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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Mensagem: O Laço e o Abraço

O Laço e o Abraço

Meu Deus!!! Como é engraçado!...
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
Uma fita dando voltas? Se enrosca...
Mas não se embola , vira, revira, circula e pronto: está dado o abraço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando
devagarinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.-
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso...
Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.



Mensagem para professores

ADOTE UM ADULTO

Adote um adulto e ensine a ele coisas que ele já esqueceu.
Você pode adotar seu pai, mãe, tio, um amigo virtual, marido, namorado...
O importante é encontrar alguém que precise ser adotado, precise voltar a ser criança.

COMO ESCOLHER?
Humm! É fácil reconhecer os adultos que mais precisam ser adotados:
Eles costumam ser:
Ranzinzas, mal-humorados e cheios de coisas para fazer.
São sérios demais, vivem reclamando do que fazem,
Não gostam de barulho, de música ou de coisas inesperadas.
Odeiam surpresas e geralmente não gostam de comer doces ou andar descalços.
Aposto que conhecemos muitos assim...

                                                                   O QUE FAZER?
Depois que tiver escolhido, chegue perto,
De mansinho e, com muita paciência,
Vá ensinando a ele como ser criança outra vez.
Faça um lindo desenho e dê a ele de presente.
Ensine-o a fazer as nuvens crescerem (na imaginação),
Aprender a gostar de carinho
(comece com 1, 2, 3 beijinhos, beijo é bom!),
a acreditar em anjos, dragões
(conte-lhes uma história aonde ele será o herói e matará o dragão feroz que existe dentro dele),
A chupar pedrinha de gelo,
A olhar o céu, só por um momento...
O importante será não desistir...
E lembre-se, o que é fácil para nós,
Pode ser difícil para eles.
Muitos esqueceram a criança que existe dentro de cada um...

Autor Desconhecido.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Mensagem: Direitos e Deveres.

 

 

 Crianças,

Iguais em seus deveres e direitos.

Crianças,

Viver sem preconceito é bem melhor.

Crianças,

A infância não demora

Logo, logo vai passar.

Vamos todos juntos brincar.

Meninos e meninas

Não olhem religião nem raça

Chamem quem não tem mamãe

Que o papai ta lá no céu

E os que dormem lá na praça.

Meninos e meninas

Não olhem religião nem cor,

Chamem os filhos do bombeiro,

Os dois gêmeos do padeiro

E a filhinha do doutor.

[...]

Crianças,

Iguais em seus deveres e direitos.

Crianças,

Viver sem preconceito é bem melhor.

Crianças,

A infância não demora,

Logo, logo vai passar.

Vamos todos juntos brincar.

Meninos e meninas,

Não olhem cor nem religião.

Bons amigos valem ouro,

A amizade é um tesouro

Guardado no coração.

Chamem quem não tem mamãe

Que o papai ta lá no céu,

E os que dormem lá na praça.

Bons amigos valem ouro,

A amizade é um tesouro

Guardado no coração.

Texto adaptado

Toquinho e Elifas Andreato

CD Canção dos Direitos da Criança.

Sonopress/Movieplay do Brasil, S/D


quarta-feira, 28 de março de 2012

Mensagem: Vá pra dentro menino!

Vá pra dentro menino!

Vai já pra dentro, menino!
Vai já pra dentro, menino!
Vai já pra dentro estudar!

É sempre essa lengalenga
quando o que eu quero é brincar...

(...)

Aprende-se o tempo todo,
dentro, fora, pelo avesso,
começando pelo fim,
terminando no começo!

Se eu me fecho lá em casa,
numa tarde de calor,
Como eu vou ver uma abelha
a catar pólen na flor?

(...)

Como eu vou saber da terra,
se eu nunca me sujar?
Como eu vou saber das gentes,
sem aprender a gostar?

Quero ver com os meus olhos,
quero a vida até o fundo
Quero ter barro nos pés,
eu quero aprender o mundo!

(Pedro Bandeira)

O pequeno Príncipe.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mensagem para reunião pedagógica: Estimulante Pedagógico.

ESTIMULANTE PEDAGÓGICO

Leia com atenção antes de usar.

Composição:
Os comprimidos contém todas as virtudes que formam o Estimulante Pedagógico: amor, humildade, criatividade, sinceridade, alegria, inspiração, energia, visão, garra, paixão, persistência, dedicação, integração e estudo.

Informação ao Paciente:
Por todas as experiências pelas quais passamos e por tudo o que temos estudado e comprovado, não há dúvida de que o Estimulante Pedagógico é o remédio ideal para qualquer tipo de crise.
Para que o tratamento atinja seus objetivos é indispensável dedicação total de corpo e espírito para quem quer curar a causa e não o sintoma da doença.
Destina-se a quem está disposto a sofrer uma transformação íntima e jamais se arrepender disso.

Indicações:
Ao paciente que demonstrar de imediato apatia, desinteresse, pessimismo, falta de motivação, baixa de auto-estima, descontrole emocional, recomendado especialmente para pessoas que desistiram de sonhar ou para as que desistiram de si próprias.

Contra-indicações:
Nem a mais avançada ciência é capaz de apontar uma contra-indicação para o amor, a positividade e a energia.

Precauções:
Mantenha este medicamento ao alcance de todas as pessoas para que possam ser contagiadas.
Mantenha também ao alcance de todas as crianças. Não há prazo de validade, pode ser utilizado por toda a vida e sem o conhecimento do seu médico.

Posologia e modo de usar:

Adultos: - 1 drágea por dia ao acordar ou se preferir tomar todas as drágeas em dose única.
O resultado será surpreendente.
Crianças – o tratamento deverá ser iniciado com muito amor. Tomando uma dose por dia com muito sorriso e muito carinho. Estímulo constante aos seus sonhos e criatividade também fazem parte do tratamento.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A importância do limite

Saber dizer “não” é, segundo os especialistas, um dos aspectos importantes e saudáveis da educação de crianças e adolescentes. Uma das maiores dificuldades na educação de uma criança consiste na tarefa de saber dosar amor e permissividade com limite e autoridade.
 Todos têm consciência da importância de impor limites, mas o fato de saber disso não é suficiente para fazer desta uma tarefa fácil. Os pais frequentemente se deparam com muitas dúvidas: Estou agindo certo? Onde eu errei? Por que ele não me obedece? É importante analisar como a noção do proibido vai se constituindo ao longo do desenvolvimento infantil para compreender melhor o comportamento da criança.
 Ela, até o fim do primeiro ano de vida, obedece ao princípio primordial da vida humana: o princípio do prazer. Por isso procura apenas fazer o que lhe causa satisfação e tenta fugir do que é vivido como algo desprazeroso. Nesse estágio, ela age por impulso instintivo. Esse é o primeiro sistema de funcionamento mental, o mais primitivo e existente desde o nascimento do indivíduo, que é denominado pela psicologia de id. O id é essencialmente impulsivo – age primeiro e pensa depois. É imperioso, intolerante, egoísta e amoral; é agressivo, destrutivo, ciumento, enfim, é tudo que existe de selvagem em nossa natureza.
 Assim, a criança quer fazer tudo o que lhe vem à mente: deseja o que vê, imita o que fazem ao seu redor e tem permanentemente insaciável e ativa a sua curiosidade que, frequentemente, aborrece, preocupa e constrange as pessoas. Ao mesmo tempo, essa impulsividade é uma das necessidades mais prementes em seu desenvolvimento, que, quando reprimida, gera crianças sem brilho, apáticas, desinteressadas e rigidamente bem comportadas. A necessidade de tocar, apalpar, mexer, demonstrar, destruir, desfazer e tentar reconstruir objetos são atividades importantíssimas e fazem parte de sua forma de entrar em contato com o mundo externo.
A partir dos 18 meses, a criança começa a se opor para afirmar-se e existir por si mesma. É o início da fase do não, tão temida pelos pais, e que termina, na melhor das hipóteses, por volta dos três ou quatro anos. Nessa fase, trata-se de uma oposição sistemática, porém necessária à estruturação e organização de sua personalidade. Basta substituir o "não" por "eu" para se ter a chave do problema. Para uma criança, dizer "não" significa apenas: "Eu acho que não! E você?" Ela quer simplesmente uma resposta dos pais que, favorável ou não, terá, pelo menos, o mérito de indicar os limites. A partir dos três ou quatro anos, a criança passa, pouco a pouco, do "não" sistemático – modo de comunicação arcaico, mas necessário ao seu desenvolvimento – para o "não" refletido, que afirma seus gostos e escolhas.

FILHOS SÃO COMO NAVIOS

Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza reserva para ele, poderá ter de desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS.
Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto dos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr os próprios riscos e viver as próprias aventuras.
Certos de que levarão os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola – mas a principal provisão, além da material, estará no interior de cada um: A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro em que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam ser o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar adentro e encontrar o próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, esse porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que, na bagagem, eles devem levar VALORES herdados, como HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL E NA CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos, e nem devem estes, descansar no que os pais conquistaram.
Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto e, como os navios, partir para as próprias conquistas e aventuras.

Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:
“QUEM AMA EDUCA” (Içami Tiba)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pais superprotetores.

Meu filho precisa de carinho e não de superproteção.

Proteger os filhos é obrigação dos pais, mas quando essa proteção se torna excessiva, às vezes doentia, o desenvolvimento e crescimento dos pequenos podem ser seriamente comprometidos, mesmo que os pais não consigam enxergar.
Não deixar a criança ir ao chão para brincar em um lugar sujo é bem diferente de não deixar a criança engatinhar na sala de casa ou da madrinha.
Um lugar sujo pode transmitir doenças para seu filho e os pais têm a obrigação de protegê-lo, mas o chão da casa de quem se conhece não é proteção e sim uma proibição de que a criança explore o ambiente e se desenvolva motora e cognitivamente.
Pais que tiveram seus filhos com idade mais avançada, com filhos temporãos, que tiveram alguma dificuldade com gravidez ou parto ou que trabalham excessivamente são pais mais propensos a superproteger seus filhos.
Os pais superprotetores pensam que estão fazendo tudo de melhor para a sua criança e é claro que não querem o mal dos filhos, mas acabam facilitando demais a vida dos pequenos quando fazem tudo por ele ou o privam de alguma situação que acham perigosa.
Alguns “sintomas” são facilmente notados por quem recebe blindagem excessiva dos pais. A criança que demora a andar, já que os pais não a colocam no chão para estimulá-la com medo de que caia e se machuque ou receosa de que ela leve a mão à boca depois que a colocou no chão.
A criança “preguiçosa” para falar também pode ser consequência de superproteção: o pequeno mal aponta para a jarra de água e o copo com água já está na mão. A criança nem teve tempo de tentar falar e o que queria já estava na mão.

Tem como quebrar essa redoma? - Mudanças são sempre difíceis e é só pensar em nós, adultos. Mesmo querendo mudar de casa nosso coração aperta ao deixar um pedacinho da nossa vida na casa que ficou para trás. A criança também.
Andar e falar são mudanças difíceis, e se os pais fizerem tudo por ela ficará mais fácil e não precisará enfrentar as dificuldades como a frustração de cair ao tentar andar e falar errado e não ser entendida. Sabe aquela coisa do “só aprendendo errando”?
Com essa atitude superprotetora, os pais vão educando filhos que só pensam no seu próprio umbigo e vontades, sentindo-se o centro do mundo. Além disso, não há quem aguente uma criancinha mimada, com exceção dos pais e das sempre “doces” avós.
“Hoje é difícil dizer um não e ter paciência com o crescimento dos filhos. Muitas vezes, é mais simples interferir para resolver um problema do que permitir que a criança o analise por inteiro e demonstre suas condições de transpô-lo”, relata à psicóloga Marlucia Pessoa.
Caso algo não aconteça do jeito que essa criança quer, ela chora e recua, não conseguindo enfrentar os desafios sem ao menos tentar a possibilidade de desafiar seus limites e viver novas possibilidades.
Assim, as crianças tendem a crescer tiranas com os pais, avós e babás e tentam ser assim com as professoras e amiguinhos, mostrando a dificuldade de se relacionar e enfrentar os obstáculos longe das rédeas dos pais. A criança pode se tornar um adulto mimado, o que se torna mais desagradável ainda.
Ocorre que na fase adulta nem sempre pai e mãe poderão resolver as situações mais embaraçosas.

Dicas
Manter seu filho sob sua vigilância 100% do tempo é motivo para que se torne um adulto inseguro.
Não faça todas as vontades de seu filho só porque não tem muito tempo com ele. Qualidade é melhor do que quantidade de tempo. Um passeio “da hora” em parques ou praias pode valer mais do que um videogame novo.
Use o bom senso e o equilíbrio. Se tiver alguma dúvida, consulte um especialista.
Bruno Rodrigues

sábado, 6 de agosto de 2011

Medo de ser professor...

De Patrícia Kast Caminha


        Seu nome é Lúcia. Encontrei-a no ônibus, a caminho do trabalho. Não dormiu bem à noite. Ficou sabendo no dia anterior que receberá, no próximo ano, um estudante com deficiência, entre os da nova turma. O que fará se não foi formada para isso? Com essa novidade de Inclusão, como fará para empreender novos conhecimentos numa área em que nunca teve intenção de trabalhar?
        Oras, na sua época de magistério, um dos caminhos era a Educação Especial, mas fugiu como o diabo foge da cruz. Nunca teve contato com alguém com qualquer deficiência. Lógico, já viu, passou perto até, mas não, nunca teve contato. Nem em cinemas, nas ruas, nas lojas, nas praças… Muito menos nas escolas em que estudou. Culturalmente, pessoas assim sempre tiveram um ambiente próprio, que não era, definitivamente não era, o seu. E agora mais essa…
        Mãe de dois filhos, dupla jornada para complementar o baixo salário… Mais essa…
        Seu mundo, me pareceu, era pequeno. Uma reclusão a que tantos se impõem ou por medo, ou por preguiça.
        Lúcia quis contar mais, que se considerava boa professora, mas que agora tinha dúvidas. Chegou ao final de mais um ano letivo concluindo que a maioria dos estudantes, que deveriam ser retidos, mas com esse negócio de promoção automática, pelo amor de Deus, foram promovidos. Não estavam recebendo uma boa educação em casa. Estava pensado muito seriamente sobre isso. E a moral e os bons costumes? Ela não ia se prestar a fazer o que considera obrigação da família. Não se acha a culpada por lares desfeitos (quando são feitos, salientou). Hoje em dia não pode nem comemorar Dia das Mães ou dos Pais na escola. E por quê? Porque as famílias não são mais família, disse indignada. Atualmente vieram com outra novidade: Dia da Família. Não sabe se adianta muita coisa.
        Perguntei como era seu trabalho, o que ensinava. Começou a contar com alegria sobre as cartilhas, o alfabeto, as crianças com brilho nos olhos que chegavam a ela querendo aprender a ler. Não sabiam nada, muitas consideravam virem do zero, nem pré-escola haviam feito, um horror na sua concepção de educadora. Tinha que ensinar tudo, desde escovar os dentes a ficar quieto na carteira escolar. Um custo. Levantar a mão para falar, rezar no início das aulas, falar em coro “seja bem vindo” ou “volte sempre” para cada pessoa que vier a porta da sala de aula. Depois, com o passar do tempo, ficava uma beleza… Disciplina, todos iguaiszinhos. Mas sempre tem aqueles… Os do fundo da sala. Esses, já sabe no que vai dar no final do ano. Já está escrito, pra ela não tem jeito.
        E então, inicia as letras… Todo dia, todos em coro: “A, B, C…” Aponto as letras com a régua. Depois, faz chamadinha oral. Usa uma cartilha antiga, mas muito eficaz. Escondida, porque se o diretor pega… Ele até sabe, mas tem um combinado de “se não vê, não sabe”. Dá algumas coisas do Construtivismo, sabe como é, diz, tem que dar de tudo um pouco. Se não, é chamada de tradicionalista. Um horror. Aí a coordenadora tem que fazer alguma coisa. É aquela coisa do “viu, já viu”.
        Até o final do ano, para ela é de praxe, todos os estudantes têm que iniciar letra de mão. Oficialmente não é pra fazer isso, sabe, mas os professores da escola em que trabalha têm este acordo. Sempre foi assim, na sua época dava certo, porque agora inventaram diferente?
        É a mesma coisa com avaliação. E reclama de uma professora nova na escola que nas reuniões vem com “coisa nova”, querendo se mostrar, fica falando umas novidades que ninguém gosta, que avaliação tem que ser individual… Como assim?
        Avaliar só com prova mesmo. E prova igual pra todos. Quem vai bem, vai, quem não vai é porque não aprendeu, tem algum problema. Tem que fazer recuperação. Mas é uma chateação porque tem que aumentar sua nota por causa da tal promoção automática.
        E agora, vai ter um estudante com deficiência na turma. E a professora de Educação Especial da escola não pode mais ensiná-lo na sala de recursos… Então ela vai fazer o que na escola? E o estudante? Diz que a professora agora tem que ficar com o estudante com deficiência na sala e ensinar… O quê, se ele não aprende? E a professora de Educação Especial pode trabalhar em parceria e ensinar coisas complementares no horário oposto ao da sala de aula ao estudante.
        Lúcia não ia mais parar de falar como pude sentir, mas tive que interrompê-la, pois desceria no meu ponto de ônibus.
        Fui caminhando para meu trabalho pensando em quantos professores pensam e agem da mesma maneira. Numa classe de aula assim, nada pode sair diferente do que planeja, sem contar que o planejamento deve ser daqueles, hiper rígidos. Imagino a vida escolar das crianças, como não deve ser, numa situação assim.
        Uma pessoa rígida, fechada para coisas novas na vida, desde mudar sua forma de avaliação até pensar diferente sobre o que é ensinar. Imagino que deve sofrer muito porque sua rigidez a torna insensível a mudança externas e internas. O mundo muda todo dia, as relações humanas, a História, a Geografia, sua relação com o mundo… Dizer não para tudo, se negar a tentar, a aprender e apreender o novo talvez a faça melancólica, severa, acreditando apenas no que já passou, no antigo, no velho mesmo, arcaico. Como se fosse um chão. Sem ele, seu mundo acaba.
        Você pensa como a Lúcia?
        O que fará quando na turma de estudantes tiver um ou mais com deficiência?
        Que tal fazer diferente? Que tal pensar na sua prática pedagógica? É muito complicado, não sabe por onde?
        Pesquise sobre trabalhos realizados por professores em sala de aula com pessoas com deficiência, as mais diversas. Pense, por exemplo: se você tiver estudante(s) com surdez na sala, o que será necessário? E faça o seguinte exercício: como fazer com que as aulas fiquem prazerosas para todos, partindo das necessidades de um estudante com surdez. Se você vai trabalhar o corpo humano, alfabetizar, qualquer conteúdo de qualquer série, ao invés de sair pensando em fazer tudo separado para um, que tal oportunizar para todos a LIBRAS, gravuras sobre os conteúdos… Que tal transformar suas aulas em aulas acessíveis para um e uma oportunidade para todos se prepararem para um mundo que já está aí?
        Repense também a avaliação, a letra cursiva, a sua relação com os professores que estão inovando…
         “Bata um Papo” com o Construtivismo. Tudo bem se não quer deixar algumas coisas de lado. Mas o ponto é este: nem se feche para o novo, nem jogue o que sabe no lixo. Ninguém está pedindo isso.
        Considere que todos os estudantes têm pré conhecimentos muito importantes para incorporar na sala de aula, realize pesquisas, dê voz aos estudantes deixando que a sala tenha um barulho peculiar, e também permita o livre trânsito pela sala. Não pense que com isso os momentos de silêncio e atenção deverão ser esquecidos. De maneira alguma.
        Não caia nos corporativismos. É uma algema que aperta cada vez que alguém quer se soltar. Amarra, obriga a agir uniformemente, impede de pensar por si. Não se junte aos professores que culpam os estudantes pelo (mal interpretado) fracasso escolar. Não trabalhe com essa coisa de culpa. Saiba que sempre estará aprendendo. Liberte-se da rigidez.
        Ao pessoal que já tem experiência, já arregaçou as mangas e tem realizado trabalhos fantásticos em sala de aula (e fora dela!), tomando os estudantes como parceiros na empreitada pelo conhecimento, com enfoque no respeito à diversidade, uma proposta: divulgue-os.
        Muito profissional já começou, organizando seu fazer pedagógico respeitando a diversidade, tornando suas aulas acessíveis a todos. Mesmo sem estudante com deficiência na turma, procura planejar aulas com mais recursos audiovisuais, com elementos táteis. Grava as aulas, as revê ou escuta com os estudantes, promove a elaboração de material sensorial com todos. Tem professor que trabalha com LIBRAS, usa reglete e punção na sala de aula.
        Se você tem algo a dizer, é a hora!!!!!!
        Este texto não acaba aqui…

O QUE VOCÊS SÃO ESTRELAS OU RELÂMPAGOS

         Vivo - e todos nós vivemos - em meio a estrelas e relâmpagos. Na realidade esta afirmação pode lhe parecer um tanto estranha, mas é pura realidade quando se convive com pessoas de talento estelar e pessoas que pensam ter esta condição.
         Se todos pararmos um pouco para pensar, efetivamente dividimos nossa vida entre os dois: Estrelas e Relâmpagos.
         Os primeiros podem ser comparados até como verdadeiros cometas. Com brilho e cauda. Gente que é gente, sabe exatamente o que está fazendo neste planeta, como sua estrela pode brilhar em beneficio de terceiros e, principalmente, de si próprio. Verdadeiros Deuses de sabedoria.
         Para ser uma estrela é necessário centramento e perfeita convicção de que somos um ímã. Funcionamos como tal, pois tudo o que projetamos recebemos de volta.
         Não há como, portanto, ser estrela e ter o Ego alterado. Ego alterado é coisa de relâmpago.
         Impossível ser estrela e não saber explorar a mente das pessoas que trabalham em nossa volta. Explorar a mente significa, evidentemente, dividir com elas uma boa decisão. Partilhar com elas os louros de tudo o que foi feito em beneficio mútuo; ter a sabedoria para se multiplicar ideias utilizando sempre a mente que está a nosso serviço. Devemos aceitar o não como advertência em vista de eventual futuro erro ou equívoco, e nunca como uma negativa à nossa ideia; jamais criar uma sobreposição de negativismo, mas considerar isso simplesmente como alerta.
         Ser estrela exige, acima de tudo, gestos comprometidos com a humildade; bondade aflorando em todos os instantes, em cada pensamento e em cada relacionamento. Competência para se dizer não quando se deve dizer não e igualmente sabedoria para concordar, falando sim quando se deve dizer sim. Uma verdadeira estrela tem brilho próprio, mas se beneficia do brilho das outras para que todas possam desfrutar do conjunto e assim construírem uma verdadeira constelação.
         Os segundos, os relâmpagos, que pensam que são estrelas, na realidade não passam de imbecis egocêntricos travestidos de falsa bondade. Buscam, não importando o preço ou os ombros dos colegas, os louros com exclusividade para alimentar seu próprio Ego.   Esquecem que quando chegam incutem medo e jamais serão respeitados. Não conseguem conviver em equipe.
         Os relâmpagos efetivamente brilham, mas nós procuramos nos afastar deles porque geralmente são prenúncios de tempestades. Metem medo, geram pavor e sempre são seguidos de estrondos e chuvas fortes.          Invariavelmente, criam inundações e desabamentos de encostas. Sua energia é tão negativa que “inunda” as nossas mentes com pensamentos e atitudes poluídas.
         As estrelas não, elas podem dividir sua beleza com a LUZ DA LUA, porém jamais deixamos de admirar cada uma em separado. Jamais uma estrela consegue tirar o brilho da outra. O conjunto é que cresce em beleza.
         Os relâmpagos são exclusivistas e donos da verdade. “Infalíveis e Sábios”. Não escutam e, não importa o que custe e em quem pisem, vão atrás de seus objetivos usando métodos altamente questionáveis. Não admitem ser contrariados e sempre se posicionam como os únicos que brilham.
         Portanto, Estrela não mete medo, o que mete medo é relâmpago. Cabe a cada um de nós a escolha de como pretendemos levar a nossa vida: Estrela ou Relâmpago?
crédito : http://gotinhasdesabedoria.blogspot.com

terça-feira, 8 de março de 2011

Mensagem para os professores

Tudo que eu preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer, e como ser aprendi no jardim-de-infância...

A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior, mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal. Vejam o que aprendi:
  • Dividir tudo com companheiros.
  • Jogar conforme as regras do jogo.
  • Não bater em ninguém.
  • Guardar os brinquedos onde os encontrava.
  • Arrumar a "bagunça" que eu mesmo fazia.
  • Não tocar no que não era meu.
  • Pedir desculpas se machucava alguém.
  • Lavar as mãos antes de comer.
  • Apertar a descarga da privada.
  • Biscoito quente e leite frio fazem bem à saúde.
  • Fazer de tudo um pouco - estudar, pensar e desenhar, pintar, cantar e dançar, brincar e trabalhar, de tudo um pouco, todos os dias.
  • Tirar uma soneca todas as tardes.
  • Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre "de olho" na professora.
  • Pense na sementinha de feijão, plantada no copo de plástico: as raízes vão para baixo e para dentro, e a planta cresce para cima - ninguém sabe como ou por que, mas a verdade é que nós também somos assim. Peixes dourados, porquinhos-da-índia, esquilos, hamsters e até a semente no copinho plástico - tudo isso morre. Nós também.
  • E lembre-se ainda dos livros de histórias infantis e da primeira palavra que você aprendeu a mais importante de todas: Olhe!
  • Tudo que você precisa mesmo saber estão por aí, em algum lugar. A regra de ouro, o amor e os princípios de higiene. Ecologia e política, igualdade e vida saudável.
  • Escolha um desses itens e o elabore em termos sofisticados, em linguagem de adulto, depois aplique-o à vida de sua família, ao seu trabalho, à forma de governo de seu país, ao seu mundo, e verá que a verdade que ele contém mantém-se clara e firme.
  • Pense o quanto o mundo seria melhor se todos nós - o mundo inteiro - fizéssemos um lanche de biscoito com leite às três da tarde e depois deitássemos, sem a menor preocupação, cada um no seu colchãozinho, para uma soneca. Ou se todos os governos adotassem como política básica, a idéia de recolocar as coisas nos lugares onde estavam quando foram retiradas, arrumar a "bagunça" que tivessem feito. E é verdade, não importa quantos anos você tenha, ao sair pelo mundo, vá de mãos dadas e fique sempre "de olho" no companheiro.

(ROBERT FULGHUM - CÍRCULO DO LIVRO, 1986)

Mensagem para reunião de professores.

Proposta de interações e brincadeiras: Caça ao tesouro sensorial

Campos de experiências: * Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: * Classi...