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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Presença da música na educação infantil: ideias e práticas correntes

       A música no contexto da educação infantil vem, ao longo de sua história, atendendo a vários objetivos, alguns dos quais alheios às questões próprias dessa linguagem. Tem sido, em muitos casos, suporte para atender a vários propósitos, como a formação de hábitos, atitudes e comportamentos: lavar as mãos antes do lanche, escovar os dentes, respeitar o farol etc.; a realização de comemorações relativas ao calendário de eventos do ano letivo simbolizados no dia da árvore, dia do soldado, dia das mães etc.; a memorização de conteúdos relativos a números, letras do alfabeto, cores etc., traduzidos em canções. Constata-se uma defasagem entre o trabalho realizado na área de Música e nas demais áreas do conhecimento, evidenciada pela realização de atividades de reprodução e imitação em detrimento de atividades voltadas à criação e à elaboração musical.
      A música está presente em diversas situações da vida humana. Nesses contextos, as crianças entram em contato com a cultura musical desde muito cedo e assim começam a aprender suas tradições musicais. Compreende-se a música como linguagem e forma de conhecimento. Exemplos: “Eu com as quatro”, “No velho Oeste”, “Fui à China” etc. A linguagem musical é excelente meio para o desenvolvimento da expressão, do equilíbrio, da auto-estima e autoconhecimento, além de poderoso meio de integração social.
 

A CRIANÇA E A MÚSICA
 
      O ambiente sonoro, assim como a presença da música em diferentes e variadas situações do cotidiano fazem com que os bebês e crianças iniciem seu processo de musicalização de forma intuitiva. Do primeiro ao terceiro ano de vida, os bebês ampliam os modos de expressão musical pelas conquistas vocais e corporais. A expressão musical das crianças nessa fase é caracterizada pela ênfase nos aspectos intuitivo e afetivo e pela exploração (sensório-motora) dos materiais sonoros. As crianças integram a música às demais brincadeiras e jogos: cantam enquanto brincam, acompanham com sons os movimentos de seus carrinhos, dançam e dramatizam situações sonoras diversas, conferindo “personalidade” e significados simbólicos aos objetos sonoros ou instrumentos musicais e à sua produção musical.
      Os conteúdos podem ser tratados em contextos que incluem a reflexão sobre aspectos referentes aos elementos da linguagem musical. A presença do silêncio como elemento complementar ao som é essencial à organização musical. Ouvir e classificar os sons quanto à altura, valendo-se das vozes dos animais, dos objetos e máquinas, dos instrumentos musicais, comparando, estabelecendo relações e, principalmente, lidando com essas informações em contextos de realizações musicais pode acrescentar, enriquecer e transformar a experiência musical das crianças.
      A simples discriminação auditiva de sons graves ou agudos, curtos ou longos, fracos ou fortes, em situações descontextualizadas do ponto de vista musical, pouco acrescenta à experiência das crianças.
      Em princípio, todos os instrumentos musicais podem ser utilizados no trabalho com a criança pequena, procurando valorizar aqueles presentes nas diferentes regiões, assim como aqueles construídos pelas crianças. Deve-se promover o crescimento e a transformação do trabalho a partir do que as crianças podem realizar com os instrumentos.
      Os jogos de improvisação podem, também, ser realizados com materiais variados, como os instrumentos confeccionados pelas crianças, os materiais disponíveis que produzem sons, os sons do corpo, a voz etc. O professor poderá aproveitar situações de interesse do grupo, transformando-as em improvisações musicais. Poderá, por exemplo, explorar os timbres de elementos ligados a um projeto sobre o fundo do mar (a água do mar em seus diferentes momentos, os diversos peixes, as baleias, os tubarões, as tartarugas etc.), lidando com a questão da organização do material sonoro no tempo e no espaço e permitindo que as crianças se aproximem do conceito da forma (a estrutura que resulta do modo de organizar os materiais sonoros).
      Deverão ser propostos, também, jogos de improvisação que estimulem a memória auditiva e musical, assim como a percepção da direção do som no espaço. O professor deve observar o que e como cantam as crianças, tentando aproximar-se, ao máximo, de sua intenção musical. Neste caso, após a fase de definição dos materiais, a interpretação do trabalho poderá guiar-se pelas imagens do livro, que funcionará como uma partitura musical. Os contos de fadas, a produção literária infantil, assim como as criações do grupo são ótimos materiais para o desenvolvimento dessa atividade que poderá utilizar-se de sons vocais, corporais, produzidos por objetos do ambiente, brinquedos sonoros e instrumentos musicais.
 
A criança e a música – 0 a 3 anos
 
      Os bebês ampliam os modos de expressão musical pelas conquistas vocais e corporais. Podem articular e entoar um maior número de sons, inclusive os da língua materna, reproduzindo letras simples, refrões, onomatopéias etc. explorando gestos sonoros, como bater palmas, pernas, pés, especialmente depois de conquistada a marcha, a capacidade de correr, pular e movimentar-se acompanhando com a música.
      A expressão musical das crianças nessa fase é caracterizada pela ênfase nos aspectos intuitivo e afetivo e pela exploração (sensório-motora) dos materiais sonoros. As crianças integram a música as demais brincadeiras e jogos: cantam enquanto brincam, acompanham com sons os movimentos de seus carrinhos, dançam e dramatizam as situações sonoras diversas conferindo “personalidade”e significados simbólicos aos objetos sonoros ou instrumentos musicais e a sua produção musical.
 
Objetivos:
 
      O trabalho com a Música deve se organizar de forma a que as crianças desenvolvam as
seguintes capacidades:
* Ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e produções musicais;
* Brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir canções musicais.
 
O fazer musical:
* Exploração, expressão e produção do silêncio e de sons com a voz, o entorno e materiais sonoros diversos.
* Interpretação de música e canções diversas.
* Participação em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos.
 
Orientações Didáticas:
 
      No primeiro ano de vida, a prática musical poderá ocorrer por meio de atividades lúdicas. O professor estará contribuindo para o desenvolvimento da percepção e atenção dos bebês quando canta para eles; produz sons vocais diversos por meio da imitação de vozes de animais, ruídos etc. ou sons corporais, como palmas batidas nas pernas, pés, etc., embala-os e dança com eles. As canções de ninar tradicionais, os brinquedos cantados e rítmicos, as rodas e cirandas, os jogos com movimentos, as brincadeiras com palmas e gestos sonoros corporais.
 
Resumindo
 
      Os primeiros anos de aprendizagem são propícios para que a criança comece a entender o que é a linguagem musical, aprenda a ouvir sons e a reconhecer diferenças entre eles. “Todo o trabalho a ser desenvolvido na educação infantil deve buscar a brincadeira musical, aproveitando que existe uma identificação natural da criança com a música. A atividade deve estar muito ligada à descoberta e à criatividade”. (Teca Alencar de Brito, diretora da Escola Oficina de Música e colaboradora do MEC na elaboração dos Referenciais Curriculares de Iniciação Musical) Brincando, as crianças estarão exercitando as habilidades que serão exigidas durante os anos seguintes.
 
Apreciação musical:
 
* Com histórias, fantoches, dramatizações, cativar a criança para que comece a frequentar a aula de música perdendo o medo do novo.
* Usar o carnaval para desenvolver o tema e participar de um baile carnavalesco.
* Introduzir um instrumento musical do carnaval, como o tambor, por exemplo.
* Utilização da flauta para audições instrumentais.
* Socializar através da música.
* Contato inicial com instrumentos de percussão, utilizando-os também como objetos sonoros para emitir respostas musicais, a partir de estímulos dados pelo professor.
* Exploração de alguns instrumentos de pequena percussão como, guizos, chocalhos, caxixis, castanholas, tambores, livremente e mais tarde orientados pelo professor.
* Escutar músicas.
* Intervenções feitas com os instrumentos nas músicas já escutadas anteriormente.
* Introduzir instrumentos nas canções (clavas, tambor, etc.)
 
Desenvolver a coordenação motora:
* Exploração do corpo.
* Percepção das partes do corpo separadamente.
* Vivenciar os movimentos corporais através da música.
*  Exploração do movimento corporal.
 
Desenvolver a memória musical:
* Linguagem oral e vocabulário.
* Cantar canções curtas e de fácil memorização com temas sobre o corpo, como: bater palmas, bater pés, gestos com os dedos, tornozelos, etc.
* Desenvolver a percepção auditiva.
* Capacidade de se concentrar.
* Capacidade de imitar.
* Escutar várias gravações das músicas cantadas.
Exploração da música e da cultura popular:
* Divulgar nossa cultura, conhecer canções e brincadeiras populares.
* Folclore.
* Brincos.
* Cantigas de ninar.
 
Diferenciação de sons:
* Sons: agudos e graves.
* Perceber os sons grossos e finos.
 
Crianças de quatro a seis anos
 
      Escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção musical brasileira e de outros povos e países.
 
Orientações didáticas
 
      Nessa faixa etária, o trabalho com a audição poderá ser mais detalhado, acompanhando a ampliação da capacidade de atenção e concentração das crianças. As canções infantis veiculadas pela mídia, produzidas pela indústria cultural, pouco enriquecem o conhecimento das crianças.
      As crianças podem perceber, sentir e ouvir, deixando-se guiar pela sensibilidade, pela imaginação e pela sensação que a música lhes sugere e comunica. A produção musical de cada região do país é muito rica, de modo que se pode encontrar vasto material para o desenvolvimento do trabalho com as crianças. O contato das crianças com produções musicais diversas deve, também, prepará-las para compreender a linguagem musical como forma de expressão individual e coletiva e como maneira de interpretar o mundo.
 
Resumindo
 
      O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil do MEC recomenda a Iniciação Musical na pré-escola e dá ênfase à escolha do repertório, uma das chances que o professor tem de ampliar a visão (e a audição) de mundo do aluno. A música deve ser de boa qualidade, variando desde MPB, músicas folclóricas, cantigas de roda, regionais, até eruditas. Trabalhar com música na educação infantil melhora a sensibilidade, o raciocínio lógico e a expressão corporal. A música é a linguagem que organiza som e silêncio. A criança vai tomar consciência da linguagem musical se conseguir ouvir e diferenciar sons, ritmos e alturas, saber que um som pode ser grave ou agudo, curto ou longo, forte ou suave.
 
Apreciação musical:
* Instrumentar as músicas e as atividades realizadas no período.
* Os instrumentos musicais que: Mais gostam e que menos gostam.
* Sua utilidade.
* Como e porque construir um instrumento musical.
* O aproveitamento de sucata para isso e sua importância ecológica nesse fazer.
* Perceber e descobrir a importância dos instrumentos musicais para a música.
* Desenvolver o respeito pela natureza através da música.
* Propiciar ambiente e material para criação de alguns instrumentos musicais de fácil execução.
* Favorecer o trabalho em grupo.
* Montar arranjos musicais com os instrumentos construídos.
 
Desenvolver a coordenação motora:
* Usar todas as aulas do período para desenvolver atividades que proponham movimentar o corpo sob vários ritmos e canções.
* Desenvolver a coordenação motora fina.
* Poder se expressar espontaneamente combinando movimento e música.
* Improvisar movimentos/maior desenvoltura na ação para: Desinibir, Socializar.
* Poder se expressar espontaneamente combinando movimento e música.
* Produzir sons com as partes do corpo separadamente, organizando-as numa percussão corporal.
* Descobrir, experimentar, reconhecer e inventar sons com o corpo.
* Movimentos rítmicos.
* Facilitar a ampliação dos movimentos conhecidos.
* Ampliar o respeito pelo outro.
* Introduzir a reflexão musical (analisando, criticando, discutindo em grupo as danças e coreografias montadas).
 
Desenvolver a memória musical:
* Desenvolver a expressão verbal (versos na roda).
* Escutar a si e ao outro.
* Respeitar o outro quando escolhido.
* Respeitar a sequência da brincadeira.
* Desenvolver o pensamento lógico.
* Desenvolver concentração.
* Desenvolver atenção.
 
Exploração da música e da cultura popular:
* As comemorações servem de apoio para o desenvolvimento musical.
* Coletar músicas carnavalescas com as crianças: O que é carnaval? De onde vêm as fantasias, as máscaras, ampliar a marcação do ritmo e pulso, trabalhar pulso da marchinha carnavalesca, relembrar os instrumentos do carnaval introduzindo outros novos, exemplo: a-gô-gô, Baile carnavalesco.
* Resgatar histórias, cantigas, canções e brincadeiras que foram ensinadas por nossas mães, avós, babás e que estão esquecidas.
* Brincadeiras de roda.
* Conversar sobre o folclore e a cultura popular brasileira.
* Escolher um outro país para cantar canções folclóricas de lá.
* Incentivar e desenvolver as brincadeiras de roda usando cantigas folclóricas.
* Pesquisar sobre a origem dos instrumentos.
 
Diferenciação de sons:
* Progredir no controle da voz ampliando sua expressão verbal.
* Conhecimento das qualidades do som, altura do som agudo e grave
* Perceber timbres, representando os movimentos, agrupando e organizando.
* Perceber a diferença entre agudos e graves, desenvolver a linguagem oral através da música.
* Atividades que incentivem as crianças a imitar ruídos (telefone, pingo d’água, unha de gato riscando e arranhando).
* Explorar o som da própria voz (gritando, chorando, sussurrando, murmurando).
* Formar grupos dos sons.
* Introduzir o silêncio.
* Trabalhar o timbre.
 
ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O PROFESSOR
 
      Para as crianças nesta faixa etária, os conteúdos relacionados ao fazer musical deverão ser trabalhados em situações lúdicas, fazendo parte do contexto global das atividades. A escuta é uma das ações fundamentais para a construção do conhecimento referente à música. O professor deve procurar ouvir o que dizem e cantam as crianças, a “paisagem sonora” de seu meio ambiente e a diversidade musical existente: o que é transmitido por rádio e TV, as músicas de propaganda, as trilhas sonoras dos filmes, a música do folclore, a música erudita, a música popular, a música de outros povos e culturas. As marcas e lembranças da infância, os jogos, brinquedos e canções significativas da vida do professor, assim como o repertório musical das famílias, vizinhos e amigos das crianças, podem integrar o trabalho com música. É importante desenvolver nas crianças atitudes de respeito e cuidado com os materiais musicais, de valorização da voz humana e do corpo como materiais expressivos.
 
Organização do tempo
 
      Cantar e ouvir músicas podem ocorrer com frequência e de forma permanente nas instituições. Podem ser, também, realizados projetos que integrem vários conhecimentos ligados à produção musical. A construção de instrumentos, por exemplo, pode se constituir em um projeto por meio do qual as crianças poderão: explorar materiais adequados à confecção; desenvolver recursos técnicos para a confecção do instrumento; informar-se sobre a origem e história do instrumento musical em questão; vivenciar e entender questões relativas a acústica e produção do som; fazer música, por meio da improvisação ou composição, no momento em que os instrumentos criados estiverem prontos.
 
Jogos e brincadeiras
 
      A música, na educação infantil mantém forte ligação com o brincar. Em todas as culturas as crianças brincam com a música. Os jogos e brinquedos musicais da cultura infantil incluem os acalantos (cantigas de ninar); as parlendas (os brincos, as mnemônicas e as parlendas propriamente ditas); as rondas (canções de roda); as adivinhas; os contos; os romances etc. Os acalantos e os chamados brincos são as formas de brincar musical característicos da primeira fase da vida da criança.
      Os jogos sonoro-musicais possibilitam a vivência de questões relacionadas ao som (e suas características), ao silêncio e à música. Jogos de escuta dos sons do ambiente, de brinquedos, de objetos ou instrumentos musicais; jogos de imitação de sons vocais, gestos e sons corporais; jogos de adivinhação nos quais é necessário reconhecer um trecho de canção, de música conhecida, de timbres de instrumentos etc.; jogos de direção sonora para percepção da direção de uma fonte sonora; e jogos de memória, de improvisação etc. são algumas sugestões que garantem às crianças os benefícios e alegrias que a atividade lúdica proporciona e que, ao mesmo tempo, desenvolvem habilidades, atitudes e conceitos referentes à linguagem musical.
 
Organização do espaço
 
      O espaço no qual ocorrerão as atividades de música deve ser dotado de mobiliário que possa ser disposto e reorganizado em função das atividades a serem desenvolvidas.
 
As fontes sonoras
 
      O trabalho com a música deve reunir toda e qualquer fonte sonora: brinquedos, objetos do cotidiano e instrumentos musicais de boa qualidade. Pode-se confeccionar diversos materiais sonoros com as crianças, bem como introduzir brinquedos sonoros populares, instrumentos étnicos etc.
      O trabalho musical a ser desenvolvido nas instituições de educação infantil pode ampliar meios e recursos pela inclusão de materiais simples aproveitados do dia-a-dia ou presentes na cultura da criança. Os brinquedos sonoros e os instrumentos de efeito sonoro são materiais bastante adequados ao trabalho com bebês e crianças pequenas. Os vários tipos, como bongôs, surdos, caixas, pandeiros, tamborins etc., estão muito presentes na música brasileira. Ao experimentar tocar instrumentos como violão, cavaquinho, violino etc., as crianças poderão explorar o aspecto motor, experimentando diferentes gestos e observando os sons resultantes. É aconselhável que se possa contar com um aparelho de som para ouvir música e, também, para gravar e reproduzir a produção musical das crianças.
      Diferentes tipos de sons (curtos, longos, em movimento, repetidos, muito fortes, muito suaves, graves, agudos etc.) podem ser traduzidos corporalmente.
 
Sequência de exercícios de 4 a 6 anos
 
      Mostram que o som pode ser grave ou agudo, forte ou fraco, rápido ou lento. E dá o primeiro passo rumo à escrita musical.
      Quando se pede para a criança de quatro a seis anos desmontar as teclas do xilofone e remontá-las por ordem de tamanho, ela descobrirá que peças de tamanhos diferentes emitem sons variados.
      Provavelmente a diferença entre eles será tratada como o som “grosso” e o som “fino”. Explique a ela que o “grosso” chama-se grave e o “fino”, agudo.
      Preencha três latas de refrigerante iguais, uma com pedras, outra com feijão e outra com arroz. Peça para seus alunos identificarem qual som é mais grave, qual é mais agudo e qual fica na faixa média. Aqui há uma evolução na aprendizagem iniciada com a seriação das notas no xilofone, pois, apesar das latas terem a mesma forma e tamanho, emitem sons diferentes. Peça para a turma colocar a lata com o som mais grave debaixo da mesa, a com o som médio sobre a mesa e a que for mais aguda em cima da cadeira. Em seguida, usando bolinhas de fita crepe, associe cada linha na lousa ao som de uma lata, colocando o som mais grave na linha de baixo, o médio na linha do meio e o agudo na linha alta. Desta forma, eles estarão dando o primeiro passo para entender o que é registro sonoro: a passagem do som para sua forma escrita.
      Use as latinhas para trabalhar outros conceitos importantes na música. Sacudindo uma delas de maneira forte ou fraca, você mostra a diferença de intensidade do som; agitando rápida ou vagarosamente, trabalha-se a noção do andamento. Crianças nesta idade costumam confundir os dois conceitos e uma pulsação rápida tende a ser compreendida como forte. Mostre a eles como um som pode ser fraco (na intensidade) e rápido (no andamento) ou forte e lento. Latinhas na mão, será a vez deles testarem.
 
Observação, registro e avaliação formativa
 
      A avaliação na área de música deve ser contínua, levando em consideração os processos vivenciados pelas crianças, resultado de um trabalho intencional do professor. Deve basear-se na observação cuidadosa do professor. Por meio da voz, do corpo, de instrumentos musicais e objetos sonoros deverão interpretar, improvisar e compor, interessadas, também, pela escuta de diferentes gêneros e estilos musicais e pela confecção de materiais sonoros.
      Uma maneira interessante de propiciar a auto-avaliação das crianças nessa faixa etária é o uso da gravação de suas produções. Ouvindo, as crianças podem perceber detalhes: se cantaram gritando ou não; se o volume dos instrumentos ou objetos sonoros estava adequado; se a história sonorizada ficou interessante; se os sons utilizados aproximaram-se do real etc.
 
Sugestões de obras musicais e discografia
A ARCA DE NOÉ. Discos Marcus Pereira, 1978.
ACERVO FUNARTE, MÚSICA BRASILEIRA. Antonio José Madureira, Selo Eldorado, 1987.
BAILE DO MENINO DEUS. Cantos dos índios Bororo.
CANÇÕES DE BRINCAR. 
CANTO DO POVO DAQUI. Teca-Oficina de Música, SP, 1996.
CARRANCAS. Canções. TV Cultura/SESI, Velas, 1995.
COLEÇÃO MÚSICA POPULAR DO NORTE.
COLEÇÃO MÚSICA POPULAR DO NORDESTE.
COLEÇÃO MÚSICA POPULAR DO CENTRO-OESTE. 
COLEÇÃO MÚSICA POPULAR DO SUDESTE. 
COLEÇÃO MÚSICA POPULAR DO SUL.
Canções. Cantos da Tradição Xavante, Quilombo Música, 1994.
FOR CHILDREN. TODOS OS SONS.
MÚSICA NA ESCOLA.
MÚSICA PARA BEBÊS. Movieplay Brasil, 1994.
NA PANCADA DO GANZÁ. 
O CARNAVAL DOS ANIMAIS. 
VILLA-LOBOS ÀS CRIANÇAS. 
VILLA-LOBOS DAS CRIANÇAS. Espetáculo musical de cantigas infantis, Estúdio Eldorado, 1987.
VILLA-LOBOS PARA CRIANÇAS. httpv://www.youtube.com/watch?v=J1H4WBl1arI httpv://www.youtube.com/watch?v=wrXegPpqdEo
 
BIBLIOGRAFIA
BEAUMONT, Maria Teresa de e FONSECA, Selva Guimarães. O ENSINO DE MÚSICA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: saberes e práticas escolares. GT: Ensino Fundamental/nº13- 26a Anped.
BELLOCHIO, Claúdia Ribeiro. A Educação Musical no Ensino Fundamental: Refletindo e discutindo práticas nas séries iniciais. UFSM, 23ª Anped, GT Currículo.
BRITO, Teca Alencar. A música na educação infantil. São Paulo: Peirópolis, 2003.
DOHME, Vânia. Atividades lúdicas na educação: o caminho de tijolos amarelos do aprendizado. Petrópolis: Vozes, 2004.
 
 
REFERENCIAL CURRICULAR DE EDUCAÇÃO INFANTIL – Volume III

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Benefícios da música


Benefícios psicológicos: A música é uma forma de comunicação, de afeto entre os seres humanos. Basta observar como os bebês aparentam compreender as mensagens emocionais contidas nas melodias entoadas pelos seus pais.

Benefícios fisiológicos: A música aparenta ter um efeito calmante no ser humano. Basta observar tantas culturas usarem, ainda que de maneira intuitiva, canções de ninar por tantas gerações.

Benefícios Culturais: As experiências musicais traduzem elementos da nossa cultura, daquilo que fomos, somos e seremos. A exposição a músicas de outras culturas também podem servir para ampliar o universo sonoro.

Benefícios auditivo-educacionais: As experiências musicais educam o ouvido e enriquecem a percepção dos sons, podendo dar uma base musical aos futuros ouvintes, executantes e/ou criadores musicais.

Benefícios estético-musicais: A música tem valor em si, já que possui códigos estéticos, auditivos e psicológicos próprios. Aprender a apreciar a boa música, seja ela, de qual gênero for, é também desenvolver um senso estético-musical.

Fonte: ILARI, B. S. Desenvolvimento cognitivo-musical no primeiro ano de vida. In: Em busca da mente musical: ensaios sobre processos em música: da percepção à produção. Curitiba: Ed. da UFPR, 2006. p. 271-302.

O que é música?


“Eu sou a música; das artes, a mais antiga. Eu sou mais que antiga, eu sou eterna. Mesmo antes da vida começar nesta Terra, eu já estava aqui – nos ventos e nas ondas. Quando as primeiras árvores, flores e pastos apareceram, eu estava entre eles. E quando o ser humano surgiu, tornei-me imediatamente o veículo mais delicado, mais sutil e mais poderoso para a manifestação das emoções das pessoas.
Quando os seres humanos eram pouco mais que animais, eu os influenciei de forma benéfica. Em todas as eras, inspirei-os com esperança; inflamei o seu amor; dei-lhes voz para suas alegrias; estimulei-os para realizarem valorosas façanhas; e os consolei nas horas de desespero. Representei um grande papel no drama da vida, cujo alvo e propósito eram a grande perfeição da natureza humana. Graças à minha influência, a natureza humana elevou-se, abrandou-se e tornou-se uma Arte Superior. Possuo uma grande quantidade de vozes e de instrumentos. Estou no coração de todas as criaturas humanas e nas suas línguas, em todas as terras entre todos os povos; o ignorante e o analfabeto me conhecem, tanto quanto o rico e o erudito, pois eu falo a todos, numa linguagem que todos entendem. Até os surdos conseguirão me escutar, se prestarem atenção às vozes de suas próprias almas. Sou o alimento do amor. Ensinei aos seres humanos a delicadeza e a paz; e os conduzi na direção de feitos heróicos. Levo conforto aos solitários e concilio os conflitos das multidões. Sou um luxo necessário a todas as pessoas. Eu sou a “MÚSICA”.
Anônimo.



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sugestão de material para ampliar o repertório musical das crianças da educação infantil

A ARCA DE NOÉ. Toquinho e Vinicius de Morais. Vols. 1 e 2. Polygram, 1980.
ACALANTOS BRASILEIROS. Discos Marcus Pereira, 1978.
AÇÃO DOS BACURAUS CANTANTES. João Bá, Devil Discos, SP, 1997.
ACERVO FUNARTE, MÚSICA BRASILEIRA. Coleção relançada em CD.
ADIVINHA O QUE É? MPB-4, Ariola, 1981.
ALEGRIA, ALEGRIA: AS MAIS BELAS CANÇÕES DE NOSSA INFÂNCIA – Coordenação: Carlos Felipe . Editora Leitura
AS MAIS BELAS CANTIGAS DE RODA. M. Viana/Nave dos Sonhos.
BANDEIRA DE SÃO JOÃO. Antonio José Madureira, Selo Eldorado, 1987.
BORORO VIVE. UFMT. Cantos dos índios Bororo.
BRINCANDO DE RODA. Solange Maria e Coral Infantil, Selo Eldorado, 1997.
CANÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA. Músicas de Toquinho e Elifas Andreato.
CANÇÕES DE BRINCAR. Coleção Palavra Cantada, Velas, 1996.
CANÇÕES DE NINAR. Coleção Palavra Cantada, Salamandra/Camerati.
CANTO DO POVO DAQUI. Teca-Oficina de Música, SP, 1996.
CARRANCAS. João Bá, Eldorado, SP. Canções.
CASA DE BRINQUEDOS. Toquinho, Polygram, 1995. Canções.
CASTELO RA-TIM-BUM. TV Cultura/SESI, Velas, 1995.
CIRANDAS E CIRANDINHAS. H. VILLA-LOBOS. Roberto Szidon, piano, Kuarup, RJ, 1979.
CORALITO. Thelma Chan, SP. Canções.
DOIS A DOIS. Grupo Rodapião, Belo Horizonte, MG, 1997.
ETENHIRITIPÁ. Cantos da Tradição Xavante, Instituto Itaú Cultural, SP, 1997 e 1998.
MADEIRA QUE CUPIM NÃO RÓI. Antonio Nóbrega, Brincante, SP, 1997.
NA PANCADA DO GANZÁ. Antonio Nóbrega, Brincante, SP, 1996.
O GRANDE CIRCO MÍSTICO. Edu Lobo e Chico Buarque, Som Livre.
O MENINO POETA. Antonio Madureira, Estúdio Eldorado.
O TESOURO DAS CANTIGAS PARA CRIANÇAS 2. Organizado por Ana Maria Machado. Editora Nova Fronteira.
O TESOURO DAS CANTIGAS PARA CRIANÇAS. Organizado por Ana Maria Machado. Editora Nova Fronteira.
OS SALTIMBANCOS. Adaptação de Chico Buarque, Philips.
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA 2. Coordenação: Theodora Maria Mendes de Almeida. Editora Caramelo.
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA. Coordenação: Theodora Maria Mendes de Almeida. Editora Caramelo.
QUERO PASSEAR. Grupo Rumo/Velas.
QUILOMBO MÚSICA, 1994.
RÁ-TIM-BUM. TV Cultura/Fiesp/Sesi, Eldorado. 81.
RUIDOS Y RUIDITOS. Vols.1, 2, 3 e 4. Judith Akoschky, Tarka, Bueno Aires.
SUCESSOS DA MÚSICA INFANTIL. Editora Criança Feliz.
VILLA-LOBOS DAS CRIANÇAS. Espetáculo musical de cantigas infantis, Estúdio Eldorado, 1987.
VILLA-LOBOS PARA CRIANÇAS. Ministério da Cultura- Funarte/ Instituto Cultural Ita.

domingo, 10 de julho de 2011

Músicas infantis.

·       Um elefante subiu, numa teia de aranha, nhá, nhá, como viu que a teia não caiu, foi chamar outro elefante, te, te. Com vários pedaços de barbante iremos confeccionar uma teia de aranha em toda a extensão da sala, pregando pedaços de barbante nas paredes e pelo chão e as crianças terão que passar por cima e por baixo dos barbantes.
·        A mulher matou um sapo, com a sola do sapato, o sapato estremeceu, a mulher morreu, e o culpado foi aquele que se mexeu. Quando parar a música as crianças terão que ficar paradas como estátuas, como são crianças pequenas não será destacado como ganhador aquele que se mexer por último, mas depois de algum tempo todos cantam novamente e se inicia a brincadeira.
·        Olha o sapo dentro do saco, o saco com o sapo dentro, o sapo batendo papo e o papo soltando vento. Com esta parlenda será feita uma brincadeira de adivinhação com as crianças, sendo que serão colocados vários objetos dentro de um saco, como canudinhos, tampinhas, canetinhas e outros e a criança irá colocar a mão dentro do mesmo e tentará adivinhar o que é apenas através do tato.
·        O sapo não lava o pé, não lava porque não quer, ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer, mas que chulé.  Será feita uma conversação a respeito da higiene do sapo, a importância de se lavar as mãos antes das refeições, tomar banho todos os dias, escovar os dentes e outros hábitos. Também será pedido que as crianças imitem o modo de locomoção dos sapos.
·        Macaco foi à feira não sabia o que comprar, comprou uma cadeira, para a comadre se sentar, a comadre se sentou, a cadeira se quebrou, coitada da comadre foi parar no corredor. Esta música será cantada substituindo o nome do macaco e da comadre pelo nome das crianças.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sequência Didática: É dançando que a gente aprende

Faixa etária: 0 a 3 anos

Introdução
Não há dúvida que as crianças pequenas adoram se movimentar. Elas vivem e demonstram seus estados afetivos com o corpo inteiro: se estão alegres, pulam, correm e brincam ruidosamente. Se estão tímidas ou tristes, encolhem-se e sua expressão corporal é reveladora do que sentem. Henri Wallon nos lembra que a criança pequena utiliza seus gestos e movimentos para apoiar seu pensamento, como se este se projetasse em suas posturas. O movimento é uma linguagem, que comunica estados, sensações, ideias: o corpo fala. Assim, é importante que na Educação Infantil o professor possa organizar situações e atividades em que as crianças possam conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo.

Objetivos
- Conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo;
- Comunicar, através do movimento, emoções e estados afetivos.

Tempo estimado: 20 a 30 minutos.

Material necessário:
Pedaços de tecido leve (quadrados de 50x50 cm)
Aparelho de som.

Espaço:
Uma sala grande. Se não houver um espaço sem móveis, prepare a sala antes, afastando mesas e cadeiras, privilegiando o espaço central. A música é muito importante e a cada momento da atividade vamos apresentar uma sugestão.
Desenvolvimento da atividade:
As crianças e você também - devem estar descalças e usando roupas confortáveis!

1 Comece reunindo as crianças. A música pode ser alegre, como A Canoa Virou (Palavra Cantada, CD Cantigas de Roda). Sentados no chão numa grande roda, com as pernas estendidas, proponha que brinquem de massa de pés: todos devem chegar para frente arrastando o bumbum até que os pés de todos se toquem. Os pés se agitam se acariciam, ora mais lentamente, ora mais rapidamente. Você pode enriquecer a brincadeira, sugerindo:
- O meio da roda é uma piscina!
- O meio da roda é uma grande gelatina!
- O meio da roda é um tapete de grama!

2 Peça que todos se deitem no chão. Coloque uma música no aparelho de som. É importante que seja uma música alegre, que estimule as crianças a se movimentar, porém sem excitá-las demais. Sugestão: Loro (Egberto Gismonti, CD Circense). Não se esqueça que, para as crianças pequenas, o entorno simbólico é muito importante para a atividade. Diga a eles que a sala vai se transformar numa grande floresta e todos serão habitantes dela...

Todos os bichos estão dormindo. Aos poucos, vão acordar.
Primeiro todos serão aranhas, que andarão com o apoio dos pés e das mãos no chão... Depois se transformarão em minhocas, arrastando-se pelo chão com a lateral do corpo... Logo serão cobras, arrastando-se pelo chão com o apoio da barriga... Tatus-bola, que com um movimento de abrir e fechar sua casca percorrerão a floresta... Leões, tigres, leopardos, de quatro patas pelo chão... Coelhos que andam pelo espaço com pulos pequenos e cangurus que percorrem a floresta com pulos grandes e largos... Passarinhos que batem suas asas bem pequeninas e águias que voam lá do alto com suas asas enormes e bem abertas...

3 Distribua para as crianças os pedaços de tecido coloridos, um para cada um. É importante que eles sejam leves e que produzam movimento ao serem agitados pelas crianças. Deixe que elas explorem a sala manipulando os pedaços de tecido. Sugira que as crianças pintem a sala com os tecidos, como se fossem pincéis. A sala toda tem que ficar pintada o chão, as paredes, o teto. Diga às crianças que nenhum pedaço da sala pode ficar sem pintar. Sugestão de música: Peixinhos do Mar (Milton Nascimento, CD Sentinela).

4 Sempre ao som de uma música (por exemplo Fome Come, da Palavra Cantada, CD Canções de Brincar), sugira uma brincadeira que as crianças adoram: peça que joguem os tecidos para cima e a os peguem, a cada vez, com uma parte diferente do corpo:
- com a cabeça;
- com a barriga;
- com o braço;
- com o cotovelo;
- com os pés;
- com as costas;
- com o bumbum;
- com as palmas das mãos; etc.

5 Para terminar, um gostoso relaxamento. Sugestão de música: Palhaço (Egberto Gismonti, CD Circense).
Organize as crianças em duplas e ofereça a elas uma bolinha de algodão ou mesmo um rolinho de pintura, como os usados nas atividades de Artes Visuais.
Enquanto uma criança fica deitada, a outra deve acariciar seu rosto e partes do seu corpo com o algodão ou o rolinho. Isso deve ser feito com suavidade e cuidado, e possibilita uma interação muito especial das crianças, que, assim, cuidam umas das outras após uma atividade movimentada.

Avaliação
O recém-publicado documento Orientações Curriculares Expectativas de Aprendizagens e Orientações Didáticas para a Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo observa que a avaliação que mais deve interessar o professor não é aquela que compara diferentes crianças, mas a que compara uma criança com ela mesma, dentro de certo período de tempo. Assim, o professor tem na observação o melhor instrumento para avaliar a aprendizagem dos pequenos: eles participaram da atividade? Em qual momento se envolveram mais? O que foi mais desafiador para cada criança? E para o grupo? Essas e outras perguntas ajudam inclusive o professor a planejar as próximas atividades, mantendo ou modificando suas propostas dentro do campo de experiências do Movimento para as crianças.

Quer saber mais?
Bibliografia
Orientações Curriculares Expectativas de Aprendizagens e Orientações Didáticas
da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
Toques Sutis, de Suzana Delmanto, Editora Summus
Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil, Henri Wallon,  Ed. Vozes
Fonte: Revista Nova Escola - Paula Z - Formadora do Instituto Avisalá e mestranda em Educação pela Universidade de São Paulo (USP).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Música para ouvir, cantar e brincar...


Como usar a música no dia a dia:

  • Para receber as crianças: escolha canções infantis conhecidas, músicas instrumentais e regionais, possibilitando uma interação entre adultos e crianças;
  • Na hora de dormir: escolha músicas clássicas e cantigas de ninar com ritmos tranquilos, que permitam aos pequenos descansar e relaxar;
  • Nas atividades em grupo: para oferecer diversidade cultural, planeje as atividades com músicas clássicas, folclóricas, regionais, cantigas de roda, parlendas, jazz, blues, etc;
  • Na hora da despedida: faça brincadeiras de roda e utilize cordas, bambolês e músicas conhecidas.

Orientações:

  • A música está presente na natureza. Chame a atenção das crianças para o canto dos pássaros e das cigarras, para o barulho da chuva e do vento;
  • Utilize recursos como fantoches, apitos, chocalhos, caixas e tapetes sonoros;
  • Provoque a participação das crianças, oportunizando a apropriação de ritmos e melodias, desenvolvendo desta forma o movimento do corpo;
  • A participação do professor nas ações educativas, cantando e dançando, amplia a expressão corporal, gestual e sonora;
  • O professor precisa conhecer o repertório musical disponível na creche;

Fonte: Revista Guia prática para professoras de educação infantil – autora: Mirian de souza Lobo de Oliveira e Ivanira Aparecida Balduíno Cruz.

Música, brincadeira e diversão...

  • Brincando de Mestre com bexigas: Providencie uma bexiga cheia de ar para cada criança da turma. Se as crianças já conseguirem encher, proponha que eles realizem esta tarefa. É importante ter outras bexigas de reserva, caso alguma estoure. Em seguida, as crianças irão explorar livremente este material, observando e brincando. Terminada a exploração inicial, solicite que as crianças, segurando as bexigas, se organizem sentadas em roda para que você possa explicar a brincadeira. Então coloque uma música e inicie a brincadeira fazendo o papel de mestre, ou seja, executando movimentos variados com sua bexiga para que as crianças os reproduzam. Num segundo momento, uma criança de cada vez será o mestre para que os colegas os imitem, sendo que a brincadeira termina quando todos do grupo tiverem participado sendo os mestres.
  • Estátua divertida: Distribua uma bexiga cheia para cada criança da turma e coloque uma música animada. Peça as crianças que se movimentem pelo espaço dançando, como nas brincadeiras de estátua, quando a música parar todos deverão fazer uma estátua com o corpo, utilizando a bexiga. Nesta atividade, as crianças usam a imaginação e a criatividade para produzir poses divertidas e diferentes, sendo que a exploração das possibilidades corporais também é privilegiada.
  • Dança da bexiga: Esta brincadeira deve ser realizada em duplas, distribua uma bexiga para cada criança, logo após, convide todos para brincar, dançando em duplas com a bexiga entre alguma parte do corpo. As crianças não deverão colocar as mãos na bexiga somente as partes do corpo. Peça para as crianças se manterem atentas para que a bexiga não caia no chão enquanto realizam a brincadeira, desta forma, todos irão desenvolver o equilíbrio e outras habilidades corporais.
Fonte: Revista Guia prático para professoras de educação infantil – Autora das sugestões: Juliana Macedo Balthazar.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ideias para desenvolver a linguagem musical...

v    Explorando sons: colocar em uma caixa de sapato várias figuras de objetos ou animais que possuem sons como boi, peru, gato, grilo, cachorro, ovelha, galo, abelha, pato, pinto, telefone, relógio, sino e outras. Então, uma criança de cada vez irá retirar uma figura, dizer o que é e fazer o seu som característico.

v    Brincadeira: Seu lobo está? Todas as crianças irão passear pela sala enquanto cantam: “Vamos passear na floresta, enquanto seu lobo não vem. Seu lobo está?” Uma professora imitando a voz do lobo irá responder: “Estou colocando a blusa, estou colocando os sapatos e assim por diante”. Para encerrar a brincadeira, a professora “lobo” irá dizer que está pronto e correrá atrás das crianças.

v    Fique atento ao comando: Utilizando um tambor será explicado para a turma que toda vez que a professora tocar no tambor, todos irão fazer um movimento como dar um pulo, abraçar um colega, jogar um beijinho, dar um passo para frente, bater palmas, imitar um cachorro, um gato e assim por diante.

v    Meu corpo: As crianças irão dançar ao ritmo de músicas variadas, quando a música parar todos irão realizar as solicitações da professora ou de um colega como encostar na parede: as mãos, a testa, os cotovelos, o nariz, os joelhos, os pés e assim por diante.

v    Brincando de mímica: As professoras irão realizar várias mímicas para que as crianças possam adivinhar o que é, alguns exemplos: imitar animais, expressar sentimentos e realizar ações.

v    Brincando com instrumentos: Primeiramente, as professoras irão mostrar um instrumento musical, perguntando qual o seu nome e mostrando o som que ele produz. Serão usados vários instrumentos como flauta, pandeiro, tambor, prato, sino, coco e outros. Em seguida, a professora irá se esconder atrás de uma cortina e fará novamente o som dos instrumentos questionando a turma sobre o som que estão ouvindo e o seu respectivo instrumento musical. Para finalizar a atividade, todos poderão explorar livremente os instrumentos disponibilizados.

v    A professora desenhará no chão um grande círculo com giz de cal. Então as crianças irão dançar ao redor do círculo ao som de diferentes ritmos musicais. Quando a música parar, todos serão convidados a entrar no círculo. Depois de várias rodadas, iremos diminuir o tamanho do círculo gradativamente, incentivando a turma a ficarem mais pertos uns dos outros.

v    Cantando no microfone: As crianças serão convidadas a cantarem em um microfone diversas músicas.

v    Escutando os sons do ambiente: Iremos convidar a turma a se deitar no chão da sala, a fechar os olhos e a ouvirem os diversos sons do ambiente.

v    Serão colocados sobre uma mesa várias figuras de animais e no rádio será colocado o som das figuras dos mesmos. Em seguida, uma criança de cada vez irá ouvir o som e pegará no chão a figura do animal correspondente, dizendo o seu nome.

v    Dançar ao som de diversas músicas e quando estas pararem, imitar os gestos das professoras como levantar os braços, abaixar, rodar, pular, abraçar o amigo, fazer cócegas e outros.

v    Cabra cega musical: Uma criança terá os olhos vendados e outra ficará parada em um lugar da sala, mexendo em um instrumento musical. A criança vendada localizará o instrumento apenas seguindo o seu som. Quando conseguir encontrá-lo, serão trocadas as crianças, para que todos possam participar.

v    Qual é a música?: Será colocado no rádio um CD com apenas o ritmo de diversas músicas infantis, sem a letra e a turma será convidada a identificá-la e cantá-la.

v    Encontrando o instrumento: Uma criança de cada vez estará com os olhos vendados e seguindo as orientações das professoras como pedir que ela ande para frente, ande para um lado, para o outro, irá encontrar o seu prêmio: um instrumento musical.


         Estas são apenas algumas ideias, pois o desenvolvimento da linguagem musical é muito mais amplo, sendo que gradativamente irei postar mais sugestões.

Proposta de interações e brincadeiras: Caça ao tesouro sensorial

Campos de experiências: * Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: * Classi...