, leopardos, de quatro patas pelo chão... Coelhos que andam pelo espaço com pulos pequenos e cangurus que percorrem a floresta com pulos grandes e largos... Passarinhos que batem suas asas bem pequeninas e águias que voam lá do alto com suas asas enormes e bem abertas...

3 Distribua para as crianças os pedaços de tecido coloridos, um para cada um. É importante que eles sejam leves e que produzam movimento ao serem agitados pelas crianças. Deixe que elas explorem a sala manipulando os pedaços de tecido. Sugira que as crianças pintem a sala com os tecidos, como se fossem pincéis. A sala toda tem que ficar pintada o chão, as paredes, o teto. Diga às crianças que nenhum pedaço da sala pode ficar sem pintar. Sugestão de música: Peixinhos do Mar (Milton Nascimento, CD Sentinela).

4 Sempre ao som de uma música (por exemplo Fome Come, da Palavra Cantada, CD Canções de Brincar), sugira uma brincadeira que as crianças adoram: peça que joguem os tecidos para cima e a os peguem, a cada vez, com uma parte diferente do corpo:
- com a cabeça;
- com a barriga;
- com o braço;
- com o cotovelo;
- com os pés;
- com as costas;
- com o bumbum;
- com as palmas das mãos; etc.

5 Para terminar, um gostoso relaxamento. Sugestão de música: Palhaço (Egberto Gismonti, CD Circense).
Organize as crianças em duplas e ofereça a elas uma bolinha de algodão ou mesmo um rolinho de pintura, como os usados nas atividades de Artes Visuais.
Enquanto uma criança fica deitada, a outra deve acariciar seu rosto e partes do seu corpo com o algodão ou o rolinho. Isso deve ser feito com suavidade e cuidado, e possibilita uma interação muito especial das crianças, que, assim, cuidam umas das outras após uma atividade movimentada.

Avaliação
O recém-publicado documento Orientações Curriculares Expectativas de Aprendizagens e Orientações Didáticas para a Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo observa que a avaliação que mais deve interessar o professor não é aquela que compara diferentes crianças, mas a que compara uma criança com ela mesma, dentro de certo período de tempo. Assim, o professor tem na observação o melhor instrumento para avaliar a aprendizagem dos pequenos: eles participaram da atividade? Em qual momento se envolveram mais? O que foi mais desafiador para cada criança? E para o grupo? Essas e outras perguntas ajudam inclusive o professor a planejar as próximas atividades, mantendo ou modificando suas propostas dentro do campo de experiências do Movimento para as crianças.

Quer saber mais?
Bibliografia
Orientações Curriculares Expectativas de Aprendizagens e Orientações Didáticas
da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
Toques Sutis, de Suzana Delmanto, Editora Summus
Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil, Henri Wallon,  Ed. Vozes
Fonte: Revista Nova Escola - Paula Z - Formadora do Instituto Avisalá e mestranda em Educação pela Universidade de São Paulo (USP).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Música, brincadeira e diversão...

  • Brincando de Mestre com bexigas: Providencie uma bexiga cheia de ar para cada criança da turma. Se as crianças já conseguirem encher, proponha que eles realizem esta tarefa. É importante ter outras bexigas de reserva, caso alguma estoure. Em seguida, as crianças irão explorar livremente este material, observando e brincando. Terminada a exploração inicial, solicite que as crianças, segurando as bexigas, se organizem sentadas em roda para que você possa explicar a brincadeira. Então coloque uma música e inicie a brincadeira fazendo o papel de mestre, ou seja, executando movimentos variados com sua bexiga para que as crianças os reproduzam. Num segundo momento, uma criança de cada vez será o mestre para que os colegas os imitem, sendo que a brincadeira termina quando todos do grupo tiverem participado sendo os mestres.
  • Estátua divertida: Distribua uma bexiga cheia para cada criança da turma e coloque uma música animada. Peça as crianças que se movimentem pelo espaço dançando, como nas brincadeiras de estátua, quando a música parar todos deverão fazer uma estátua com o corpo, utilizando a bexiga. Nesta atividade, as crianças usam a imaginação e a criatividade para produzir poses divertidas e diferentes, sendo que a exploração das possibilidades corporais também é privilegiada.
  • Dança da bexiga: Esta brincadeira deve ser realizada em duplas, distribua uma bexiga para cada criança, logo após, convide todos para brincar, dançando em duplas com a bexiga entre alguma parte do corpo. As crianças não deverão colocar as mãos na bexiga somente as partes do corpo. Peça para as crianças se manterem atentas para que a bexiga não caia no chão enquanto realizam a brincadeira, desta forma, todos irão desenvolver o equilíbrio e outras habilidades corporais.
Fonte: Revista Guia prático para professoras de educação infantil – Autora das sugestões: Juliana Macedo Balthazar.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Atividades com tecidos.

·       Rede: duas professoras seguram um lençol, uma em cada ponta, então uma criança de cada vez irá se sentar no lençol e será balançada pelas professoras.


·       Futebol de lençol: será utilizado um lençol grande e uma bola, sendo que convidamos as crianças a segurarem as pontas do lençol, mantendo-o esticado, então a professora irá jogar a bola em cima do mesmo e as crianças irão balançá-lo, mas sem deixar a bola cair no chão.


·       Quem é o fantasma? Uma criança de cada vez irá se cobrir com um lençol grande e o restante da turma será desafiado a adivinhar quem está embaixo do tecido. Também pode-se brincar de faz-de-conta sendo que quem estiver coberto pelo lençol será o fantasma e irá correr atrás dos amigos. Trocam-se os papéis até que todos tenham participado da brincadeira.


·       Brincar de guiar o amigo, sendo que um vai estar com os olhos vendados e o outro será o guia do primeiro. Em um segundo momento, os parceiros irão mudar de lugar e quem estava guiando agora vai ser guiado.


·       Brincando com o lençol: Fazer vários movimentos com o lençol, como esconder-se embaixo do mesmo, abaixar e levantar o lençol, deitar-se sobre o tecido, enrolar um dos colegas no lençol e outras brincadeiras inventadas pelas próprias crianças.

Proposta de interações e brincadeiras: Caça ao tesouro sensorial

Campos de experiências: * Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: * Classi...