Este blog tem como objetivo divulgar ideias, textos, vídeos e referenciais teóricos a respeito da educação infantil.
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Como construir um vulcão.
Aprenda a fazer um vulcão
Ingredientes
Para fazer o vulcão você vai precisar:
Ingredientes
Para fazer o vulcão você vai precisar:
- Massa de modelar ou argila;
- Um prato ou tábua para servir de base;
- Um copinho de plástico;
- Anilina ou corante vermelho;
- Detergente;
- Água;
- Vinagre;
- Bicarbonato de sódio ou fermento de bolo.
Coloque o copinho no meio da massa. Modele o vulcão.
Coloque o copinho no meio da massa. Modele o vulcão.
Dentro do copo coloque uma colher de sopa de bicarbonato;
Misture em uma xícara de chá uma colher de chá de corante ou anilina, uma xícara de café de vinagre e meio copo d'água.
Despeje essa mistura dentro do copinho no centro do vulcão.
Misture em uma xícara de chá uma colher de chá de corante ou anilina, uma xícara de café de vinagre e meio copo d'água.
Despeje essa mistura dentro do copinho no centro do vulcão.
E ABRACADABRA...
(fonte: http://www.terra.com.br/criancas/ciencias/vulcao_7.htm)O futuro da educação infantil de Vital Didonet
Se quisermos que as próximas gerações respeitem a natureza e cuidem do planeta Terra, é importante incluir agora no currículo da educação infantil o estudo da natureza e da interdependência entre o ser humano e o ambiente.
Assuntos sobre o Meio Ambiente é de interesse da criança pequena? O que e como se trabalhar na educação infantil para que elas se tornem atores de uma nova consciência e uma nova atitude frente à vida e ao meio ambiente?
Iniciemos pela pergunta sobre quando começar e por que tão cedo.
Os primeiros anos de vida são os mais favoráveis para desenvolver atitudes e valores que formam a base da personalidade. A estrutura de valores e as atitudes construídas na primeira infância traçam a rota mais firme e estável para a vida. Ela será usada como referência para decisões importantes que o homem e a mulher deverão tomar nas diferentes fases e circunstâncias de sua existência. Os primeiros valores determinam os comportamentos éticos e morais ao longo da vida. Quando alguém se vê diante de dificuldades e situações complexas, ou quando um novo desafio exige uma decisão difícil de tomar, é a tais valores que vai recorrer. Na infância, eles se inseriram como sulcos na personalidade e depois passam a guiar opções e resoluções, reações e comportamentos.
Portanto, se quisermos que as próximas gerações respeitem a natureza e cuidem do planeta Terra, é importante incluir agora no currículo da educação infantil o estudo da natureza e da interdependência entre o ser humano e o ambiente. As crianças são muito sensíveis à natureza e aos seus elementos - os animais, as plantas, as flores, os fenômenos do fogo, da água, da terra, do vento. Essa é a razão pela qual o contato lúdico com elementos da natureza sempre esteve presente na educação infantil.
Os primeiros anos de vida são os mais favoráveis para desenvolver atitudes e valores que formam a base da personalidade. A estrutura de valores e as atitudes construídas na primeira infância traçam a rota mais firme e estável para a vida. Ela será usada como referência para decisões importantes que o homem e a mulher deverão tomar nas diferentes fases e circunstâncias de sua existência. Os primeiros valores determinam os comportamentos éticos e morais ao longo da vida. Quando alguém se vê diante de dificuldades e situações complexas, ou quando um novo desafio exige uma decisão difícil de tomar, é a tais valores que vai recorrer. Na infância, eles se inseriram como sulcos na personalidade e depois passam a guiar opções e resoluções, reações e comportamentos.
Portanto, se quisermos que as próximas gerações respeitem a natureza e cuidem do planeta Terra, é importante incluir agora no currículo da educação infantil o estudo da natureza e da interdependência entre o ser humano e o ambiente. As crianças são muito sensíveis à natureza e aos seus elementos - os animais, as plantas, as flores, os fenômenos do fogo, da água, da terra, do vento. Essa é a razão pela qual o contato lúdico com elementos da natureza sempre esteve presente na educação infantil.
O currículo de educação infantil geralmente inclui duas áreas de trabalho relacionadas ao ambiente: conhecimento, por meio de experiências concretas, da natureza e dos problemas que a estão afetando e ressignificação de materiais por meio da transformação e da reutilização. A primeira linha de ação é relativamente recente e consiste em conhecer os espaços naturais. Passeios, exploração dos ambientes, cuidado de pequenos animais, cultivo de horta, pomar e jardim levam as crianças ao encontro da natureza e também às iniciativas contra a poluição do rio, o lixo nas ruas, à coleta seletiva na escola. A segunda - reciclagem e uso de "materiais de sucata" para fins didáticos - tem a mesma idade do jardim-de-infância e da pré-escola (material de sucata é entendido aqui como aquele que já cumpriu a sua primeira destinação e pode adquirir outra).
Cabe, então, uma nova pergunta: o que isso tem a ver com a educação das crianças e, mais, com o desenvolvimento sustentável? A resposta começa na afirmação da Carta da Terra de que a construção de uma sociedade sustentável "requer uma mudança na mente e no coração". O que muda a mente e o coração mais do que a educação? Se no ensino fundamental e médio a educação tem o poder de modificar o entendimento e a maneira de se pôr diante da vida, na educação infantil ela não precisa mudar a mente nem o coração, pois começa quando eles estão começando a se formar. Tarefa bem mais fácil, pois. A transformação, pela reciclagem ou pela atribuição de outra finalidade a elementos da natureza, de objetos do passado e produtos da indústria, tem significado filosófico, psicológico e pedagógico e um profundo sentido ético nas relações entre as pessoas e destas com toda a existência. Que significado é esse?
Estamos vivendo num círculo vicioso de produção-consumo-substituição-descarte. Esse fenômeno está criando o hábito da substituição e uma corrida pela novidade. Decorre disso uma crescente atitude de desprezo pelo velho, pelo antigo, pelo modelo ultrapassado. Quantas pessoas sentem-se incomodadas em ter um eletrodoméstico, um telefone celular, um computador, um televisor velho, um pen-drive ou i-pod com baixa capacidade de armazenagem frente ao último lançamento! Algumas crianças ficam envergonhadas se seus pais vão buscá-las na escola com um carro velho...
Mais séria, no entanto, é a conseqüência disso sobre as relações humanas: o amor é visto como uma emoção passageira, a amizade como um sentimento superficial, as relações humanas passam a ser encaradas pelo critério da utilidade. Dessa forma, as pessoas podem ser facilmente substituídas, postas em segundo plano, abandonadas como objetos descartáveis. Um pequeno desentendimento ou um conflito ocasional é suficiente para cortar os laços que unem marido e mulher, pais e filhos, namorados, amigos. As pessoas idosas são vistas como estorvo, postas em lar de velhinhos, nunca visitadas por familiares.
Ressignificar um objeto pela transformação do seu primeiro objetivo em outro - por exemplo, transformar uma garrafa de plástico em ônibus ou uma lâmpada queimada em um artístico invólucro de um barco em miniatura - pode contribuir para desenvolver dois valores:
Cabe, então, uma nova pergunta: o que isso tem a ver com a educação das crianças e, mais, com o desenvolvimento sustentável? A resposta começa na afirmação da Carta da Terra de que a construção de uma sociedade sustentável "requer uma mudança na mente e no coração". O que muda a mente e o coração mais do que a educação? Se no ensino fundamental e médio a educação tem o poder de modificar o entendimento e a maneira de se pôr diante da vida, na educação infantil ela não precisa mudar a mente nem o coração, pois começa quando eles estão começando a se formar. Tarefa bem mais fácil, pois. A transformação, pela reciclagem ou pela atribuição de outra finalidade a elementos da natureza, de objetos do passado e produtos da indústria, tem significado filosófico, psicológico e pedagógico e um profundo sentido ético nas relações entre as pessoas e destas com toda a existência. Que significado é esse?
Estamos vivendo num círculo vicioso de produção-consumo-substituição-descarte. Esse fenômeno está criando o hábito da substituição e uma corrida pela novidade. Decorre disso uma crescente atitude de desprezo pelo velho, pelo antigo, pelo modelo ultrapassado. Quantas pessoas sentem-se incomodadas em ter um eletrodoméstico, um telefone celular, um computador, um televisor velho, um pen-drive ou i-pod com baixa capacidade de armazenagem frente ao último lançamento! Algumas crianças ficam envergonhadas se seus pais vão buscá-las na escola com um carro velho...
Mais séria, no entanto, é a conseqüência disso sobre as relações humanas: o amor é visto como uma emoção passageira, a amizade como um sentimento superficial, as relações humanas passam a ser encaradas pelo critério da utilidade. Dessa forma, as pessoas podem ser facilmente substituídas, postas em segundo plano, abandonadas como objetos descartáveis. Um pequeno desentendimento ou um conflito ocasional é suficiente para cortar os laços que unem marido e mulher, pais e filhos, namorados, amigos. As pessoas idosas são vistas como estorvo, postas em lar de velhinhos, nunca visitadas por familiares.
Ressignificar um objeto pela transformação do seu primeiro objetivo em outro - por exemplo, transformar uma garrafa de plástico em ônibus ou uma lâmpada queimada em um artístico invólucro de um barco em miniatura - pode contribuir para desenvolver dois valores:
* A Terra e tudo o que a faz ser um planeta habitado pela vida não valem só porque são úteis e enquanto servem ao interesse imediato de bem-estar, da acumulação de riqueza ou desfrute do ser humano, mas têm um valor intrínseco, que é a existência mesma, e uma condição de permanência e desenvolvimento determinada pela natureza e pela cultura;
* As coisas têm uma existência multissignificante, ou seja, a noção de transutilidade aprofunda a visão humana sobre o significado do mundo e, consequentemente, da própria existência e das relações das pessoas entre si e com a natureza. Somos criadores de significados e portadores de muitos possíveis.
Em síntese, além da sua dimensão econômica e ecológica, a reciclagem, a preservação e a ressignificação portam valor psicológico, filosófico e pedagógico. Somos como pontos de uma teia de relações na qual todos são importantes e significativos. Pertencemos ao mundo; em vez de "donos", somos irmãos de tudo o que há no universo. São Francisco de Assis entendeu essa dimensão de fraternidade universal a ponto de chamar irmão sol, irmã lua... Esse comportamento leva também ao reencontro do valor das pessoas, de sua dignidade intrínseca, seu desejo de ser mais, seus sonhos de felicidade e amor. As pessoas não podem ser usadas nem descartadas, não valem pela utilidade ou produtividade econômica, nem perdem a dignidade e o respeito com a idade.
Os valores e as atitudes recomendados pela Carta da Terra − reverência à vida, firme compromisso de alcançar a sustentabilidade, intensificação da luta pela justiça e pela paz e alegre celebração da vida − constituem um belo e desafiador programa de educação ambiental na escola.
Fonte: Revista Pátio - Ano VI - Nº 18
Em síntese, além da sua dimensão econômica e ecológica, a reciclagem, a preservação e a ressignificação portam valor psicológico, filosófico e pedagógico. Somos como pontos de uma teia de relações na qual todos são importantes e significativos. Pertencemos ao mundo; em vez de "donos", somos irmãos de tudo o que há no universo. São Francisco de Assis entendeu essa dimensão de fraternidade universal a ponto de chamar irmão sol, irmã lua... Esse comportamento leva também ao reencontro do valor das pessoas, de sua dignidade intrínseca, seu desejo de ser mais, seus sonhos de felicidade e amor. As pessoas não podem ser usadas nem descartadas, não valem pela utilidade ou produtividade econômica, nem perdem a dignidade e o respeito com a idade.
Os valores e as atitudes recomendados pela Carta da Terra − reverência à vida, firme compromisso de alcançar a sustentabilidade, intensificação da luta pela justiça e pela paz e alegre celebração da vida − constituem um belo e desafiador programa de educação ambiental na escola.
Fonte: Revista Pátio - Ano VI - Nº 18
sábado, 9 de abril de 2011
Lenda das águas por Robson A. Santos.
Dizem que, quando a Terra nasceu, os céus choraram de alegria. Desse choro, surgiram os rios, os mares, os oceanos e os lagos. As águas corriam tranquilas para todos os lados, irrigando o solo e ajudando várias espécies de plantas a nascerem, até que os homens começaram a jogar tudo o que não queriam nas águas, pois pensavam que elas levariam o lixo para longe e o local ficaria sempre limpo.
Não demorou para que os rios e mares ficassem cheios de sujeira, o que deixou o Rei das Águas muito irritado. Ele resolveu, então, pedir ajuda ao Rei Sol para que todas as águas pudessem fazer uma viagem ao céu, abandonando a Terra. Só assim os homens aprenderiam a lição.
Então, o Sol apareceu forte por dias seguidos, e as águas começaram a subir aos céus em forma de vapor, formando muitas nuvens, até que os rios e os lagos ficaram vazios. Os homens acordaram e não escutaram o som das águas. Tentaram tomar banho, mas não havia água. As plantas começaram a murchar, os animais a morrer. Alguns homens ficaram doentes de tanta sede.
Foi aí que começaram a perceber que, no fundo dos rios secos, havia um monte de porcarias. Olharam para o que haviam feito e se desesperaram. O que fariam sem água? Cientistas se reuniram para pesquisar algo que substituísse a água, mas descobriram que nada poderia ser feito. Reuniram a população e deram a triste notícia de que sem água eles não sobreviveriam muito tempo. O desespero tomou conta de todos, que começaram a discutir, culpando uns aos outros. Enquanto os homens brigavam, uma criança caminhou no meio deles e se dirigiu para a beira do leito de um rio seco. Ali se ajoelhou e começou a conversar com a natureza: “Eu sei que nós não respeitamos você, mas nos perdoe, nos dê mais uma chance e tudo será diferente”.
Quando o Rei das Águas viu aquilo, sua raiva acabou. Ordenou que todas as águas voltassem a molhar o planeta, mas devagar para não haver dilúvio. Gotas de chuva começaram a cair dos céus e encher os rios, mares, lagos e oceanos. Os homens pararam de brigar e entenderam que as lágrimas de uma criança lavaram a culpa deles, e a partir daquele dia passaram a respeitar as águas e todos os seres vivos da Terra. Desde então, as águas começaram a ir em forma de vapor e a voltar em forma de chuva, lavando o planeta, em respeito à pureza daquela criança.
Confecção de um Terrário:
Materiais: 1 galão de plástico de 5 litros , arame, pedrinhas, terra adubada, mudas de plantas, bichinhos (minhocas, joaninhas, tatuzinhos, etc).
Como fazer:
1. Coloque as pedras no fundo do galão de plástico.
2. Cubra-as com uma camada de terra adubada (até a metade do galão).
3. Use o arame para deixar a terra aerada e plante as mudas.
4. Coloque os bichinhos, regue a terra e feche o galão com a tampa.
Atividade:
Observe com as crianças as gotinhas formadas pela evaporação da água e o desenvolvimento das plantas e dos bichinhos dentro do terrário. Converse com elas sobre o ciclo da água e a sua importância para os seres vivos.
Fonte: Revista Guia Prático para professores de Educação Infantil.
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