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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Importância da chamada na educação infantil

Reflexões sobre a atividade permanente da chamada do livro: Ler e escrever na Educação Infantil: discutindo práticas pedagógicas.

 Na Educação Infantil são inúmeras as oportunidades significativas em que as crianças podem reconhecer letras, aprender os nomes de cada uma e tentar grafá-las. Tal conhecimento é importante, em primeiro lugar, porque desse modo a criança foca a atenção no princípio de que utilizamos as letras na escrita de palavras. Em segundo lugar, porque, para “conversar” sobre a escrita, para dialogar sobre como escrever uma palavra, a criança passa a poder lançar mão dessa metalinguagem. Ou seja, ao escrever seus nomes ou outras palavras de seu interesse, pode interagir com os colegas e professora sobre que letra usar. Por fim, as atividades com as letras familiarizam a criança com o seu traçado, permitindo que possa escrever ao seu modo usando os símbolos convencionais. P. 28 

O mural da chamada é mais uma alternativa em que, por meio da comparação da escrita do nome das crianças, podem ser criadas várias oportunidades de aprender o nome das letras. Assim, é possível perguntar quais nomes começam com a mesma letra, qual é aquele que tem mais ou menos letras, qual o nome que difere do outro apenas por uma letra, entre outras possibilidades. A atividade diária com o mural de chamada também permite que as crianças reconheçam globalmente o seu nome, o nome dos colegas, fazendo com que tais palavras se tornem “estáveis”. Ou seja, mesmo sem estar alfabetizada, a criança pode ir construindo um repertório de palavras que sabe escrever de cor. Tal conhecimento, sem dúvida, também pode ajudá-la nas suas tentativas de escrita e leitura de novas palavras. P. 29 

As letras do alfabeto permitem que, com base nelas e nos sons que representam, possamos escrever infinitas palavras e textos. Os diferentes textos com os quais convivemos são escritos com diferentes tipos de letra. Essa é uma aprendizagem que as crianças precisam realizar, e que muito cedo elas começam a perceber, com base nas experiências que vivenciam com os variados textos que circulam na sociedade. P. 110 

Em várias escolas de Educação Infantil, percebemos a opção em trabalhar, tanto na leitura como na escrita, com palavras escritas com letras de imprensa maiúscula. São várias as justificativas para essa opção: essas letras estão muito presentes no cotidiano das crianças, em vários textos e suportes textuais (outdoors, capas de livros, placas, rótulos de embalagens, etc.); são letras mais facilmente identificadas pelas crianças nas palavras, já que é claro onde a letra começa e termina, o que não ocorre com a letra cursiva; são letras com um traçado mais simples e, portanto, mais fáceis de serem reproduzidas, não sendo, inclusive, necessário um treino sobre sua movimentação. P. 111 

Fazer a opção pelo trabalho com a letra de imprensa maiúscula na Educação Infantil não significa, no entanto, que os outros tipos de letras não possam estar presentes na sala, pois espera-se que textos escritos com diferentes letras sejam lidos/vistos nesse contexto. P. 112 

No trabalho com os diferentes tipos de letras na Educação Infantil, precisamos considerar, portanto, dois aspectos: os usos efetivos dessas letras nos diferentes textos que circulam na sociedade, o que está vinculado à dimensão do letramento e dos usos sociais da linguagem; e o desenvolvimento cognitivo das crianças em relação à apropriação da escrita alfabética. Em relação ao primeiro aspecto, a diversidade de formas de se grafar as letras pode ser trabalhada na escola por meio da leitura e escrita de diferentes textos, em diferentes suportes. No que se refere ao desenvolvimento cognitivo dos alunos e à capacidade de identificarem e grafarem as letras em suas diferentes formas, precisamos considerar, como apontado por Quinteiros (1997), que a percepção da estabilidade das letras não é facilmente compreendida pelas crianças. [...] Ao serem apresentadas a diferentes formas de se traçar uma letra, crianças que não compreenderam ainda a natureza alfabética do nosso sistema podem achar que as mesmas letras apresentadas no formato maiúsculo e minúsculo correspondem a letras diferentes, como abordado por Quinteiros (1997). P. 112 

Fonte: Ler e Escrever na Educação Infantil: discutindo práticas pedagógicas. Ana Carolina Perrusi Brandão e Ester Calland de Sousa Rosa (Orgs.). Coleção: Língua Portuguesa na Escola. Editora: Autêntica, 2. Ed. Belo Horizonte, 2011.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sequência Didática: Eu, nós e todo mundo na escola

Introdução
        A construção da identidade se dá por meio das interações da criança com o seu meio social. A escola de Educação Infantil é um universo social diferente do da família, favorecendo novas interações, ampliando desta maneira seus conhecimentos a respeito de si e dos outros. A auto-imagem também é construída a partir das relações estabelecidas nos grupos em que a criança convive. Um ambiente farto em interações, que acolha as particularidades de cada indivíduo, promova o reconhecimento das diversidades, aceitando-as e respeitando-as, ao mesmo tempo que contribui para a construção da unidade coletiva, favorece a estruturação da identidade, bem como de uma auto imagem positiva.

        Tendo em vista estes propósitos, a utilização de fotos pode ser amplamente aproveitada pelo professor de educação infantil. Este recurso visual promove situações de interação, reconhecimento e construção da auto-imagem, favorece as trocas e a percepção do outro e, das igualdades e diferenças, e consequentemente, de si.

Objetivos:
- Interagir e relacionar-se por meio de fotos.
- Perceber-se a si e ao outro, as igualdades e diferenças, mediante as interações estabelecidas.
-Sentir-se valorizado e reconhecido enquanto indivíduo.
-Enxergar-se a si próprio como parte de um grupo, de uma unidade complexa.

Tempo estimado: Um a dois meses.
        Esta sequência didática foi traçada considerando as necessidades das crianças de se reconhecerem no grupo no início do ano letivo. Desta forma, foram pensadas atividades numa sequência, que pode ser alterada conforme as necessidades e interesses de cada grupo. Depois desta sequência inicial é interessante que algumas atividades ocorram diariamente no decorrer do ano, como a elaboração da rotina e a elaboração do quadro de presença.

Material necessário:
- Fotos das crianças sozinhas, com seus familiares, com seu brinquedo preferido, e outras, realizando atividades que gosta sozinhas e junto de seus colegas.
- Caixinhas de sapato infantil para servir de caixinhas surpresa. Podem ser pintadas ou forradas.
- Papel craft para fazer cartazes de pregas.
- Papel cartão colorido e cola para confeccionar os cartazes com janelinhas.
- Fita adesiva.
Desenvolvimento das atividades:

Sequência 1: eu, eu e eu
1. Numa roda, distribuir caixinhas surpresa para as crianças com suas respectivas fotos dentro, de forma que abram e encontrem a sua imagem.
2. Distribuir as fotos e ajudar as crianças a colá-las sobre os cabides, onde ficam penduradas suas sacolas. Deixar as fotos sempre no mesmo lugar para que as crianças saibam o lugar destinado a ela para guardar seus pertences. (Pode-se também fazer um mural de bolsos e, com ajuda das crianças, colar suas fotos, uma em cada bolso).
3. Fazer um cartaz de pregas representando a escola e outro representando a casa. Disponibilizar as fotos das crianças numa caixa que fique disponível a elas no início do dia. Deixe que olhem as fotos, encontrem as suas próprias e ensine-as a colocar no cartaz referente à escola.
4. Numa roda, sortear uma foto por vez para que o grupo identifique quem é. Incentivar as crianças a nomear e a relacionar foto e colega. Também podem cantar alguma canção simples, que diga os nomes das crianças neste momento, como Bom dia Mariana, como vai? Bom dia Mariana, como vai? Bom dia, Mariana, bom dia Mariana, bom dia, Mariana, como vai? Cada um leva a sua foto ao cartaz da escola.
5. Espalhar fotos pelo espaço e brincar com as crianças de encontrar. Pode cantar uma canção simples como: Cadê o Léo, cadê o Léo, o Léo onde é que está? Cada um leva a sua foto ao cartaz da escola.
6. Fazer um cartaz com cópias repetidas e misturadas das fotos de todas as crianças. Brincar com as crianças de cada uma encontrar as suas próprias fotos entre as demais.

Sequência 2: eu, tu, eles

1. Preparar um pequeno cartaz com janelinhas que abrem e fecham, uma sobre a outra, para cada criança (uma coluna, com espaço para quatro ou cinco fotos). Na janelinha de cima, colocar a foto da criança e fechar, de forma que a foto fique escondida. Sugerir às crianças que abram as janelinhas e encontrem qual é o seu cartaz.
2. Nas caixinhas surpresas colocar as fotos das crianças com seus familiares. Distribuí-las entre as crianças aleatoriamente. Deixar que abram e sugerir que descubram de quem é a foto que encontraram. Cada um entrega a foto que encontrou para o seu dono. O dono da foto cola-a, com ajuda do professor, no seu cartaz de janelinhas.
3. Em roda, cada criança mostra a foto do seu brinquedo preferido para o grupo e, com ajuda do professor, conta o que é e como brinca com ele. Depois, colam na janelinha seguinte de seu cartaz.
4. Repetir a atividade acima quantas vezes quiser, acrescentando fotos de outras coisas significativas do universo familiar de cada criança (foto do quarto, do animal de estimação etc.)

Sequência 3: nós e todo mundo
1. Com os cartazes, montar um biombo para sala, ou um grande mural, ao qual as crianças terão acesso livre para verificar as fotos de suas janelinhas e as de seus colegas.
2. Tirar fotos das crianças na escola, em suas atividades cotidianas, em pequenos ou em grandes grupos. Montar um móbile na altura das crianças para enfeitar um canto da sala.
3. Entre algumas fotos tiradas na escola, selecionar as mais ilustrativas das atividades que acontecem diariamente para confeccionar um quadro de rotina do grupo.
4. Todos os dias montar a rotina, sequenciando as atividades representadas pelas fotos, com ajuda das crianças.
Quer saber mais?
Bibliografia
As cem linguagens da criança, Carolyn Edwards, ARTMED
Aprender e ensinar na Educação Infantil, Eulália Bassedas, ARTMED
Referencial Nacional para a Educação Infantil, MEC, 1998.
Orientações Curriculares: Expectativas de Aprendizagem e Orientações Didáticas para a Educação Infantil, PMSP - SME/ DOT, 2007.
Fonte: Revista Nova Escola - Ana Lúcia Antunes Bresciane -Psicóloga, Formadora de professores e Coordenadora Pedagógica da Escola Recreio, em SP.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Atividades para se realizar a chamada...



  • A professora chama mostrando o crachá e falando o nome da criança.
  • Colocar os nomes no meio do círculo para que cada criança identifique e pegue o seu, sendo que irá pegar o crachá uma criança de cada vez.
  • Jogo da memória: colocar no meio do círculo para que todos observem, virá-los para baixo, uma criança por vez virará um nome se for o seu colocará no cartaz, se não, dará a vez para outro amigo até que todos coloquem seus nomes.
  • Distribuir os crachás aleatoriamente, cada criança deverá descobrir de quem é o nome que tem na mão e entregar para o amigo com um comprimento previamente estabelecido (beijo, abraço, aperto de mão).
  • Brincando de roda: fazer uma roda com as crianças e deixar os crachás expostos no meio, cantando a música: “Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar eu tirava a....... lá do fundo do mar”, ao ouvir seu nome a criança sai da roda e pega seu crachá, coloca no cartaz e senta.
  • Ovo choco: formar um círculo, o ajudante começa pegando um crachá e cantando “tenho um nome”, o grupo responde: “de quem é?” ele coloca o nome atrás da criança correspondente que deverá tentar pegá-lo e será o próximo a colocar o nome atrás de um amigo.
  • O ajudante faz a chamada (mostrando ou lendo os nomes).
  • Chamada do silêncio: a professora apenas mostra o crachá e o dono deve pegá-lo e colocar no cartaz, sem dizer nada.
  • Esconder os nomes para que cada criança encontre o seu, se encontrar o de um amigo deve deixá-lo no lugar, se alguém não encontrar pode-se dar pistas.
  • A professora fala os nomes das crianças sem emitir som apenas articulando as palavras com a boca para que as crianças tentem descobrir fazendo leitura labial.
  • Nome oculto: a professora apresenta o crachá coberto por um envelope e vai mostrando as letras uma a uma para que as crianças através de reflexões e perguntas da professora tentem descobrir de quem é o nome (após conhecerem bem o nome de todos).
  • A professora sorteia uma letra do alfabeto, a criança cujo nome começar com aquela letra o pega e coloca no cartaz.
  • Caixa surpresa: a criança retira um crachá se for o seu coloca no cartaz se não o devolve e passa a caixa ou então pode entregar para o colega ou se pegar o nome de um colega entrega para ele.
  • Com parlendas de escolha, ex: O.................. comeu pão na casa do João, a criança citada pega o seu crachá e coloca no cartaz.
  • Pulando amarelinha: os nomes devem ser colocados no céu.
  • Corrida: os nomes devem ser deixados a certa distância, cada duas crianças devem sair de um local determinado, pegar o nome e colocar no crachá.
  • Elefante colorido: uma criança ou professora diz o nome de uma cor, quem tiver algo da cor, pega o nome e coloca no crachá.
  • Dança da cadeira: realiza-se a brincadeira normalmente, mas cada um que fica sem cadeira, sai e coloca o seu crachá no cartaz.

Proposta de interações e brincadeiras: Caça ao tesouro sensorial

Campos de experiências: * Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: * Classi...