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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Cuidado e autonomia na Educação Infantil

   Este texto traz algumas reflexões sobre o cuidado e a autonomia na Educação Infantil. Com estas citações, realizei um estudo com o grupo de professores com que eu atuo como coordenadora pedagógica, que auxiliou significativamente a rever algumas ações e práticas que algumas vezes interferem no trabalho realizado com as crianças da Educação Infantil.

* Segundo Corsino (2009, p. 27): autonomia é: “fruto da criação de condições privilegiadas para que as crianças a experimentem desde bem pequenas, em situações relacionadas ao controle do próprio corpo (comer, vestir-se etc.) e também às atividades motoras, cognitivas e lúdicas. (...) a autonomia no sentido da independência, é fruto de relacionamentos seguros (...)”.

* “São diversas as representações que influenciam o trabalho com as crianças e determinam quem são e o que precisam. O educador age, em geral, baseado em suas representações e não em função daquela criança real que ele deveria aprender a conhecer (ORTIZ; CARVALHO, 2012, p. 87). 

* “Os bebês podem também ser vistos como seres frágeis, sem nenhuma competência, de forma que atitudes super protetoras dominam a relação dos adultos com eles. São bebês poucos estimulados, dos quais não se esperam grandes coisas. Em geral os adultos não lhes dão nenhuma autonomia e dificultam suas tentativas de aprender por conta própria, impedem a satisfação de sua curiosidade, com medo que se machuquem” (ORTIZ; CARVALHO, 2012, p. 87). 

* “Outra versão da mesma ideia pretende dirigir e controlar em absoluto o desenvolvimento infantil, oferecendo atividades programadas e planejadas com o objetivo de “passar” conhecimentos para as crianças”. (ORTIZ; CARVALHO, 2012, p. 87). 

* “Tanto em uma como em outra concepção, o que predomina é a descrença nas capacidades e competências dos pequenos, enxergando-os pela ótica do que lhes falta e não do que possuem para interagir e criar. Nessa mesma perspectiva, seus familiares, em função das dificuldades por que passam, ou são considerados a fonte de todos os males ou, na melhor das hipóteses, como seres que pouca ou nenhuma contribuição podem dar ao processo educativo. E a representação de que as crianças não podem, não são capazes, é reforçada, levando para longe, muito longe, a prática escolar da concepção da criança como protagonista de sua história” (ORTIZ; CARVALHO, 2012, p. 88).

* “Outra representação oposta a essa é que os bebês tudo sabem, sendo importante deixá-los o mais à vontade possível. Nesse caso, a intervenção do educador é mínima e as crianças ficam presas aos seus próprios recursos e aos de seus pares. E como aprendem, então? Apenas o que já sabem... A possibilidade de interação com pessoas mais experientes sobre a cultura em que estão inseridos é sonegada! As crianças, neste caso, são abandonadas... E o protagonismo infantil não se baseia em abandono, mas em interações produtivas, em que todos os envolvidos aprendem” (ORTIZ; CARVALHO, 2012, p. 89). 

* Barbosa (2009, p.39), chama a atenção para a forma como as rotinas são conduzidas nas instituições: As rotinas podem tornar-se uma tecnologia de alienação quando não consideram o ritmo, a participação, a relação com o mundo, a realização, a fruição, a liberdade, a consciência, a imaginação e as diversas formas de sociabilidade dos sujeitos nela envolvidos; quando se tornam apenas uma sucessão de eventos, de pequenas ações, prescritas de maneira precisa, levando as pessoas a agir e a repetir gestos e atos em uma sequência de procedimentos que não lhes pertence nem está sob seu domínio. 

* “Faz parte do processo de construção da identidade sentir-se capaz e competente, o que incide diretamente na autoestima. Gosto de mim mesmo quando sei que consigo realizar alguma ação específica ou resolver um problema. Promover a competência pensando no ambiente significa planejar situações e intervenções espaciais que possam ajudar a criança a resolver problemas por si mesmas, estimulando a conquista da independência do adulto rumo à autonomia. Favorecer que as crianças façam coisas por si só, sem a vigilância constante do adulto, de forma segura e prática, como pegar brinquedos em estantes baixas, recostar-se num cantinho aconchegante quando quer descansar, alcançar seu copo de água quando tiver sede, entrar e sair de uma cadeira especialmente preparada para isso, comer uma fruta com as mãos, promove o desenvolvimento de competência e de confiança básica em si mesmo” (ORTIZ; CARVALHO, 2012, p. 66). 

* Nessa perspectiva, consideramos que: Cuidar e educar é impregnar a ação pedagógica de consciência, estabelecendo uma visão integrada do desenvolvimento da criança com base em concepções que respeitem a diversidade, o momento e a realidade peculiares à infância. Desta forma, o educador deve estar em permanente estado de observação e vigilância para que não transforme as ações em rotinas mecanizadas, guiadas por regras (FOREST; WEISS, 2007, p. 2). 

* As situações de cuidado são ricas em aprendizagens para as crianças, visto que elas não param de sentir, pensar, falar e interagir durante a troca, o banho, a higiene das mãos ou a alimentação. No entanto, para que os professores valorizem os cuidados como situações de aprendizagem, é preciso tornar observável o modo como as crianças participam do cuidado pessoal desde que nascem (DAMARIS; ZIRAWSKI). 

* Outro aspecto fundamental é refletir sobre o processo de cuidado como base da constituição da noção de pessoa, ou seja, da constituição da identidade humana. Os cuidados requerem uma ação conjunta de seres humanos para atingir um objetivo comum, que é a sobrevivência da espécie. Requerem o compromisso e a responsabilidade daquele que cuida em relação ao outro indivíduo, naquele momento mais vulnerável devido à idade, ou à condição de saúde ou de desenvolvimento, mantendo a vida e a cultura humana (DAMARIS; ZIRAWSKI). 

* Não se ensina a criança a ter cuidado com o próprio corpo “dando aula sobre higiene”, mas sim cuidando dela, valorizando esses momentos na rotina, compreendendo e respeitando sua iniciativa e seu pensamento, que tanto revela sobre tal construção e sobre a linguagem (DAMARIS; ZIRAWSKI). 

* O docente pode reconhecer o processo de cuidado e a entrega da criança como um privilégio ou uma “honra existencial” – honra de ser aquele que a cuida e, ao mesmo tempo em que oferece cuidado e integridade, está também ensinando a confiar, a gostar de si, a saber de si. Escutar a criança e cuidar dela torna-se, assim, um ato volutivo do adulto/professor, que depende de sua empatia e de sua autonomia: ele pode oferecer seu cuidado, nesse sentido pleno que aqui tentamos apresentar, ou simplesmente cumprir tarefas a ele delegadas pela função, restritas ao atendimento de prementes necessidades físicas das crianças, de forma mecânica, alienada ou desinteressada, significando o cuidado com o corpo do outro como algo sem valor (DAMARIS; ZIRAWSKI). 

 Fontes: 
* Cuidado e aprendizagem na educação infantil. Damaris Gomes Maranhão e Maria Paula Vignola Zirawski. 
* Livro: Interações: ser professor de bebês – cuidar, educar e brincar, uma única ação. Cisele Ortiz e Maria Tereza Venceslau de Carvalho, 2012.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Brincar ao ar livre: nada mais gostoso

Em meio a tantos brinquedos eletrônicos atraentes aos olhos das crianças, um tipo de diversão nunca pode ser esquecido na infância: as brincadeiras ao ar livre. Inconscientemente, associamos essas atividades à liberdade, apesar da crescente violência urbana.

É correndo, pulando ou subindo em árvores que as crianças se desenvolvem tanto no aspecto quanto no conhecimento do mundo. Sem contar que as peripécias de quem corre pra lá e pra cá acabam por si só sendo instrumentos importantes para o raciocínio, reflexo, aumentando a autoconfiança e, mais do que isso, contribuindo para a socialização. Quem de nós será que não se divertia brincando de pega-pega? Impossível achar um que não gostasse.

“A presença de espaço onde a criança possa descobrir, criar, experimentar é um bom caminho para o desenvolvimento da aprendizagem perceptivo-motora, da inteligência, das habilidades da leitura e da escrita e da formação de conceitos através de suas próprias experiências”, afirma o educador físico Thales Ribeiro.
Um pátio, parquinho ou um gramado podem ser um bom espaço para brincar. Além de árvores, da caixa de areia e dos brinquedos tradicionais, como escorregador, balanço, gangorra e trepa-trepa, brincadeiras com bolas, bambolês e cordas são importantes, principalmente pela liberdade de movimento e contato com a natureza.

Nenês também devem se divertir -

Brincar ao livre é um grande estímulo para o bebê, principalmente se for acompanhado de um animal de estimação ou de outras crianças. Por que é tão legal que o nenê saia de casa para brincar? Simples. Porque é fundamental que a mãe mostre os sons e imite para que ele aprenda a conhecer o mundo real e não o mundo que é passado somente pela TV. Quer uma dica? Faça com que o bebê tenha contato com diferentes texturas como grama, areia e água, sempre conversando e contando histórias a ele.

Brinque com seu filho ao ar livre, faça-o conhecer os mais diversos sons e os diferentes ambientes, deixando o seu bebê conhecer o mundo.

“É na brincadeira que a criança dá vazão à sua energia, ao senso crítico e à criação. Usando sua criatividade, a criança descobre o seu eu e pode utilizar sua personalidade. Aprende a dirigir suas ações, agir cooperativamente, trabalhar em conjunto e sozinho”, revela Thales.

Bruno Thadeu

Se sujar faz bem?

A “sujeirinha” que pode ser útil à criança
Higiene é essencial, mas em excesso pode prejudicar a saúde dos pequenos. Pode parecer papo de louco, mas tem fundamento. Isso é que indica um estudo americano publicado pela revista online Nature Medicine.

Pesquisadores da School of Medicine da University of California, em San Diego, descobriram que uma bactéria que vive constantemente na nossa pele pode impedir que a inflamação após um ferimento seja muito grande.
 
O problema é que essas bactérias são eliminadas por produtos de limpeza, como sabonetes, sabão e desinfetante. Neste caso, o excesso de limpeza poderia acabar com esses organismos na pele das crianças, podendo fazer que um simples ferimento inflame mais do que se essas bactérias tivessem atuado.
Mas é lógico que não é por essas e outras que o personagem Cascão, da Turma da Mônica, virará referência às crianças da noite para o dia. Longe disso. Banho é fundamental. Mas muito banho no mesmo dia pode ser desaconselhável, principalmente se a pessoa insistir no uso de esponja.
Segundo Richard Gallo, um dos coordenadores da pesquisa, diz que os estafilococos (as bactérias presentes na pele) podem causar infecções se entrarem no organismo das pessoas, mas se ficarem somente na pele são benéficas para os ferimentos mais leves.
Esse estudo embasa a “hipótese da higiene” que relata a importância do contato com germes na primeira infância para que as crianças fortaleçam seu corpo contra alergias.
Há cada vez mais evidências que o excesso de limpeza que se vê hoje nas sociedades modernas está levando a um grande número de pessoas alérgicas no mundo.
Ainda são poucos os estudos feitos nessa área, mas levam a indicar que contatos com os germes são necessários para a saúde do nosso organismo. Mais pesquisas devem ser feitas para concluir de vez essa questão.
Por isso, papais e mamães não devem ficar tão preocupados quando a criança engatinha no chão que não está tão bem limpinho ou quando, sem querer, a criança coloca a mão suja de areia na boca na hora que está brincando na praia.
Bruno Rodrigues


domingo, 25 de setembro de 2011

BANHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


o    Crianças que permanecem durante muitas horas na instituição podem precisar de um banho.
o    Deve ser respeitado o direito da criança ao conforto, a saúde e ao bem estar.
o    Algumas instituições que atendem em período integral adotam como rotina o banho. Outras adotam o banho só em caso de intercorrência.
o    Existem instituições que oferecem a possibilidade das famílias usarem as instalações para, ao final do período, higienizarem seus filhos.
o    Levar em conta aspectos relacionados à regionalidade (hábitos, questões climáticas), tipo de clientela atendida (necessidades sociais, aspectos culturais) para adoção ou não do banho enquanto rotina.

Objetivos:
o    Conforto (refrescar, relaxar).
o    Prazer (brincadeira, contato com a água).
o    Preservar a integridade da pele (prevenção de assaduras, brotoejas, micoses).
o    Oportunidade excelente para educação em saúde e o incentivo a criação de hábitos de higiene.
o    Possibilita a observação rigorosa das condições da pele.
o    Momento de interação com o adulto e outras crianças.
o    Incentivar a autonomia gradativa para o auto cuidado.
o    Oportunizar o contato e percepção da criança com sua corporeidade que está sendo reconhecida e se individuando.
o    Em contato com o meio líquido experimenta sensações, entra em contato com objetos.

A organização do banho na creche deve prever:
o    Condições materiais: banheiras seguras e higiênicas para os bebês, água limpa em temperatura confortável ou chuveiros.
o    Sabonete, toalhas, pentes (os objetos de uso individual identificados nominalmente).
o    Chuveiro com registro ao alcance da criança, saboneteira, toalha.
o    Garantia de segurança para adultos e crianças para evitar quedas, choques elétricos, queimaduras ou dores no corpo por posturas inadequadas na hora de realizar a atividade.
Lactentes:
o    Necessitam de cuidado especial, muitos são incapazes de sentar sozinhos.
o    Devem ter a banheira forrada por uma toalha ou tapetinho de borracha especial.
o    A cabeça deve ser sustentada confortavelmente sobre o pulso ou antebraço do educador, enquanto a outra mão permanece livre para lavar o corpo da criança.
o    Lactentes ou crianças que são capazes de se sentar sem auxílio precisam de supervisão atenta e toalha colocada no fundo da banheira para evitar deslizamento e perda de equilíbrio que pode resultar em submersão ou choque da cabeça.
o    As crianças que já deambulam e que permanecem em pé com segurança, podem tomar banho de chuveiro, respeitando a necessidade de privacidade e atenção individualizada que cada uma delas requer.
o    É importante prever tempo para essa atividade, permitindo que as crianças experimentem o prazer do contato com a água, aprendam a despir-se, a ensaboar-se e enxaguar-se.
o    Organizar o tempo de espera para o banho, oferecendo brinquedos, jogos, livros ou outros materiais.
o    As áreas que exigem atenção especial durante os banhos são os ouvidos, entre as dobras cutâneas, o pescoço, as costas e a área genital.
o    O docente pode organizar várias atividades que envolvem o contato com o meio líquido: banho de mangueira, de piscina, escorregar no plástico molhado e ensaboado, dar banho em bonecas ou brinquedos. Estas atividades devem ser organizadas levando em conta a faixa etária, aspectos de segurança, ambiente adequado, clima propício entre outros.
o    Propor outras atividades as crianças que por algum motivo não possam participar da atividade proposta com água.

Cuidando do Ambiente



n     O ambiente das instituições de educação infantil necessitam receber atenção especial que permitam um funcionamento adequado, sem oferecer riscos de agravos à saúde. É necessário que a instituição adote certas medidas de cuidados ambientais em relação à areia, lixo, brinquedos, chão, água, dedetização, etc.

Água
A água tem importância vital à saúde, não só porque mantém a vida, mas por também eventualmente, ser veículo de agentes causadores de doenças (cólera, febre tifóide, disenteria bacilar, esquistossomose, ascaridíase, hepatite infecciosa, etc.). Esses agentes atingem a água com as secreções das pessoas e animais.
n     É preciso fazer análise periódica da água.
n     Limpeza da caixa d’água anualmente, no período das férias
n     Filtração.

Prevenção da Dengue
n     Deixar bem tampados caixas d’água, tambores, cisternas ou outros depósitos de água.
n     Evitar acúmulo de água em pratos de vasos de plantas e lavá-los frequentemente.
n     Guardar garrafas vazias de boca para baixo e em local coberto.
n     Limpar as calhas.
n     Jogar no lixo tudo o que possa acumular água em saco plástico bem fechado.
n     Não deixar acumular água da chuva em pneus usados em brincadeira no parque, estes devem ter furos para escoar a água.
n     Agente causador: Aedes aegypti.
n     Transmissão: picada do mosquito fêmea infectado com o vírus da doença.
n     Sintomas: febre alta, dores de cabeça, nos olhos, músculos e articulações.
n     Manchas avermelhadas por todo o corpo e, em alguns casos, sangramento da gengiva e do nariz, falta de apetite e ânimo, muita fraqueza.

Dedetização:
Sugerimos dedetização anualmente, no período das férias coletivas. Ao mesmo tempo pode ser feita a desratização.

Chão:
n     Limpeza diária com detergente comum e sempre que necessário.
n     Durante a semana sugerimos limpeza geral de todos os ambientes, incluindo portas e janelas.

Brinquedos:
n     Brinquedos plásticos: lavar pelo menos a cada quinze dias com água e sabão. E sempre que necessário, principalmente na vigência de infecção na turma.

Areia:
A areia na educação infantil tem uso pedagógico importante, por isso a necessidade de cuidados:

n     Trocar a areia das caixas de 6/6 meses.
n     De preferência cobrir a areia a noite para evitar que animais defequem ali e revolvê-la com frequência.
n     Desinfecção de areia: Regar a areia com uma mistura de água sanitária na proporção de 3:1 (ex. 3 litros de água para 1 de água sanitária) Deixar em repouso por 24 horas, revolver a areia e deixar por mais 24 horas. Após 2 meses usar essa solução na proporção de 5:1. Repetir o processo.
n     Localizar as caixas de areia em lugares ensolarados.
n     Pode ser efetuada a coleta da areia para análise parasitológica: dividir o tanque em cinco partes, recolher 500g de cada parte, enviar o material em saco plástico para análise.

Lixo:
n     É necessária a existência de uma lixeirinha fechada e forrada em cada sala de aula.
n     O lixo deve ser recolhido todos os dias.
n     É desejável a coleta seletiva.
n     É indispensável um trabalho cotidiano para com as crianças e os adultos para criação deste hábito.

Ventilação e cuidados sonoros:
n     Manter ventilação dos ambientes para prevenir infecções respiratórias.
n     Som: volume usado de forma criteriosa para prevenir surdez.

Exposição ao Sol na Primeira Infância


Importância

o    Preservar o bem estar físico.
o    Prevenir problemas que possam significar atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.
o    No recém-nascido, ajuda a diminuir a icterícia.
o    Ajudar o organismo da criança a sintetizar a vitamina D - fundamental na fixação do cálcio no organismo -, no fortalecimento do sistema imunológico e no crescimento dos ossos. O nutriente está presente no leite materno, de vaca e nos cereais, mas ficaria inativo no organismo dos pequenos se não fosse o Sol!

Radiações Solares

o    Radiação infravermelha: produz a sensação de calor, mas não penetra na superfície cutânea.
o    Radiação ultravioleta: a) UV A, geralmente benéfica, transforma a pró-vitamina D em vitamina D e bronzeia, b) UV B raios geralmente maléficos (queimaduras solares), C) UV C, absorvida pela camada de ozônio.

Riscos de exposição inadequada ou insuficiente:

o    Degenerações celulares tais como queimaduras de 1 e 2 graus, câncer de pele, envelhecimento da pele.
o    Carência de vitamina D (não há absorção e incorporação dos sais minerais, especialmente cálcio e fósforo contidos na dieta).
o    Ossos e tecidos conjuntivos continuam moles (não atingem o amadurecimento e a dureza necessária).
o    Endurecimento insuficiente do tecido pulmonar e outros órgãos (tendência a resfriados, diarréia).
o    Raquitismo (surge entre os 6 meses  até os 3 anos):

Sinais e Sintomas: irritabilidade, sono intranquilo e escasso, sudorese abundante no segmento cefálico, diminuição do crescimento pondo-estatural, hipotonia muscular, atraso do DNPM (preensão, sustentação cefálica, sentar, andar, etc.) não são adquiridos na idade normal, predisposição para infecção.

Sinais tardios do raquitismo: dentição atrasada, cabeça quadrada, tórax com rosário raquítico, peito de pombo, punho e tornozelo volumoso, fraturas e pé chato, na coluna vertebral e quadris podem surgir os desvios, estreitamentos, deslocamentos.

Orientações

o    O ideal é que o banho de sol seja diário, ou, no mínimo, três vezes por semana, antes das 10h e depois das 16h, quando o calor é menos intenso.
o    Local mais indicado: Em casa, na varanda, no quintal, em playgrounds, parques, praças ou, até mesmo, numa janela que entre um solzinho. Só não pode fechar o vidro, pois impedem a passagem da radiação UV. 

o    Iniciar a exposição do lactente no final do 1º mês.
o    Exposição progressiva inicialmente 1 a 2 minutos aumentando 1 minuto a cada dia até chegar a 30 minutos, 15’ na frente e 15’ no dorso.
o    Colocar a criança diretamente ao sol, mesmo no inverno, de preferência sem roupas, ou apenas com uma camiseta leve (os raios UV podem trespassar roupas de tecidos leves). Proteger a cabeça e os olhos.
o    Proteger as crianças contra correntes de ar. Em dias muito frios e com correntes de ar, deve-se evitar a exposição ou fazê-la com agasalhos, apenas para aquecer.
o    Os protetores solares químicos são indicados apenas a partir de seis meses de idade, com Fator de Proteção Solar (FPS) de, no mínimo, 30, independente do tipo de pele. Peles mais claras podem precisar de maior cuidado. Quanto maior o FPS, maior a quantidade de substâncias químicas, sejam protetores solares infantis - sem fragrância forte, nem corante, dermatologicamente testados. A proteção UVA e UVB é outro ponto decisivo.
o    Água e areia podem refletir boa parte dos raios solares. A criança, mesmo num guarda-sol, está sujeita a radiação solar UVA e UVB, dada a reflexão lateral.
o    Nuvens e nebulosidades são atravessadas por até 80% dos raios UV, portanto mormaços podem provocar queimaduras graves.
o    O vento com seu efeito refrescante pode dissimular a avaliação real da temperatura.
o    Quando a criança tem dermatite de fralda, deve-se expor mais o local, pois as radiações ultravioletas são cicatrizantes e eliminam microorganismos patogênicos.
o     Oferecer líquidos para a criança para repor o que foi perdido durante a exposição ao sol.
o    Na infância os efeitos nocivos do Sol para os olhos são maiores. E um alerta: até os 10 anos, os olhos devem ser protegidos apenas com viseira, boné e chapéu de aba larga. Usar óculos escuros antes dessa fase prejudica o desenvolvimento da visão. Além disso, há muitos produtos de má qualidade no mercado.
o    A alimentação da criança deve incluir alimentos contendo vitamina D, especialmente nos períodos de menor exposição e serem ricas de Ca e F. Porém vale lembrar que os alimentos por si só não atingem 400 UI de vitamina D diárias necessárias para garantir a mineralização e o crescimento, precisamos da radiação solar.
o    Alimentos ricos em vitamina D e F são: manteiga, ovos, fígado de peixes.
o    Alimentos ricos em cálcio: leite e seus derivados (queijo, leite, iogurte), ovos, legumes (cenoura, espinafre).

Proposta de interações e brincadeiras: Caça ao tesouro sensorial

Campos de experiências: * Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: * Classi...