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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Como construir um vulcão.


Aprenda a fazer um vulcão
Ingredientes
Para fazer o vulcão você vai precisar:
- Massa de modelar ou argila;
- Um prato ou tábua para servir de base;
- Um copinho de plástico;
- Anilina ou corante vermelho;
- Detergente;
- Água;
- Vinagre;
- Bicarbonato de sódio ou fermento de bolo.
Coloque o copinho no meio da massa. Modele o vulcão.
Dentro do copo coloque uma colher de sopa de bicarbonato;
Misture em uma xícara de chá uma colher de chá de corante ou anilina, uma xícara de café de vinagre e meio copo d'água.
Despeje essa mistura dentro do copinho no centro do vulcão.
E ABRACADABRA...

Veja! Seu vulcão explodiu!!!
Dica:* Argila custa mais barato que massa de modelar...
(fonte: http://www.terra.com.br/criancas/ciencias/vulcao_7.htm)

O futuro da educação infantil de Vital Didonet


Se quisermos que as próximas gerações respeitem a natureza e cuidem do planeta Terra, é importante incluir agora no currículo da educação infantil o estudo da natureza e da interdependência entre o ser humano e o ambiente.
Assuntos sobre o Meio Ambiente é de interesse da criança pequena? O que e como se trabalhar na educação infantil para que elas se tornem atores de uma nova consciência e uma nova atitude frente à vida e ao meio ambiente?
Iniciemos pela pergunta sobre quando começar e por que tão cedo.
         Os primeiros anos de vida são os mais favoráveis para desenvolver atitudes e valores que formam a base da personalidade. A estrutura de valores e as atitudes construídas na primeira infância traçam a rota mais firme e estável para a vida. Ela será usada como referência para decisões importantes que o homem e a mulher deverão tomar nas diferentes fases e circunstâncias de sua existência. Os primeiros valores determinam os comportamentos éticos e morais ao longo da vida. Quando alguém se vê diante de dificuldades e situações complexas, ou quando um novo desafio exige uma decisão difícil de tomar, é a tais valores que vai recorrer. Na infância, eles se inseriram como sulcos na personalidade e depois passam a guiar opções e resoluções, reações e comportamentos.
         Portanto, se quisermos que as próximas gerações respeitem a natureza e cuidem do planeta Terra, é importante incluir agora no currículo da educação infantil o estudo da natureza e da interdependência entre o ser humano e o ambiente. As crianças são muito sensíveis à natureza e aos seus elementos - os animais, as plantas, as flores, os fenômenos do fogo, da água, da terra, do vento. Essa é a razão pela qual o contato lúdico com elementos da natureza sempre esteve presente na educação infantil.
O currículo de educação infantil geralmente inclui duas áreas de trabalho relacionadas ao ambiente: conhecimento, por meio de experiências concretas, da natureza e dos problemas que a estão afetando e ressignificação de materiais por meio da transformação e da reutilização. A primeira linha de ação é relativamente recente e consiste em conhecer os espaços naturais. Passeios, exploração dos ambientes, cuidado de pequenos animais, cultivo de horta, pomar e jardim levam as crianças ao encontro da natureza e também às iniciativas contra a poluição do rio, o lixo nas ruas, à coleta seletiva na escola. A segunda - reciclagem e uso de "materiais de sucata" para fins didáticos - tem a mesma idade do jardim-de-infância e da pré-escola (material de sucata é entendido aqui como aquele que já cumpriu a sua primeira destinação e pode adquirir outra).
         Cabe, então, uma nova pergunta: o que isso tem a ver com a educação das crianças e, mais, com o desenvolvimento sustentável? A resposta começa na afirmação da Carta da Terra de que a construção de uma sociedade sustentável "requer uma mudança na mente e no coração". O que muda a mente e o coração mais do que a educação? Se no ensino fundamental e médio a educação tem o poder de modificar o entendimento e a maneira de se pôr diante da vida, na educação infantil ela não precisa mudar a mente nem o coração, pois começa quando eles estão começando a se formar. Tarefa bem mais fácil, pois. A transformação, pela reciclagem ou pela atribuição de outra finalidade a elementos da natureza, de objetos do passado e produtos da indústria, tem significado filosófico, psicológico e pedagógico e um profundo sentido ético nas relações entre as pessoas e destas com toda a existência. Que significado é esse?
         Estamos vivendo num círculo vicioso de produção-consumo-substituição-descarte. Esse fenômeno está criando o hábito da substituição e uma corrida pela novidade. Decorre disso uma crescente atitude de desprezo pelo velho, pelo antigo, pelo modelo ultrapassado. Quantas pessoas sentem-se incomodadas em ter um eletrodoméstico, um telefone celular, um computador, um televisor velho, um pen-drive ou i-pod com baixa capacidade de armazenagem frente ao último lançamento! Algumas crianças ficam envergonhadas se seus pais vão buscá-las na escola com um carro velho...
         Mais séria, no entanto, é a conseqüência disso sobre as relações humanas: o amor é visto como uma emoção passageira, a amizade como um sentimento superficial, as relações humanas passam a ser encaradas pelo critério da utilidade. Dessa forma, as pessoas podem ser facilmente substituídas, postas em segundo plano, abandonadas como objetos descartáveis. Um pequeno desentendimento ou um conflito ocasional é suficiente para cortar os laços que unem marido e mulher, pais e filhos, namorados, amigos. As pessoas idosas são vistas como estorvo, postas em lar de velhinhos, nunca visitadas por familiares.
         Ressignificar um objeto pela transformação do seu primeiro objetivo em outro - por exemplo, transformar uma garrafa de plástico em ônibus ou uma lâmpada queimada em um artístico invólucro de um barco em miniatura - pode contribuir para desenvolver dois valores:
* A Terra e tudo o que a faz ser um planeta habitado pela vida não valem só porque são úteis e enquanto servem ao interesse imediato de bem-estar, da acumulação de riqueza ou desfrute do ser humano, mas têm um valor intrínseco, que é a existência mesma, e uma condição de permanência e desenvolvimento determinada pela natureza e pela cultura;
* As coisas têm uma existência multissignificante, ou seja, a noção de transutilidade aprofunda a visão humana sobre o significado do mundo e, consequentemente, da própria existência e das relações das pessoas entre si e com a natureza. Somos criadores de significados e portadores de muitos possíveis.
         Em síntese, além da sua dimensão econômica e ecológica, a reciclagem, a preservação e a ressignificação portam valor psicológico, filosófico e pedagógico. Somos como pontos de uma teia de relações na qual todos são importantes e significativos. Pertencemos ao mundo; em vez de "donos", somos irmãos de tudo o que há no universo. São Francisco de Assis entendeu essa dimensão de fraternidade universal a ponto de chamar irmão sol, irmã lua... Esse comportamento leva também ao reencontro do valor das pessoas, de sua dignidade intrínseca, seu desejo de ser mais, seus sonhos de felicidade e amor. As pessoas não podem ser usadas nem descartadas, não valem pela utilidade ou produtividade econômica, nem perdem a dignidade e o respeito com a idade.
         Os valores e as atitudes recomendados pela Carta da Terra − reverência à vida, firme com­pro­misso de alcançar a sustentabilidade, intensificação da luta pela justiça e pela paz e alegre celebração da vida − constituem um belo e desafiador programa de educação ambiental na escola.

Fonte: Revista Pátio - Ano VI - Nº 18

sábado, 9 de abril de 2011

Lenda das águas por Robson A. Santos.


     Dizem que, quando a Terra nasceu, os céus choraram de alegria. Desse choro, surgiram os rios, os mares, os oceanos e os lagos. As águas corriam tranquilas para todos os lados, irrigando o solo e ajudando várias espécies de plantas a nascerem, até que os homens começaram a jogar tudo o que não queriam nas águas, pois pensavam que elas levariam o lixo para longe e o local ficaria sempre limpo.
     Não demorou para que os rios e mares ficassem cheios de sujeira, o que deixou o Rei das Águas muito irritado. Ele resolveu, então, pedir ajuda ao Rei Sol para que todas as águas pudessem fazer uma viagem ao céu, abandonando a Terra. Só assim os homens aprenderiam a lição.
     Então, o Sol apareceu forte por dias seguidos, e as águas começaram a subir aos céus em forma de vapor, formando muitas nuvens, até que os rios e os lagos ficaram vazios. Os homens acordaram e não escutaram o som das águas. Tentaram tomar banho, mas não havia água. As plantas começaram a murchar, os animais a morrer. Alguns homens ficaram doentes de tanta sede.
     Foi aí que começaram a perceber que, no fundo dos rios secos, havia um monte de porcarias. Olharam para o que haviam feito e se desesperaram. O que fariam sem água? Cientistas se reuniram para pesquisar algo que substituísse a água, mas descobriram que nada poderia ser feito. Reuniram a população e deram a triste notícia de que sem água eles não sobreviveriam muito tempo. O desespero tomou conta de todos, que começaram a discutir, culpando uns aos outros. Enquanto os homens brigavam, uma criança caminhou no meio deles e se dirigiu para a beira do leito de um rio seco. Ali se ajoelhou e começou a conversar com a natureza: “Eu sei que nós não respeitamos você, mas nos perdoe, nos dê mais uma chance e tudo será diferente”.
     Quando o Rei das Águas viu aquilo, sua raiva acabou. Ordenou que todas as águas voltassem a molhar o planeta, mas devagar para não haver dilúvio. Gotas de chuva começaram a cair dos céus e encher os rios, mares, lagos e oceanos. Os homens pararam de brigar e entenderam que as lágrimas de uma criança lavaram a culpa deles, e a partir daquele dia passaram a respeitar as águas e todos os seres vivos da Terra. Desde então, as águas começaram a ir em forma de vapor e a voltar em forma de chuva, lavando o planeta, em respeito à pureza daquela criança.

Confecção de um Terrário:

Materiais: 1 galão de plástico de 5 litros, arame, pedrinhas, terra adubada, mudas de plantas, bichinhos (minhocas, joaninhas, tatuzinhos, etc).

Como fazer:

1.      Coloque as pedras no fundo do galão de plástico.
2.    Cubra-as com uma camada de terra adubada (até a metade do galão).
3.    Use o arame para deixar a terra aerada e plante as mudas.
4.    Coloque os bichinhos, regue a terra e feche o galão com a tampa.

Atividade:
     Observe com as crianças as gotinhas formadas pela evaporação da água e o desenvolvimento das plantas e dos bichinhos dentro do terrário. Converse com elas sobre o ciclo da água e a sua importância para os seres vivos.

Fonte: Revista Guia Prático para professores de Educação Infantil.

Proposta de interações e brincadeiras: Caça ao tesouro sensorial

Campos de experiências: * Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: * Classi...